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3 de abril de 2009

Entrevista com Satã - Parte 2




PRIMEIRO ENCONTRO

Naquela mesma tarde, depois de um jantar rápido e sem apetite, retirei-me ao meu quarto para verificar um pouco a correspondência.
Depois de meia hora, pus-me a recitar a última parte da "Liturgia das horas». Fiz devotamente o sinal da Cruz e comecei: 'Jesus, luz da luz, - sol sem ocaso, -tu iluminas as trevas, - na noite sol mundo,- Em Ti, Santo Senhor - buscamos descanso- da fadiga humana, - ao fim do dia"...
Notei desta vez, que quanto mais ia adiante, mais crescia em mim o desejo de atrasar aquela oração habitual. Sentidos e gostos novos fluíam daquelas palavras antigas e simples.
Ao final, beijei o breviário e coloquei-o à parte. E agora que faço? Algumas vezes tomo notas rápidas em meu diário; tentei fazê-lo mas logo me passou a vontade.
Voltando-me, meu olhar se encontrou com a imagem da Virgem, ante a qual aquela tarde havia ido a orar. Tive desejos de entreter-me com Ela e, apanhado o rosário do bolso, fiz o sinal da cruz. As Ave Maria me pareciam dulcíssimas como se entrasse em contato com Ela. Não tinha terminado ainda a primeira dezena, e já me encontrava sentado e com a caneta na mão. Coisa estranha? Para fazer o quê? Um bloco de papel estava ali sobre a mesa: Começar a escrever algo sobre aquela diabrura? Não pensava nisto de maneira alguma. Não tinha nada concreto em minha cabeça e a imaginação não parecia ajudar-me.
Para fazer qualquer coisa, peguei o bloco de papel e escrevi no alto: «Entrevista com Satanás". Não, corrigi. Melhor dizer: «com o Maligno". Este segundo apelativo é menos comum e de um sentido mais imediato. E permaneci com a caneta no ar.
Naquele mesmo instante, senti ao longo da coluna vertebral uma repentina tremedeira de frio que imediatamente me envolveu por inteiro.
Ao lado da escrivaninha, à esquerda, a janela estava completamente aberta, instintivamente me levantei para fechá-la. Senti, entretanto, que de fora vinha um ar quente. Era a tarde de uma jornada calorosa de setembro.
Enquanto tocava a face e a testa, olhando se tinha sintomas de febre, um golpe de frio me atravessou e tive uma estranha sensação de medo. Sentei-me, permaneci um pouco pensativo, depois tentei deitar na cama. Não consegui mover-me. Sentia-me pregado à escrivaninha, não porque alguém me forçasse, sim por uma sensação de inércia total: uma espécie de torpor.
Invoquei mentalmente a Virgem que me olhava a uns metros de distância da parede e senti um instante imprevisto de paz.
Enquanto em meu interior dava graças à Mãe Celestial, a cadeira, a escrivaninha, quase todo o quarto, sofreram um sobressalto misterioso.
"Você pediu para entrevistar-me, aqui estou.”
Era uma voz cavernosa, áspera, metálica. Uma voz que não soube precisar de que ponto vinha, mas que desencadeou em mim um grande e forte calafrio de medo. Permaneci alguns minutos sem respiração, depois recuperei as forças.
“Mas quem é?"
“Não seja burro, sou eu!"
Não havia pensado nunca de poder passar com minha entrevista do plano da imaginação ao de um cara a cara com o Maligno.
Num ângulo da escrivaninha havia um rosário e instintivamente o peguei como se fosse uma arma de defesa,
"Joga fora esta besteira, se quiser falar comigo!”
“Besteira?..."
"Excrementos de cabra colocados juntos!”
Se para você é uma besteira, eu o beijo e para seu desprezo o enrolo ao redor do meu pulso, como defesa. Vejo que lhe dá medo, velhaco!
Isto para mim é uma guilhotina!...
“Melhor ainda, e obrigado por ter-me dito!”
Tentei muitas vezes explicar-me como percebi aquela voz tão próxima, que não vinha de nenhum ponto preciso do quarto nem saía de meu interior. Entretanto, compreendia-a claramente, sempre num tom ameaçador, desdenhoso e carregado de uma raiva especial.
“Como é que você veio? Quem lhe envia?”
"Fui obrigado".
“Por quem?” Seguiu um silêncio tenso.
“Vamos, obrigado por quem?”
“Por aquela!”
“Gritou esta resposta com um desprezo e com um ódio indescritíveis."
“Quem é ela?" Entretanto, havia compreendido.
“Não direi seu nome jamais!”
“Te queima tanto?”
"Odeio-a infinitamente!"
“Porque é a criatura mais elevada e mais santa…”
Mastigando as palavras com raiva: "Ele quis assim para meu desprezo, para que fosse minha mais esmagadora humilhação!”
Fiquei aturdido. “Como é possível? É o pai da mentira e diz uma verdade tão grande? Não se dá conta que este é um louvor imenso?” Minha pergunta ficou sem resposta. Desta vez foi tudo.

SEGUNDO ENCONTRO

Passaram-se alguns dias sem que nada de novo acontecesse. Não sabia o que pensar. Não tinha a coragem de invocar a volta de um interlocutor tão singular. Aquele primeiro encontro havia deixado mais de uma pergunta no ar. Mas foi cortado no melhor. Aquela última resposta, entretanto, tão inesperada, deixou-me numa alegria grande.
Uma manha, apenas havia terminado de celebrar a Missa, tive um desejo insólito de ir rapidamente para casa. Empurrava-me o estranho indício de algo não costumeiro.
«Aquele mensageiro deve estar já aqui, pensei. Correto, eis aqui os costumeiros calafrios de frio gelado. Não havia me enganado.
Sentei-me, invoquei mentalmente a Virgem e esperei.
"Estou aqui. Que mais você quer perguntar-me?".
Parece que aquele ser tenebroso houvesse sido posto a minha disposição.
“Antes de mais nada, devo agradecer-lhe o grande elogio que na última vez você fez à
Virgem. Impressionou-me muito sua resposta. E ainda não chego a explicar-me como se lhe pôde escapar”
“É ela que me obriga a falar assim, entende? Ela me obriga. Fá-lo para contentar-lhe e para humilhar-me. Mas você – lembre-se - me pagará. Você não chega a compreender jamais que tortura é para mim ter de obedecê-la obrigando-me a dizer certas verdades. Eu odeio a verdade, porque a verdade é Ele, entende? Você permanece horrorizado ante os tormentos aos que tantos subalternos meus submetem seus condenados políticos, recorrendo à pílula da verdade, à lavagem cerebral - todos são invenções minhas, para que saiba - para levá-los à auto-crítica e a arrancar-lhes suas confissões preestabelecidas. Pior é o suplício ao que sou submetido por aquela para levar-me a cuspir-lhe na cara certas verdades. Por isto, repito-lhe que você me pagará”.
"Obrigado também por isto que me diz; mas se Ela está comigo, você não me dá medo”.
“Disse-lhe que você me pagará".
"Certo. Mas continua falando-me dEla".
"É minha inimiga mais implacável".
“Acredito: É a Mulher destinada a dar-nos Jesus, nosso Redentor, o reparador de todas suas maldades, especialmente por haver-nos dado o pecado e a morte. E Ela, por virtude de seu Filho, para sua humilhação, venceu tudo isto".
Um grande silêncio de espera.
“Compreendo que não tenha muito desejo de falar de Maria. Você é infinitamente soberbo e a recordação dEla é muito humilhante para você. Disseste bem, é sua maior humilhação. Mas, em nome dEla, responde. Você creu ter obtido uma vitória plena arrebatando-nos a nossa mãe Eva? Nem sequer suspeitava que Deus lhe teria vencido com Maria? Uma Mãe infinitamente maior que a que nos arrebataste e com a qual nos mandaste à ruína. Deus nos deu Maria e a fez Sua Mãe".
"Mas por que se empenha tanto em falar-me daquela? Pára já!”
Exatamente porque lhe aborrece tanto...
“É uma terrível destruidora de meus planos. É uma devastadora de meu reino. Não me deixa conseguir uma vitória e já me prepara uma derrota. Está sempre em meu caminho. Sempre ocupada em atravessar em meu caminho, em suscitar fanáticos, que a ajudem a arrebatar-me almas. Ali onde mais clamorosas são minhas conquistas, num silêncio capilar ela multiplica as suas. Mas agora chegou o tempo em que obterei sobre ela vitórias jamais vistas..”.
"Efêmeras como as demais!”

