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15 de julho de 2009

G8: Medvedev apresentou amostra da “moeda única mundial”



Julho 10, 2009

“Este é o símbolo da nossa unidade e do nosso desejo de resolver os problemas em conjunto. (…) Aqui está ela. Podem vê-la e tocá-la”, disse o presidente da Rússia Dmitri Medvedev ao apresentar aos jornalistas a amostra da nova moeda global, durante uma conferência de imprensa em L’Aquila (Itália), após a cimeira das nações que integram o Grupo dos Oito (G8).



A agência russa RIA Novosti apresentou-a como o “exemplo” de “uma possível moeda global”. Por seu turno, a agência financeira norte-americana Bloomberg, referiu que a amostra ostenta a frase “unidade na diversidade”, foi cunhada na Bélgica e apresentada aos líderes do G8 pelo presidente russo durante a cimeira.





Medvedev esclareceu que a nova moeda será usada como meio de pagamento pelos cidadãos de todos os países do mundo e descreveu-a como a “futura moeda única mundial”. “Penso que é um bom sinal de que percebemos a nossa interdependência”, precisou.

As principais economias emergentes do mundo, sob a liderança da China e da Rússia, têm apelado repetidamente nos últimos meses para a necessidade de ser criada uma nova reserva monetária mundial que substitua o dólar e ponha fim à dominância financeira mundial dos Estados Unidos, desde 1944, data da assinatura do acordo de Bretton Woods.

A iniciativa de Medvedev pode ser entendida como um inteligente golpe de relações públicas destinado a dizer às principais potências mundiais que, apesar da sua resistência e cepticismo, os países emergentes, produtores de quase metade do PIB mundial, estão decididos a impor aos países ricos novas regras de governança das finanças globais.

MRA Alliance/Agências

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Para o Papa, Obama se compromete a reduzir o aborto nos EUA


10 de julho de 2009

Em seu primeiro encontro como o Papa Bento XVI, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comprometeu-se a “tentar reduzir” o número de abortos em seu país, segundo informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, nesta sexta-feira.




“O Sumo Pontífice me disse que o presidente Obama afirmou seu compromisso pessoal de tentar reduzir o número de abortos nos Estados Unidos”, disse Lombardi. O encontro com o Papa no Vaticano durou cerca de 40 minutos e foram discutidas questões de política internacional, como Oriente Médio, América Latina, imigração, narcotráfico e bioética.

Na reunão à portas fechadas e que teve a presença de dois intérpretes, o presidente americano também disse que deseja que a relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé seja forte. O Papa disse que reza sempre por Obama, que o agradeceu.

O presidente americano e sua mulher Michele Obama estiveram na Itália para a reunião do G8.

(com agência France-Presse)

Bento XVI, o Papa que diz não às mudanças na Igreja


18.03.2007 - A poucos dias de completar seu segundo ano de pontificado, Bento XVI se mostra um Papa conservador, que diz não ao casamento dos sacerdotes, à comunhão dos divorciados, à Teologia da Libertação, à eutanásia, aos casais que não se casam, à música moderna na missa e à tolerância.



Dois gestos importantes, como a divulgação nesta semana de sua primeira exortação apostólica, intitulada Sacramentum Caritatis (O Sacramento da Caridade) e a condenação, no dia seguinte, de um dos ''padres'' da Teologia da Libertação, o salvadorenho de origem espanhola Jon Sobrino, refletem claramente o caráter e os objetivos do pontificado de Bento XVI.

"Nem mesmo Pio XII (1939-1958) chegou ao extremo de tomar medidas tão restritivas e agredidas. Apagou meio século de história", destacou o jornal do Partido Comunista italiano Liberazione, ao comentar o novo documento papal.

"É uma volta ao passado, quando a Igreja estava aferrada à tradição e aos rituais e não via os sofrimentos do mundo onde vivemos", comentou, por sua vez, o presidente da Federação de Igrejas Evangélicas italianas, Domenico Maselli.

A exortação papal, que na teoria resume as posições dos bispos de todo o mundo após o sínodo celebrado em outubro de 2005, é na verdade um chamado direto do pontífice a "cerrar fileiras", segundo vários teólogos e historiadores consultados pela imprensa italiana.

Em seu documento, o novo Papa, um refinado filósofo e teólogo de formação, insta os bispos à luta ideológica, a um catolicismo militante, tanto "no testemunho da própria fé" quanto na defesa dos "valores inegociáveis", como a oposição à eutanásia, ao aborto, ao divórcio, à união entre homossexuais.

Seu texto, cheio de reflexões doutrinárias, "reflete a dificuldade que a Igreja tem de acompanhar o ritmo da cultura contemporânea", destacou o professor emérito de História da Igreja da Universidade de Bolonha, Giuseppe Alberigo.

Com ânimo combativo, de menos diálogo ou tolerante com respeito às posições adotadas pela Igreja após a revolução modernizadora do Concílio Vaticano II (1962-1965), Bento XVI exige dos católicos que se oponham às leis que não se ajustam à sua doutrina. Junto com as linhas conceituais traçadas, o Papa alemão reiterou sua orientação intransigente em temas como o celibato sacerdotal e manteve a proibição da comunhão aos católicos divorciados.

Do ponto de vista prático, as mudanças serão evidentes quando os religiosos celebrarem a missa em latim e entoarem canto gregoriano.

Estes instrumentos deverão primar a partir de agora na missa contra o uso popular de guitarras elétricas, danças e cantos modernos adotados em vários países, sobretudo da África e da América Latina.

O endurecimento frente às mudanças da sociedade veio acompanhado da primeira medida punitiva adotada por Bento XVI desde que foi eleito pontífice em abril de 2005 Em uma "notificação", a Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício) condenou a obra do teólogo Sobrino, de 68 anos, residente desde 1957 em El Salvador por esconder a divindade de Cristo, exaltando o Jesus histórico, humano.

"As obras de Sobrino apresentam em alguns pontos discrepâncias notáveis com a fé da Igreja", sentenciou a Congregação, que decidiu há seis anos submeter os textos do teólogo a exame.

A condenação de um dos mais qualificados estudiosos latino-americanos reabre a luta contra a Teologia da Libertação, o movimento católico de defesa dos sem-terra, indígenas e proletários.

O novo Papa, que como cardeal puniu durante os anos 80 importantes teólogos, do brasileiro Leonardo Boff ao suíço-alemão Hans Kung, e que quis suprimir quase com regozijo o Concílio Vaticano II, continua se apresentando como o símbolo da polarização conservadora.



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