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10 de junho de 2014

Sinal dos Tempos: Papa Francisco abandona a batina na missa de Pentecostes

 
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No pescoço apenas um colar romano, sem o sinal da batina envolvida pelo amito.
Ao longo da história recente da liturgia latina algumas mudanças foram introduzidas de forma descompromissada e sutil. O "clergyman" apareceu no universo católico ainda na década de 40, sem a chancela oficial da Igreja, que determinava que todos os clérigos deveriam usar a batina e os religiosos o seu hábito.O clergyman era usado por uma minoria de padres "avant-garde" até que seu uso foi se disseminando entre o clero; hoje, contudo, é difícil encontrar um padre que use o clergyman, pois a maioria prefere manga de camisa ou até mesmo camiseta, algumas coladas ao corpo e de gosto duvidoso.
As regras do guarda-roupa pontifício são menos flexíveis e mais difíceis de serem atualizadas e a figura do Papa ficou protegida das inovações. Sobretudo porque a batina ainda é, pelo menos ma teoria, o vestuário ordinário do clero e seria muito incoerente o Papa contradizer a própria lei que emana da Sé Petrina. A batina totalmente branca é um simbolo do Papado.
Na missa de Pentecostes de hoje o Papa Francisco decidiu não usar a batina por baixo das vestimentas litúrgicas. Mais uma vez o Papa argentino escolhe romper com alguma tradição católica.
Aqui não estou protestando. Já me dei por vencido com o Papa Francisco e sei que cada pequeno costume, cada pequena tradição será flexionada pelo atual Bispo de Roma.
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A manga da camisa seguida imediatamente pela alva denuncia a ausência da batina.
As desculpas - daquela "galerinha animada" de sempre - serão muitas. Já apontam o calor romano como fator determinante, afinal o Papa é um ancião e não é saudável ficar sob camadas e mais camadas de vestimentas. Dirão ainda que não é nada para se preocupar, que o caráter sagrado e belo da liturgia está a salvo com Francisco, que nada foi perdido ou que nenhuma norma foi burlada.
Aqui é preciso prestar atenção às sutilezas. Em primeiro lugar, basta lembrar que Bento XVI e até João Paulo II, na casa dos +80 anos, um com artrite e o outro com parkinson, nunca deixaram de usar a batina branca durante as celebrações litúrgicas, na Europa ou na África, no inverno ou no verão. Em segundo lugar, as mudanças mais radicais na Igreja começaram com pequenas negligências aqui e ali, pequenas indulgências com esta ou aquela prática.
Qual o impacto de um Papa sem batina? Numa Igreja partida ao meio pela hermenêutica da ruptura, onde cotidianamente a sua disciplina são e seus dogmas questionados, onde nada de sagrado parece ter mais importância, o impacto de um Papa sem batina é paradoxalmente enorme e insignificante.
Em menos de um ano o Papa Francisco teve um impacto de uma bomba atômica dentro do universo litúrgico. Os movimentos ligados ao novo movimento litúrgico iniciado por Bento XVI - e aqui incluo os blogs e sites especializados - desapareceram ou estão ignorando o atual pontífice. Vários avanços concretos na compreensão da liturgia em continuidade com toda a história da Igreja foram solapados. Tenham certeza que nada disso é acidental.
Um Papa de clergyman é a concretização de um processo, onde nem mesmo o Bispo de Roma, como gosta de ser chamado, escapa da banalização a qual o clero moderno foi submetido.
Alguns poderão dizer, novamente, que foi só desta vez, que o motivo foi poupar Francisco do calor (30ºC hoje em Roma) e do desgaste. Aqui repito - as mudanças mais radicais na Igreja começaram com pequenas negligências aqui e ali, pequenas indulgências com esta ou aquela prática.
Abaixo uma foto do Papa João Paulo II, já fragilizado pela doença, em visita ao Brasil (onde faz um pouquinho de calor, como vocês podem imaginar...). Podemos ver claramente a manga da camisa, a manga da batina e só depois as vestes litúrgicas, conforme as rubricas. Para você, caro leitor, isso pode significar absolutamente nada, mas para quem sabe "ler os sinais dos tempos", é muita coisa.
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Fonte: http://blogonicus.blogspot.com.br  
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Por Dilson Kutscher
Não há muito a dizer e ficar sempre repetindo, pois...
Os Sinais do Fim dos Tempos estão por toda parte e já começam dentro da própria "Igreja".
Diz na Sagrada Escritura: (que profecia...)
"É a ruína que está chegando. Procurar-se-á salvação, sem que se possa encontrá-la. Sobrevirão desastres sobre desastres, má nova sobre má nova. Pedir-se-ão oráculos ao profeta, faltará a lei para o sacerdote, e o conselho para os anciãos. O rei há de pôr luto, ficará o príncipe cheio de consternação, tremerão as mãos dos homens do povo. Tratá-los-ei de conformidade com o proceder que levaram, julgá-los-ei conforme houverem merecido. Então saberão que sou o Senhor". (Ezequiel 7, 25-27)
Também essa passagem abaixo, diz muito sobre os eclesiásticos do Fim dos Tempos...
"Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te". (Apocalipse 3, 15 -16)
Ser MORNO, significa declarar-se servidor de DEUS, mas fazer a vontade dos homens, amando e preferindo mais a glória dos homens, do que a GLÓRIA DE DEUS.
"É que eles preferiam a glória humana à glória que vem de Deus". (São João 12, 43)
"Homens teimosos, insensíveis e fechados à vontade de Deus! Vós sempre resististes ao Espírito Santo. Sois como os vossos pais!" (Atos dos Apóstolos 7, 51)
É realmente como disse Santo Atanásio:
"Não devemos perder de vista a Tradição, a Doutrina e a Fé da Igreja Católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os Apóstolos pregaram e os Santos Padres transmitiram. De fato, a Tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser Cristão e não merece mais usar este nome. Mesmo que os católicos fiéis à Tradição estejam reduzidos a um punhado, são eles que são a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.”
 

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