* * *
Ainda um breve silêncio. “Não serão efêmeras!... Desta vez será uma vitória total. Acreditava estar seguro numa fortaleza inalcançável. Agora abri-lhes uma brecha que será pior do que a primeira!...
“Que brecha? Penso que corre muito. Está muito seguro de si mesmo"
“Tenho de minha parte também os teólogos. Os meus vaidosíssimos doutores. Se eu fosse capaz de amar, seriam meus amigos mais queridos. Seus cultivadores do dogma vão abandonando suas posições uma depois da outra. Induzi-os a envergonhar-se de certas fórmulas ridículas. A envergonhar-se antes de nada de crer em minha existência e em meu trabalho no meio de vocês: Coisa para mim comodíssima"
E você conta com isto?
«Deste modo, as fábulas da Imaculada Conceição, da Maternidade Divina, da sempre Virgem, da onipotente cheia de graça estão sendo desmoronadas como miseráveis disparates. Dentro de poucos anos ficará só a recordação – vergonhosa recordação - de lendas tão bobas. Muito tive que esperar mas agora chegou finalmente meu tempo. Definitivamente chegou minha hora! Se soubesse o bem que trabalham meus aliados: padres, freis, doutores!... Onde estão agora os fanáticos de seu culto, seus simpatizantes fervorosos?”

* * *
Parecia que tivesse ido embora. Mas estava ali, talvez à espera de minha reação.
“Eu sei: você conseguiu reunir em torno de tantas verdades do Credo uma poeirada irrespirável cheia de confusão. Acredita suprimir o sol só porque o escondeu detrás de muitas nuvens. Mas tudo isto passará. Bastará um sopro do Onipotente para destruir tudo o que você está construindo. Um sopro só e Deus, em sua Providência, também de novo tirará o bem do mal. Inclusive destas confusões saberá fazer brilhar a verdade ainda mais esplêndida”.
"Não se iluda".
Sei que não me engano. A fé me diz. Nem você mesmo, eterno mentiroso, crê nesta vitória final.
Você se agita porque sabe que Deus tem medido o tempo no qual, para seus desígnios, deseja-lhe exagerar. Você sabe que o mais poderoso é Ele. Ele tem adiante de Si a eternidade. Num instante lhe arrebatará da mão suas vitórias momentâneas. Você é o eterno fanfarrão ridículo. Você se crê onipotente, melhor ainda quer fazer você mesmo crer, mas basta um sinal da cruz para por-lhe em fuga, basta um pouco de água benta para paralisar sua onipotência. A parábola do grão e da cizânia foi dita sobretudo para você. Você é simplesmente ridículo em suas gabações. Você é um pobre cão atado a sua corrente. Você não pode nada além do que lhe permite Deus. Permite-lhe para provar aos seus eleitos no tempo, e derrotar-lhe para toda a eternidade”.
“Que eloqüente você é! Fez uma bela pregação para os papagaios da paróquia. Você reúne palavras, eu conto fatos".
“Estou apenas revelando sua mentira. Sua história terminará como começou. Você tem a estúpida presunção de crer-se semelhante a Deus. Rebelou-se e Deus naquele mesmo instante, com um sopro precipitou a você e aos seus nos abismos infernais. Bastou um movimento de Sua vontade para fulminar-lhes a todos, para transformar-lhes de anjos em horríveis demônios".
“Ainda um pouco de pregação.”
"Você sabe bem que não é pregação. É um fato tremendo. Como tremendo é o inferno no qual você se precipitou... A propósito: Que é o inferno?..."
Um silêncio triste como um pesadelo.
“Em nome dEla, responde, fala-me do inferno".
“Impossível dizer-lhe".
“Prova”.
“Nem sequer ela mesma, em Fátima, soube explicá-lo”.
Como? Aqueles pobres meninos por pouco não morreram de pavor!
"E que viram... o inferno é bem diferente... Contente-se com isto.”

* * *
Também desta vez tive a suspeita de que se tivesse ido. De maneira estranha me advertiu que se encontrava ali.
“Desgraçado! Você era um anjo. Deus lhe criou riquíssimo de dons e de belezas divinas. Tinha a inteligência dos espíritos eleitos. É inconcebível como você e os seus possam atrever-se a um pecado tão estúpido de rebeldia. Como tentar apropriar-se do que não era seu? Responde!”.
“Porque quis submeter-nos a uma prova infinitamente humilhante para nós, espíritos altíssimos. Uma prova inimaginável, digna só de uma revolta”.
“Que prova?"
De novo um silêncio carreado de mistério. "Vamos, em nome dEla que te obrigou a vir, responde. Que prova?".
"Impôs-nos um ofício muito humilhante e inaceitável. Pôs-nos em frente ao desenho da criação do mundo material, de todo o cosmos, por cima do qual criou também a vocês os homens com o propósito de elevá-los à mesma dignidade a que nos havia elevado, e para cúmulo de tudo, o que fez desencadear nossa revolta… pôs-nos diante da encarnação do Filho, feito homem, revestido de uma natureza inferior à nossa, e impôs-nos adorá-Lo. Nossa inteligência se assombrou. Milhões de anjos se submeteram vilmente a Ele. Muitíssimos de nós O vimos como uma afronta a nossa dignidade e nos rebelamos. O castigo explodiu de imediato. Nós não queremos aceitar nossa condição de criaturas, de ter necessidade dEle, de estar submetidos a Ele. Acreditamo-nos auto-suficientes - e éramos - de nós mesmos... Naquela recusa nosso gesto é de revolta... E num momento nos encontramos como somos. Sua sentença foi sem apelação". Tampouco nos houvéssemos submetido a Sua vontade.
“E não era um pecado gravíssimo de rebeldia?”
Um «Nãooo…” tenebroso, longo, cavernoso, de gelar o sangue, ressoou um bom tempo no além. Compreendi que havia desaparecido, deixando atrás um fracasso que parece o estrondo de uma avalanche. Tudo o que estava firme tremeu. Saí ao corredor olhando se alguém tivesse percebido algo. Nada. Não vi ninguém.








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A pureza (Pureza do corpo para se libertar dos pecados)






Sermão de S. João Maria Vianney sobre a Pureza

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”. (Mt.5,8)

Nós lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender dEle o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz:

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ele nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais! “Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”. Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade? ... S. Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz: “Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpo e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma”. (I Cor, 6, 15-20) Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus. Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos. Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos rociados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo... Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!... Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus. Eu queria fazer-vos conceber desta virtude uma idéia digna de Deus, e vos mostrar, 1º. quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e 2º. o que nós devemos fazer para conservá-la.
I – Quanto a pureza nos torna agradáveis a Deus.

Seria preciso, meus irmãos, para vos fazer compreender bem a estima que devemos ter desta incomparável virtude, para vos fazer a descrição de sua beleza, e vos fazer apreciar bem seu valor junto de Deus, seria preciso, não um homem mortal, mas um anjo do céu. Ouvindo-o, vós diríeis com admiração: Como todos os homens não estão dispostos a sacrificar tudo antes que perder uma virtude que nos une de uma maneira íntima com Deus? Procuremos, contudo, conceber dela alguma coisa, considerando que dita virtude vem do céu, que ela faz descer Jesus Cristo sobre a terra, e que eleva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Dizei-me, meus irmãos, de acordo com isto, acaso não merece ela o título de preciosa virtude? Não é ela digna de toda nossa estima e de todos os sacrifícios necessários para conservá-la? Nos dizemos que a pureza vem do céu, porque só havia o próprio Jesus Cristo que fosse capaz de no-la ensinar e nos fazer sentir todo o seu valor. Ele nos deixou o exemplo prodigioso da estima que teve desta virtude. Tendo resolvido na grandeza de sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe. Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos? Foi Maria, a mais pura entre todas e por uma graça que não foi concedida a ninguém mais, foi isenta do pecado original. Ela consagrou sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-lhe seu corpo, sua alma, ela lhe fez o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Deus jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse mesmo de leve empanar seu brilho. Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o anjo lhe tivesse assegurado que Ela não a perderia. Mas, tendo lhe dito o anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou empanar sua pureza de que Ela fazia tanta estima, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal. Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolhe um pai nutrício que era pobre, é verdade; mas ele quis que sua pureza estivesse por sobre a de todas as outras criaturas, exceto a Virgem Santa. Dentre seus discípulos, Ele distingue um, a quem Ele testemunhou uma amizade e uma confiança singulares, a quem Ele fez participante de seus maiores segredos, mas Ele toma o mais puro de todos, e que estava consagrado a Deus desde sua juventude.

Santo Ambrósio nos diz que a pureza nos eleva até o céu e nos faz deixar a terra, enquanto é possível a uma criatura deixá-la. Ela nos eleva por sobre a criatura corrompida e, por seus sentimentos e seus desejos, ela nos faz viver da mesma vida dos anjos. Segundo São João Crisóstomo, a castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza. Os anjos não têm nada a combater para conservá-la, enquanto que um cristão é obrigado a fazer uma guerra contínua a si mesmo. S. Cipriano acrescenta que, não somente a castidade nos torna semelhantes aos anjos, mas nos dá ainda um caráter de semelhança com o próprio Jesus Cristo. Sim, nos diz este grande santo, uma alma casta é uma imagem viva de Deus sobre a terra.

Quanto mais uma alma se desapega de si mesma pela resistência às suas paixões, mais ela se une a Deus; e, por um feliz retorno, mais o bom Deus se une a ela; Ele a olha, Ele a considera como sua esposa, como sua bem-amada; faz dela o objeto de suas mais caras complacências, e fixa nela sua morada para sempre. “Bem-aventurados, nos diz o Salvador, os puros de coração, porque eles verão ao bom Deus”. Segundo S. Basílio, se encontramos a castidade numa alma, encontramos aí todas as outras virtudes cristãs, ela as praticará com uma grande facilidade, “porque” - nos diz ele – “para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer-se uma grande violência. Mas uma vez que alcançou tais vitórias sobre o demônio, a carne e o sangue, todo o resto lhe custa muito pouco, pois uma alma que subjuga com autoridade a este corpo sensual, vence facilmente todos os obstáculos que encontra no caminho da virtude”. Vemos também, meus irmãos, que os cristãos castos são os mais perfeitos. Nós os vemos reservados em suas palavras, modestos em todos os seus passos, sóbrios em suas refeições, respeitosos no lugar santo e edificantes em toda sua conduta. Santo Agostinho compara aqueles que têm a grande alegria de conservar seu coração puro, aos lírios que se elevam diretamente ao céu e que difundem em seu redor um odor muito agradável; só a vista deles nos faz pensar naquela preciosa virtude. Assim a Virgem Santa inspirava a pureza a todos aqueles que a olhavam... Bem-aventurada virtude, meus irmãos, que nos põe entre os anjos, que parece mesmo elevar-nos por sobre eles!

II - O amor que os Santos tinham por esta virtude

Todos os Santos fizeram o maior caso dela e preferiram perder seus bens, sua reputação e sua própria vida a descorar esta virtude.
Nós temos um belo exemplo disto na pessoa de Santa Inês. Sua formosura e suas riquezas fizeram com que, à idade de doze anos, ela fosse procurada pelo filho do prefeito da cidade de Roma. Ela lhe fez saber que estava consagrada ao bom Deus. Ela foi presa sob o pretexto de que era cristã, mas em realidade para que consentisse nos desejos do rapaz. Ela estava de tal modo unida a Deus que nem as promessas, nem as ameaças, nem a vista dos carrascos e dos instrumentos expostos diante de si para amedrontá-la, não a fizeram mudar de sentimentos. Não tendo conseguido nada dela, seus perseguidores a carregaram de cadeias, e quiseram colocar uma argola e anéis em seu pescoço e em sua mãos; eles não puderam fazê-lo, tão débeis eram suas pequenas mãos inocentes. Ela permaneceu firme em sua resolução, no meios destes lobos enraivecidos, ela ofereceu seu corpinho aos tormentos com uma coragem que espantou aos carrascos. Arrastam-na aos pés dos ídolos; mas ela confessa bem alto que só reconhece por Deus a Jesus Cristo, e que os ídolos deles não são mais que demônios. O juiz, cruel e bárbaro, vendo que não consegue nada, crê que ela será mais sensível diante da perda daquela pureza que ela estimava tanto. Ele ameaça expô-la num lugar infame; mas ela responde com firmeza; “Vós podeis fazer-me morrer, mas não podereis jamais fazer-me perder este tesouro: o próprio Jesus Cristo é zeloso deste tesouro.” O juiz, morrendo de raiva, manda conduzi-la ao lugar das torpezas infernais. Mas Jesus Cristo, que velava por ela duma maneira particular, inspira um tão grande respeito aos guardas, que eles só a olhavam com uma espécie de pavor, e manda a Seus anjos que a protejam. Os jovens que entram naquele quarto, inflamados de um fogo impuro, vendo um anjo ao lado dela, mais belo que o sol, saem dali abrasados do amor divino. Mas o filho do prefeito, mais perverso e mais corrompido que os outros, penetra no quarto onde estava santa Inês. Sem ter consideração por todas aquelas maravilhas, ele se aproxima dela na esperança de contentar seus desejos impuros; mas o anjo que guarda a jovem mártir fere o libertino que cai morto a seus pés. Rapidamente se espalha em Roma o boato de que o filho do prefeito tinha sido morto por Inês. O pai, enfurecido, vem encontrar a santa e se entrega a tudo o que seu desespero lhe pode inspirar. Ele a chama de fúria do inferno, monstro nascido para a desolação de sua vida, pois tinha feito morrer seu filho. Santa Inês lhe responde tranqüilamente: “É que ele quis fazer-me violência, então o meu anjo lhe deu a morte.” O prefeito, um pouco acalmado, lhe diz: pois bem, pede a teu Deus para ressuscitá-lo, para que não se diga que foste tu que o mataste.” – Sem dúvida, diz-lhe a Santa, vós não mereceis esta graça; mas para que saibais que os cristãos nunca se vingam, mas, pelo contrário, eles pagam o mal com o bem, saí daqui, e eu vou pedir ao bom Deus por ele.” Então Inês se põe de joelhos, prostrada com a face em terra. Enquanto ela reza, seu anjo lhe aparece e lhe diz: “Tenha coragem”. No mesmo instante o corpo inanimado retoma a vida. O jovem ressuscitado pelas orações da Santa, se retira da casa, corre pelas ruas de Roma gritando: “Não, não, meus amigos, não há outro Deus que o dos cristãos, todos os deuses que nós adoramos não são mais que demônios que nos enganam e nos arrastam ao inferno.” Entretanto, apesar de um tão grande milagre, não deixaram de a condenar. Então o tenente do prefeito manda que se acenda um grande fogo, e faz lançá-la nele. Mas as chamas entreabrindo-se, não lhe fazem nenhum mal e queimam os idólatras que acudiram para serem espectadores de seus combates. O tenente, vendo que o fogo a respeitava e não lhe fazia nenhum mal, ordena que a firam com um golpe de espada na garganta, afim de lhe tirar a vida; mas o carrasco treme como se ele mesmo estivesse condenado à morte... Como os pais de Santa Inês chorassem a morte de sua filha, ela lhes aparece dizendo-lhes: “Não choreis minha morte, pelo contrário, alegrai-vos de eu Ter adquirido uma tão grande glória no Céu.”

Estais vendo, meus irmãos, o que esta Santa sofreu para não perder sua virgindade. Formai agora idéia da estima em que deveis ter a pureza, e como o bom Deus se compraz em fazer milagres para se mostrar-se seu protetor e guardião. Como este exemplo confundirá um dia estes jovens que fazem tão pouco caso desta bela virtude! Eles jamais conheceram seu preço. O Espírito Santo tem, portanto, razão de exclamar: “Ó, como é bela esta geração casta; sua memória é eterna, e sua glória brilha diante dos homens e dos anjos!” É certo, meus irmãos, que cada um ama seus semelhantes; também os anjos, que são espíritos puros, amam e protegem duma maneira particular as almas que imitam sua pureza. Nós lemos na Sagrada Escritura que o anjo Rafael, que acompanhou o jovem Tobias, prestou-lhe mil serviços. Preservou-o de ser devorado por um peixe, de ser estrangulado pelo demônio. Se este jovem não tivesse sido casto, é certíssimo que o anjo não o teria acompanhado, nem lhe teria prestado tantos serviços. Com que gozo não se alegra o anjo da guarda que conduz uma alma pura!

Não há outra virtude para conservação da qual Deus faça milagres tão numerosos como os que ele pródiga em favor duma pessoa que conhece o preço da pureza e que se esforça por salvaguardá-la. Vede o que Ele fez por Santa Cecília. Nascida em Roma de pais muito ricos, ela era muito instruída na religião cristã, e seguindo a inspiração de Deus, ela Lhe consagrou sua virgindade. Seus pais, que não o sabiam, prometeram-na em casamento a Valeriano, filho de um senador da Cidade. Era, segundo o mundo, um partido bem considerado. Ela pediu a seus pais o tempo de pensá-lo. Ela passou este tempo no jejum, na oração e nas lágrimas, para obter de Deus a graça de não perder a flor daquela virtude que ela estimava mais que sua vida. O bom Deus lhe respondeu que não temesse nada e que obedecesse a seus pais; pois, não somente não perderia esta virtude, mas ainda obteria... Consentiu, pois, no matrimônio. No dia das núpcias, quando Valeriano se apresentou, ela lhe disse: “Meu caro Valeriano, eu tenho um segredo a lhe comunicar.” Ele lhe respondeu: “Qual é este segredo? ” – Eu consagrei minha virgindade a Deus e jamais homem algum me tocará, pois eu tenho um anjo que vela por minha pureza; se você atenta contra isto, você será ferido de morte”. Valeriano ficou muito surpreso com esta linguagem, porque sendo pagão, não compreendia nada de tudo isto. Ele respondeu: “Mostre-me este anjo que a guarda.” A Santa replicou: “Você não pode vê-lo porque você é pagão. Vá ter com o Papa Urbano, e peça-lhe o batismo, você em seguida verá o meu anjo”. Imediatamente ele parte. Depois de Ter sido batizado pelo Papa, ele volta a encontrar sua esposa. Entrando no seu quarto, vê o anjo velando com Santa Cecília. Ele o acha tão bonito, tão brilhante de glória, que fica encantado e tocado por sua formosura. Não somente permite à sua esposa permanecer consagrada a Deus, mas ele mesmo faz voto de virgindade ... Em breve eles tiveram a alegria de morrerem mártires. Estais vendo como o bom Deus toma cuidado duma pessoa que ama esta incomparável virtude e trabalha por conservá-la?

Nós lemos na vida de Santo Edmundo que, estudando em Paris, ele se encontrou com algumas pessoas que diziam tolices; ele as deixou imediatamente. Esta ação foi tão agradável a Deus, que Ele lhe apareceu sob a forma de um belo menino e o saudou com um ar muito gracioso, dizendo-lhe que com satisfação o tinha visto deixar seus companheiros que mantinham conversas licenciosas; e, para recompensá-lo, prometia que estaria sempre com ele. Além disto, Sto. Edmundo teve a grande alegria de conservar sua inocência até a morte. Quando Santa Luzia foi ao túmulo de Santa Águeda para pedir ao Bom Deus, por sua intercessão, a cura de sua mãe, Santa Águeda lhe apareceu e lhe disse que ela podia obter, por si mesma, o que ela pedia, pois que, por sua pureza, ela tinha preparado em seu coração uma habitação muito agradável ao seu Criador. Isto nos mostra que o bom Deus não pode recusar nada a quem tem a alegria de conservar puros seu corpo e sua alma...

Escutai a narração do que aconteceu a Santa Pontamiena que viveu no tempo da perseguição de Maximiano. Esta jovem era escrava dum dissoluto e libertino, que não cessava de a solicitar para o mal. Ela preferiu sofrer todas as sortes de crueldades e de suplícios a consentir nas solicitações de seu senhor infame. Este, vendo que não podia conseguir nada, em seu furor, entregou-a como cristã nas mãos do governador, a quem prometeu uma grande recompensa se a pudesse conquistar. O juiz mandou que a conduzissem ante seu tribunal, e vendo que todas as ameaças não a faziam mudar de sentimentos, fez a Santa sofrer tudo o que a raiva pôde lhe inspirar. Mas o bom Deus concedeu à jovem mártir tanta força que ela parecia ser insensível a todos os tormentos. Aquele juiz iníquo, não podendo vencer sua resistência, faz colocar sobre um fogo bem ardente uma caldeira cheia de pez, e lhe diz: “Veja o que lhe preparam se você não obedece a seu senhor.” A santa jovem responde sem se perturbar: “Eu prefiro sofrer tudo o que vosso furor puder vos inspirar a obedecer aos infames desejos de meu senhor; aliás, eu jamais teria acreditado que um juiz fosse tão injusto de me fazer obedecer aos planos de um senhor dissoluto.” O tirano, irritado por esta resposta, mandou que a lançassem na caldeira. “Ao menos mandai, diz-lhe ela, que eu seja lançada vestida. Vós vereis a força que o Deus que nós adoramos dá aos que sofrem por Ele.” Depois de três horas de suplício, Pontamiena entregou sua bela alma a seu criador, e assim alcançou a dupla palma do martírio e da virgindade.

III - Como esta virtude é pouco conhecida e apreciada no mundo.

Ai, meus irmãos, como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a estimamos, quão pouco cuidado nós pomos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois que não a podemos ter de nós mesmos. Não, nós não conhecemos esta bela e amável virtude que ganha tão facilmente o coração de Deus, que dá um tão belo brilho a todas as nossas outras boas obras, que nos eleva acima de nós mesmos, que nos faz viver sobre a terra como os anjos no céu!...

Não, meus irmãos, ela não é conhecida por este velhos infames impudicos que se arrastam, se rolam e se submergem na lama de suas torpezas, cujo coração é semelhante àqueles ... sobre o alto das montanhas... queimados e abrasados por estes fogos impuros. Ai! Bem longe de procurar extingui-lo, eles não cessam de acendê-lo e abrasá-lo por seus olhares, por seus pensamentos, seus desejos e suas ações. Em que estado estará esta alma, quando aparecer diante de Deus, a Pureza mesma? Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por esta pessoa, cujos lábios não são mais que uma abertura e um tubo de que o inferno se serve para vomitar suas impurezas sobre a terra, e que se alimenta disto como de um pão quotidiano. Ai! A alma deles não é mais que um objeto de horror para o céu e para a terra! Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estes jovens cujos olhos e mãos estão profanados por estes olhares e ... Ó DEUS, QUANTAS ALMAS ESTE PECADO ARRASTA PARA O INFERNO!... Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estas moças mundanas e corrompidas que tomam tantas precauções e cuidados para atraírem sobre si os olhos do mundo; que por seus enfeites exagerados e indecentes, anunciam publicamente que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas; estas almas que custaram tantos trabalhos, lágrimas e tormentos a Jesus Cristo! ... Vede estas infelizes, e vós vereis que mil demônios circundam sua cabeça e seu coração. Ó meu Deus, como a terra pode suportar tais sequazes do inferno? Coisa mais espantosa ainda, como mães as suportam num estado indigno de uma cristã! Se eu não temesse ir longe demais, eu diria a estas mães que elas valem o mesmo que suas filhas. Ai, este infeliz coração e estes olhos impuros não são mais que uma fonte envenenada que dá a morte a qualquer que os olha e os escuta. Como tais monstros ousam se apresentar diante de um Deus santo e tão inimigo da impureza! Ai! A vida deles não é mais que uma acumulação de banha que eles estão juntando para inflamar o fogo do inferno por toda a eternidade. Mas, meus irmãos, deixemos uma matéria tão desagradável e tão revoltante para um cristão, cuja pureza deve imitar a de Jesus Cristo mesmo; e voltemos à nossa bela virtude da pureza que nos eleva até o céu, que nos abre o coração adorável de Jesus Cristo, e nos atrai todas as bênçãos espirituais e temporais.

Seguem duas mensagens ao Cláudio.

A importância da castidade
Rezem para que se cultive sobre a terra o amor pela castidade
“Paz!”
Filhinhos amados: Muito obrigada pela alegria que me dais!
Eu vos amo tanto!
Hoje gostaria de vos pedir que rezeis muito para que se cultive sobre a terra o amor pela Castidade!
Que ensineis vossos filhos a importância da Castidade!
E pedir para que vós, jovens, percebais esta importância!
Com efeito, por que é pecado a falta de castidade?
Deus Pai, por ser muito Sábio, não dita ordens ou mandamentos que possam prejudicar seus filhos.
E, entre muitas razões, podeis perceber as doenças transmitidas em todo o mundo, por causa do ato sexual: quantas dores, quantas doenças, quantas famílias desagregadas, quantas crianças ao relento!
Já vos foi dito: O pecado contra o Sexto Mandamento, fere todos os outros mandamentos!
Mas o Pai preocupa-se, sobretudo, com a vossa saúde, com o vosso bem-estar!
Filhinhos amados: Hoje os homens apresentam fórmulas artificiais, a fim de conter os nascimentos... Isto é crime, pois incentiva os relacionamentos sexuais, além de trazer enormes somas em dinheiro aos fabricantes de tais produtos: o demônio os faz crescer mais e mais, à custa do pecado...
Velai sempre por vossos filhos ou por vós mesmos!
Hoje, deveis pedir ajuda a Santa Filomena, Virgem e Mártir, para que possais vencer as tentações!
Deus não está no relacionamento sexual puro e simples: Deus está no amor puro que existe nos corações que seguem corretamente suas leis, que visam apenas a segurança dos filhos que ama!
Amai também os vossos filhos, ensinando-lhes os caminhos que levam a Deus e que trará, em conseqüência, a felicidade e a paz duradoura a eles e a toda sua descendência!
Muito obrigada, Filhinhos! Rezai também pelo Santo Padre o Papa Bento XVI, que grita angustiado por socorro! Amém!
Rezai muito pela Santa Igreja!
Eu vos abençôo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
“Maria, Mãe do Universo!
No final, São Miguel diz:
“De que adianta participar das Vigílias de Santa Filomena, Mártir por defender a Virgindade, se não se vive os seus exemplos?”

6º MANDAMENTO

“Filhos, Paz!”
O mundo atravessa momentos difíceis e mais ainda atravessará com tribulações piores das que hoje experimentais!
E tudo isto é causado pelo próprio homem que cego, não quer enxergar. Sua cegueira o faz dar passos errados sobre pisos perigosos, colocados sob seus pés pelos demônios! Estes (os demônios) têm tramado contra Deus, desde o princípio da história, e têm usado de suas artimanhas e astúcias, para atingir a Deus. Não têm conseguido e não conseguirão! Por isso, atiram-se com todas as armas, contra as criaturas de Deus, especificamente, contra os homens, com o fim mesmo de atingir ao Criador.
E, por sua astúcia, o demônio descobriu que o pecado que mais haveria de destruir o homem, é o pecado da carne! De fato, este pecado fere todos os mandamentos dados a Moisés, e os novos Mandamentos!
O Sexto Mandamento é explícito: Não pecar contra a castidade, portanto, não pode haver argumento contrário! É explícito: não pecar, de forma alguma, contra a castidade! Contra a própria e contra a dos outros!
O pecado contra este mandamento, isto é, quem pratica a concupiscência carnal, fere o Mandamento Novo: “Amar o próximo como a si mesmo!”
De fato, qualquer pecado carnal, envolve outra pessoa, isto é, leva outra pessoa ao erro, quando praticado a dois ou mais, ou quando se faz julgamento errado de outras pessoas, ao praticar a sós, dando asas ao pensamento vândalo, que cria imagens diferentes que denigrem o outro, causando grande mal, como a corrupção do próprio coração, pois, “quem somente olhar com concupiscência para outro, já cometeu adultério em seu coração!” E não estará amando então, o próximo como a si mesmo!
Este pecado, (o sexto mandamento) fere também o segundo mandamento de Moisés: “Não tomar o Nome de Deus em vão”, pois quem pratica este mal, o faz já aguardando o perdão de Deus, já que a adúltera foi perdoada! Esta prática torna a pessoa, um blasfemo, pois coloca Deus abaixo de seus pensamentos puramente animalescos! À adúltera, lhe foi pedido que não pecasse mais!
O pecado contra a castidade fere também o Terceiro Mandamento, já que, a maioria que o pratica comete sacrilégio, quando nos dias do Senhor, por milhares de vezes, comunga com o coração apodrecido pelo sexo impuro, pecando então gravemente contra o Dia Santo de Guarda: o Dia do Senhor!
O quarto mandamento também é atingido, já que muitos casamentos são desfeitos, machucando pais, mães, famílias. Muitos pais e mães são desonrados por causa da devassidão dos filhos e sofrem profundamente esta dor: os pais são profanados!
O Quinto Mandamento: o sexo mata a alma! Mata a vida espiritual, mata os sonhos de muitos, mata fisicamente os corpos, por doenças contraídas por estes atos. Mata vidas por abortos! O pecado contra a castidade, mata!
O Sétimo Mandamento: Não furtar, é atingido violentamente, pois o pecado da carne, rouba o convívio com Deus; rouba a harmonia na família; rouba o tempo de trabalho que produz o pão de cada dia; rouba a paz na família; rouba o dinheiro da família: o dinheiro da esposa, dos filhos! O pecado contra a castidade é um grande ladrão!
O Oitavo Mandamento, igualmente é atingido, pois o sexto causa maledicências, intrigas por calúnias ou desconfianças e traumas, gerando até assassinatos e fazendo com que as pessoas envolvidas passem a ter suas imagens manchadas. E muitas vezes, mancham nomes inocentes!
Não desejar a mulher do próximo! Investe contra o próximo, contra a pureza do coração, contra a família, contra os sacramentos... É concupiscência do coração. É pecado do Sexto Mandamento.
Este pecado também fere o Décimo Mandamento, pois não se pode desejar as coisas alheias! E é pecado da carne, pois a pessoa não se contenta com o que tem, e, por inveja é capaz de destruir vidas irmãs! E muitas mulheres e homens são desejados pela carne...
Filhos, todos estes pecados são cometidos diariamente, freneticamente, ferindo todos os Mandamentos do Senhor, originados por um só pecado: Não pecar contra a castidade!
E, por causa deste pecado, que gera todos os outros, Deus fica em plano inferior, e assim, é cruelmente açoitado e morto nos corações das pessoas, que demonstram amor a tudo, exceto o “Amor a Deus sobre todas as coisas!” O Primeiro Mandamento, portanto é duramente atingido!
O pecado da carne é o pecado da besta! Os homens tornam-se bestas irracionais! Rezai muito, filhos por todos os que vivem esta tragédia! Amém!
Eu vos abençôo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Resguardai-vos de todo o mal, pois Deus vos fez perfeitos, e vossa missão é procurar viver esta perfeição. É necessária a luta, a vontade firme e forte, pois os demônios têm armas poderosíssimas, e, em todos os lados, em todo o mundo, as portas da perdição, cada vez mais se escancaram à vista dos homens! Amém!”

“JESUS!”

(Gentileza Antonio, de Portugal)



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GRITOS DAS TREVAS (Parte 2)






GRITOS DAS TREVAS (2)

(02/06/2003)

Em toda a minha vida, sempre tive muito pavor do inferno. Já desde pequenino, de um modo especial da parte de minha querida vovó materna, Gertrudes, ouvi muitos alertas contra as trevas, e disso eu guardei um enorme receio. Depois, como já falei em outro artigo, a cada meio ano, mais ou menos, eu tinha um pavoroso pesadelo com os demônios, que me fazia tremer por horas seguidas. Disso resultou hoje, não um medo – porque estou nas mãos da divina Providência e isto me basta – mas um respeito e um conhecimento de causa, que me fez tornar em adversário encarniçado das trevas. Porque, estando nas mãos deste nosso Deus, tão poderoso e bom, nada temo, e por isso vou continuar alertando, contra o inferno e contra os demônios, a todos aqueles que assim o desejarem. Afinal ele é nosso único grande inimigo, ao qual devemos temer, pois é justo aquele que, além de nos matar no corpo, pode também nos roubar a alma, conforme disse Jesus.



O trabalho a que agora sigo, exige que o leitor tenha paciência de me acompanhar por mais dez textos além deste, com o mesmo título, porque não posso colocar tudo em um trabalho só. Ontem à noite, quando eu procurava um texto específico, entre as centenas de arquivos que já tenho, topei com o livro dos Sete Exorcismos, denominado Avisos do Além, e bruscamente entrei nele. Não consigo me lembrar que alguma vez tivesse recebido isso via internet, somente em xerox, que já consultei. E à medida que mergulhava naquela leitura, percebi o quão rica fonte de alerta ela ainda continua sendo, para que se possa mostrar ao leitor o estado interno da Igreja – em especial – e também da humanidade, que hoje mergulha à alta velocidade rumo aos braços do maligno. E daí me surgiu a idéia de preparar a matéria em textos mais curtos, facilitando a leitura e dando dinâmica ao texto. Como vou fazer cortes e colagens, vou me ater o quanto possível apenas ao original.

Digo antes, que o livro destas revelações, já teve em si muitos cortes para facilitar a leitura, por causa dos uivos, berros, gemidos, imprecações e maldições que os espíritos infernais emitiam, ao serem exorcizados. Mas nós vamos retirar ainda mais coisas, para que permaneça apenas o cerne das revelações. É que, pela força da Santíssima Trindade, pela força do Império de Rainha, de Nossa Senhora, esta Mãe carinhosa, sempre tão preocupada com nossa salvação, obrigou os demônios, contra a sua vontade, mesmo em grande desespero de ódio, a terem que falar a verdade, sobre suas ações, sobre os seus projetos, sobre suas conquistas, exatamente para alertar os homens sobre seu poder.

E assim, usando as mais diferentes potestades do céu, por ordem da Virgem Maria, o padre ia conjurando os maus espíritos a falarem a verdade, sempre e somente a verdade, para desespero do inferno, que não quer ver estas coisas reveladas. Até mesmo este livro, para chegar ao prelo, levou mais de 15 anos, tamanha a luta do maldito para que tais coisas não viessem a público. E hoje, ainda, é enorme a pressão que o inferno exerce, especialmente sobre os sacerdotes, para que eles não coloquem os olhos nestes escritos. Pessoalmente, por uma certeza íntima e forte de meu coração, considero-os da mais alta confiabilidade, tanto que me exponho a fazer esta divulgação sem medo. Com certeza servirá para que mais gente se ponha a rezar, porque o estado interior da Igreja, é de verdadeira podridão, pelo que se verá.

Mais algumas considerações, antes de entrar no tema: Sempre os demônios evitam o nome de Maria e por isso, usando o dedo da possessa, apontam para cima e dizem (Aquela lá de cima), ou a chamam de A Grande Senhora. Quando se referem ao Céu, apontam para cima. Quando se referem ao inferno, apontam para baixo. Tudo isso permanecerá no texto, saindo fora apenas as incitações e as invocações do exorcista. Também cortarei alguns pequenos textos que são menos esclarecedores ou que causarão dúvida. Enfim, eu poderia até tentar resumir cada tópico, com a minha linguagem, mas creio que assim ficará melhor, porque se eu explicasse, seria a palavra apenas de quem imagina, mas a dos demônios, é a palavra de quem sabe, que, além disso, é bem mais inteligente. Vamos a eles:

1º EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975

Contra: Akabor, demônio do Coro dos Tronos (Identificado pela letra - A)
Allida, demônio do Coro dos Arcanjos (Identificado pelas letras - AL)

Nota: Em todos os exorcismos, os preparativos eram intensos e compreendiam orações especiais do ritual Romano, consagrações, Salmos prescritos, o Rosário, Ladainhas, Exorcismos, etc... Os Sacerdotes exorcizam demônios previamente identificados.

Exorcista (E) – Demônio Akabor, nós, Sacerdotes, representantes de Cristo, ordenamos-te, em nome da Santa Cruz, do Preciosíssimo Sangue, das Cincos Chagas, das catorze estações da Via Sacra, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição, de Lurdes, de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Nossa Senhora do Monte Carmelo, de Nossa Senhora da Grande Vitória de Wigratzbal, das Sete Dores de Maria, de São Miguel Arcanjo, dos nove Coros Angélicos, do Anjo da Guarda desta mulher, de São José terror dos espíritos malignos; dos Santos Padroeiros desta mulher, de todos os Santos Anjos de Guarda e Anjos dos Sacerdotes, de todos os Santos do Céu, especialmente de todos os Santos Exorcistas, do Santo Cura d’Ars, de São Bento, dos servos e servas de Deus, Padre Pio, Teresa de Konnersreuth, Catarina Emmerich, de todas as Almas do Purgatório, e em nome do Papa Paulo VI, – ordenamos-te, então, Akabor, como Sacerdotes de Deus, em nome de todos os Santos que acabamos de invocar, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, volta para o inferno.

O INFERNO É HORRÍVEL

A – Tenho ainda que falar...
E – Diz a verdade e só a verdade, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição(...).
A – Sim, em seu nome, e em nome dos Tronos de onde venho, tenho ainda que falar. Eu estava nos Tronos. Eu, Akabor, tenho que dizer (respira ofegantemente e grita com uma voz horrível) como o inferno é horrível. É muito mais horrível do que se pensa. A Justiça de Deus é terrível; terrível é a Justiça de Deus! (grita e geme).
(...) O inferno é bem pior do que à primeira vista e superficialmente poderíeis pensar; a justiça... mas é preciso muita confiança, é preciso rezar muito, é necessária a confissão, tudo é necessário. Não se deve condescender facilmente com os modernismos. O Papa é que diz a verdade.

A JUVENTUDE É ENGANADA

A – Os lobos estão agora... (...). Os lobos estão agora no meio de vós, mesmo no meio dos bons. (...). Como já disse, tomam a forma de Bispos e Cardeais. (...). Digo isto bem contra a minha vontade. Tudo o que digo é contra a minha vontade. Mesmo a juventude... a juventude é enganada. Pensa que poderá com algumas... Com algumas obras caritativas alcançar o Céu (1), mas não pode, não! Nunca! Os jovens devem, – embora me custe muito tenho que dizer...

(1) Infelizmente, em especial no Brasil e na América Latina, não são só os jovens pensam que com algumas caridades apenas, ganham o céu. Também bispos e cardeais pensam a mesma coisa. Enquanto as almas morrem por falta do conhecimento e da instrução, sobre as coisas mais elementares da sua fé, eles organizam filas de cestas básicas, quando não, mandam pegar em foices e facões para os exigir a força. Que esperem então a hora da retribuição e da cobrança. Se não se converterem, podem desde já aprender a gritar.

COMUNHÃO NA BOCA*

A – Devem receber convenientemente os sacramentos... fazer uma confissão verdadeira e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes “Senhor eu não sou digno”, e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão.
Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai! Ela (aponta para cima) quer que eu diga...(...)
Ela quer que eu diga... que se Ela, a grande Senhora, ainda tivesse, recebida a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).
Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa, dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais.
Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas.
Não se é obrigado a obedecer nos maus. É ao Papa, a Jesus Cristo e à Santíssima Virgem, que é preciso obedecer. A Comunhão na mão não é de modo algum querida por Deus.

* Sobre a comunhão na boca, exatamente por causa destas revelações, perguntamos à Nossa Senhora, através do Cláudio e ela disse: Esta é apenas uma opinião dele, Akabor, mas não é a opinião de Jesus, nem a minha. Ela explicou, porém, que Akabor não mentia, porque ele, de fato, achava que fosse assim. Entretanto, se a norma canônica assim o permite, certamente que nem Akabor tem algo a dizer, quanto nem o Céu irá pregar contra uma norma válida. Na verdade, a Eucaristia é mais forte que uma simples norma, ou fórmula, que pertence a Igreja e a mais ninguém. O que importa é apenas o coração, para o qual ela é administrada. Quem não está em estado de graça para receber Jesus, mesmo que o receba de joelhos sangrando estará a cometer um sacrilégio. E para estes, lembro que escolher filas, evitar ministras, tudo isso é falta grave. É julgamento! (Aarão)

O CULTO À SANTÍSSIMA VIRGEM.

A – Os jovens devem habituar-se a fazer peregrinações. Devem voltar-se, cada vez mais, para a Santíssima Virgem; não devem bani-La. Devem... devem reconhecer a Santíssima Virgem e não viver segundo o espírito dos inovadores. Não devem aceitar absolutamente nada deles (grita cheio de fúria). Eles é que são lobos. A esses, já os temos, já os temos bem seguros.
Os jovens, atualmente, crêem que realizam coisas maravilhosas quando fazem algumas obras caritativas e se reúnem uns com os outros. Mas isso não é muito. É até fácil, quando simpatizam uns com os outros, mas só isso não é nada. É preciso que os jovens façam sacrifícios, que adquiram espírito de renúncia, é preciso que rezem. Devem freqüentar os Sacramentos, devem freqüentá-los ao menos uma vez por mês*. Mas a oração e o sofrimento são também importantes. Antes de tudo isto eu tenho ainda que dizer...

* Lembramos que a participação na Santa Missa é semanal, e não mensal. O que aqui ele quis dizer, é que a maioria dos jovens, nem mais uma vez por mais vai à Missa. Ou seja, já seria um pouco bom, se fossem pelo menos esta uma vez por mês.

IMITAÇÃO DE CRISTO

A – ...antes disto tenho que dizer que o mundo de hoje, mesmo o mundo católico, esqueceu por completo esta verdade: é preciso sofrer pelos outros. Caiu no esquecimento que todos vós formais o Corpo Místico de Cristo e que deveis, todos, sofrer uns pelos outros (chora como um miserável e geme como um cão). Cristo não realizou tudo na Cruz. Abriu-vos a porta do Céu, mas os homens devem reparar uns pelos outros. As seitas bem dizem que Cristo fez tudo, mas isso não corresponde à verdade. A Paixão de Cristo continua; em Seu Nome, ela continuará até ao fim do mundo (resmunga).

SENTIDO DO SOFRIMENTO

A – É preciso que ela (a Paixão de Cristo) continue. Tem que sofrer uns pelos outros e oferecer os sofrimentos em união com a Cruz e os sofrimentos de Cristo. Deve-se sofrer em união com a Santíssima Virgem e com todas as renúncias que Ela suportou durante a Sua vida, unir os próprios sofrimentos, nos horríveis sofrimentos de Cristo na Cruz e na Sua Agonia, no Jardim das Oliveiras.
Esses sofrimentos foram mais terríveis do que aquilo que os homens poderão pensar. Cristo, no Jardim das Oliveiras, não sofreu apenas como podereis talvez pensar. Ele foi esmagado pela Justiça de Deus, como se Ele próprio tivesse sido o maior dos pecadores, como se estivesse condenado ao inferno. Teve que sofrer por vós, homens; do contrário, não teríeis sido salvos. Teve de suportar os mais terríveis sofrimentos a ponto de pensar que iria para o inferno.
Os sofrimentos foram então tão fortes que Ele se sentiu completamente abandonado pelo Pai Celeste, Suou Sangue, porque se sentiu totalmente perdido para o Pai e abandonado por Ele. Sentiu-se esmagado como se fosse um dos maiores pecadores. Eis o que Ele fez por vós, e vós deveis imitá-Lo.
Estes sofrimentos têm um valor imenso. Esses sofrimentos, esses momentos obscuros, esses terríveis abandonos, quando se está convencido de que tudo está perdido, e que o melhor é pôr termo à vida.... Eu não quero dizer mais, não...(respira com grande dificuldade).
É precisamente quando se sofre assim, quando tudo parece estar perdido, quando a pessoa se julga totalmente abandonada por Deus, quando crê ser a mais miserável das criaturas, é então que Deus pode meter a Sua Mão no jogo. Estes sofrimentos, estes horríveis e tenebrosos sofrimentos, são os mais valiosos (lança gritos e uivos terríveis) que existem. Mas é precisamente que a juventude desconhece a isso. A maioria dos jovens ignoram-no e é aí que reside o nosso triunfo.

ACEITAÇÃO DO SOFRIMENTO

A – Muitos, a maioria, suicidam-se quando se crêem abandonados por Deus e pensam ser as criaturas mais miseráveis. Por mais escura que seja a noite, Deus está próximo deles, embora eles já não O sintam! Deus está então como se já não estivesse. De fato, momentaneamente, a sua presença deixa de lhes ser perceptível, mas apesar disso devem imitar os sofrimentos de Cristo, sobretudo os que Ele chamou a sofrer muito.
Há muitos que, então, pensam que já não são normais – a maior parte o é – e então capitulam, capitulam muito mais facilmente. Pensam então que têm que se suicidar, porque já ninguém os compreende. É o nosso triunfo. A maioria vai para o Céu, mas apesar disso, é o nosso triunfo, porque... Não cumpriram a sua missão, deveriam ter continuado a viver.
No mundo de hoje há cruzes extremamente pesadas. É Ela que o manda dizer (aponta para cima). Essas cruzes são muitas vezes mal suportadas. Cruzes visíveis, como o cancro, defeitos físicos ou outras enfermidades, são muitas vezes mais fáceis de suportar que as angústias ou noites do espírito, que muitas pessoas têm de agüentar atualmente.
Ela, lá em cima (aponta para cima), manda dizer o que já uma vez transmitiu através duma alma privilegiada: «Eu enviarei aos meus filhos sofrimentos tão grandes e profundos como o mar.»*. Esses (as pessoas), a quem foram destinadas cruzes tão pesadas – alguns são escolhidos de há muito – não devem desesperar.
Estas cruzes que acabo de referir, são cruzes que parecem inúteis e absurdas. Podem levar ao desespero. Muitas vezes, parecem impossíveis de suportar, mas são essas as mais preciosas.
Eu, Akabor, quero ainda acrescentar: Ela (aponta para o alto) quer gritar a todos esses que carregam uma Cruz: «Coragem! Não desanimeis!» Na Cruz está a salvação, na Cruz está a vitória. A Cruz é mais forte que a guerra.

* Trata-se aqui da mensagem de Marienfried, dada na Alemanha em 1945. Cfr. o livro «A Paz de Maria» das edições ACTIC, que apresenta essas Mensagens.


O MODERNISMO


A – O modernismo é falso. É preciso virar as costas ao modernismo. É obra nossa, vem do inferno. Mesmo os Sacerdotes que difundem o modernismo nem sequer estão de acordo entre si. Ninguém está de acordo (1). Só este sinal vos deveria bastar.
O Papa é atormentado pelos seus Cardeais, pelos seus próprios Cardeais... está rodeado de lobos.
Se não fosse assim, poderia dizer mais, mas ele está como que paralisado. Já não pode fazer muito; agora, já não pode fazer muito. Deveis rezar muito ao Espírito Santo, rezar agora e sempre ao Espírito Santo. Então, compreendereis no mais profundo de vós mesmos o que é preciso fazer. Aconteça o que acontecer, não vacileis na vossa antiga fé. Devo dizer que este Segundo Concílio do Vaticano não foi tão bom como se pensa. Em parte, foi obra do inferno.

(1) Deus criou uma Igreja única. Ele dever antão, também, andar na unidade. Ora quando não há unidade de sentimentos, porque não na unidade de Doutrina, certo é que o Espírito Santo também não está ali, porque Ele não é Espírito de confusão. O que você dirá então da ala direita e a da ala esquerda da Igreja no Brasil? Desde há quanto tempo você imagina que o Espírito Santo não assiste mais a uma reunião de nossos Bispos, que se dirigem apenas por sentimentos e idéias racionais, e humanas? Quantos deles ainda buscam com exclusividade as questões da alma, da vida eterna e da salvação? Talvez nenhum!

A SANTA MISSA: POR MUITOS

A – Sem dúvida, que havia certas coisas que precisavam ser mudadas, mas a maior parte, não. Acreditai-me! Na Liturgia não havia praticamente nada que necessitasse de ser mudado. Mesmo as leituras e o próprio Evangelho não deviam ser lidos em línguas nacionais. Era bem melhor que a Santa Missa fosse celebrada em latim.
Considerai por exemplo, a Consagração; basta a Consagração, é típico. Na Consagração empregam-se as palavras: «Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós.» e, em seguida, diz-se «Este é o Meu Sangue que será derramado por vós e por muitos.» Foram estas as palavras de Cristo.
E – Não é correto dizer «por todos?» Diz a verdade, em nome (...)
Claro que não! As traduções nem sempre são exatas e esse é, sobretudo o caso de «por todos.» Não se deve e não se pode dizer «por todos»; deve dizer-se «por muitos.» Se o texto não está correto, já não encerra a plenitude de graças. Claro que a Santa Missa continua a ser válida, mas o canal de graças corre agora parcimoniosamente. E a Consagração já não acarreta tantas graças como quando o Sacerdote a pronunciava convenientemente, de acordo com a Tradição Antiga e com a vontade de Deus. É preciso dizer-se «por vós e por muitos»,* tal como Cristo disse. Não! Ele bem desejou derramá-lO por todos, mas de fato ele não foi derramado por todos.
E – Por que muitos O recusaram? Diz a verdade, em nome (...)
A – Exatamente. Assim, Ele não derramou o Seu Sangue por todos, pois não O derramou por nós, os do inferno.** O novo ordinário da Missa – os Bispos mudaram a Missa Tridentina – a nova Missa, não corresponde exatamente à vontade d’Eles, lá em cima (aponta para cima). É a melhor que existe, é a Missa-tipo, a verdadeira e a boa Missa (geme).***
Tudo o que disse foi contra a minha vontade, mas a isso fui obrigado. Foi Ela, lá em cima (aponta para cima) que me forçou (rosna).

* Na Missa de Paulo VI, em Latim conservou-se a fórmula correta. De fato, aí se diz: « Pro multi », ou seja por muitos. As traduções, inclusivamente a portuguesa, atraiçoaram o texto e puseram uma palavra inexistente: « por todos.»
** De certo Cristo teria resgatado os demônios, se isso tivesse sido possível. Não sendo esse o caso, é evidente que o Seu Sangue não foi derramado pelos demônios. Em principio, a Redenção de Cristo destinava-se a todos os homens, mas na prática estava limitada pela sua liberdade de recusa. Assim o Sangue de Cristo não aproveitou àqueles que O recusaram, deste modo e por sua culpa, foram condenados no inferno, onde partilham do destino irrevogável dos demônios.
*** A celebração desta Missa de São Pio V foi autorizada pela Santa Sé num documento assinado por João Paulo II.

OBS: No Evangelho de Mateus, em 26,28 está: Por muitos homens... Eis o ardil do demônio: Se dissermos que Jesus NÃO MORREU por TODOS, então eles dirão que Ele faliu em sua missão. Se dissermos que morreu por todos, então podem dizer que TODOS se salvarão, embora em vida sejam verdadeiros demônios, e até os próprios se poderiam salvar, o que seria um absurdo. Ou seja, querem apenas justificar a própria malícia. Na verdade, Jesus morreu apenas por aqueles que livremente quiserem se aproveitar dos Méritos infinitos de Sua Paixão Redentora. E estes são, sim, MUITOS, mas não todos. Judas, por exemplo, não quis se salvar, por isso está onde está! Ora, uma simples gota do Sangue de Jesus – tão precioso é – seria suficiente para salvar a todos. Mas que diriam os adversários de Deus, se nem com TODO o sangue derramado ainda não aceitam? Até quando o homem fará pouco caso de Deus?

O ECUMENISMO

A – Na época que atravessamos não se deve obedecer a Bispos modernistas. Vivemos na época a que Cristo se referiu, dizendo: « Surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas » (Mc 13-22). São eles os falsos profetas! Já não se pode acreditar neles; em breve, já ninguém os poderá acreditar, porque ele... porque eles... aceitaram excessivas novidades. Nós estamos neles, nós, os lá de baixo (aponta para baixo), é que os incitamos. Muito tempo nós passamos em deliberações, para ver como destruir a Missa Católica.
Já Catarina Emmerich (1), há mais de cem anos, dizia: « Foi em Roma...» Numa visão, ela viu Roma, o Vaticano. Viu o Vaticano rodeado por um fosso profundíssimo, e do outro lado do fosso estavam os descrentes. No centro de Roma, no Vaticano, encontravam-se os Católicos. Estes atiravam para esse fosso profundo os seus altares, as suas imagens, as suas relíquias, quase tudo, até o fosso ficar quase cheio. Essa situação... esses tempos, vivemo-los agora (grita com uma voz medonha).
Então, quando o fosso ficou cheio, os membros das outras religiões puderam realmente atravessá-lo. Atravessaram-no, olharam para dentro do Vaticano, e viram como os católicos, os católicos de hoje, a Missa moderna, pouco tinha para lhes oferecer. Abanaram a cabeça, voltaram as costas e foram-se. E muitos de entre vós, católicos, são suficientemente estúpidos para ir ao encontro deles. Mas eles não dão um passo na vossa direção.
Quero ainda acrescentar mais qualquer coisa.

(1) Sobre este livro, falaremos nos capítulos seguintes.

A LITURGIA

A – Na Missa Tridentina fazia-se o Sinal da Cruz trinta e três vezes, mas agora faz-se muito menos vezes: duas, três, quando tudo vai pelo melhor. E na última, na benção final, já não é necessário ajoelhar (grita e chora desespero). Podereis imaginar como nós ajoelharíamos, como nós cairíamos de joelhos se porventura pudéssemos? (geme e chora).
E – É correto fazer o Sinal da Cruz, trinta e três vezes, durante a Santa Missa? Diz a verdade, em nome (...).
A – Não é só correto, como também obrigatório. É que assim nós não conseguiríamos ficar, pois seríamos obrigados a fugir da Igreja. Mas, assim, ficamos. Devia também se restabelecer a cerimônia da aspersão. A aspersão com água benta obriga-nos a fugir e o mesmo se passa com o incenso. Era também preciso voltar a queimar-se incenso. Era bom que depois da Santa Missa se recitasse a Oração a S. Miguel Arcanjo, três Ave-Marias e a Salve Rainha.
Os leigos não devem dar a Sagrada Comunhão (1) (dá gritos horríveis), de modo nenhum!! Nem sequer as religiosas. Nunca! Pensais que Cristo teria confiado essa missão aos Apóstolos, se as mulheres e os leigos também o pudessem fazer (geme)? Sou obrigado a dizer isto! Allida, ouviste Allida, ouviste o que me obrigaram a dizer? Allida, tu também podes falar! (O outro responde encolerizado: Fala tu!)
E – Já acabaste Akabor, em nome (...) disseste tudo, disseste toda verdade?
A – Ela, lá em cima (aponta para o alto), não permite que eu seja atormentado pelo velho (lúcifer), porque eu sou obrigado à estas coisas por vós e pela Igreja. Ela não o permite... e ainda bem! Mas isto não é bom para os lá debaixo (aponta para baixo), não é bom para nós (grita e geme).
E – Em nome da Santíssima Virgem, continua. Tens ainda alguma coisa a dizer? Pelo poder dos Santos Tronos, teus antigos companheiros, tens alguma coisa a acrescentar?
(Após sete horas de oração e seis horas de exorcismo, sem beber nem comer, algumas das pessoas presentes sentem-se fatigadas).
A – Podeis ir-vos embora. Ficaremos contentes, se vos fordes. Ficaremos contentes. Ide-vos! Porque disse tudo isso, porque fui obrigado a dizê-lo. Ela concede-me ainda uns momentos. Tens que recitar três vezes: « Santo, Santo, Santo...». (As pessoas presentes recitam a oração).
E – Em nome da Rosa Mística..., Akabor, diz o que a Santíssima Virgem te encarregou de dizer!
A – Ela encarregou-me de dizer o que eu fui obrigado a dizer e o que disse. Tudo o que revelei, foi contra a minha vontade (chora despeitado).
E – Em nome..., disseste tudo?
A – Sim!

(1) Novamente aqui, se trata apenas de opinião dele, embora não minta se assim disser. Primeiro, os leigos podem sim, distribuir a Eucaristia, quando não há padres em número suficiente, para distribuir a comunhão para todos, num tempo sensato. A Igreja tem sim o poder de instituir ministros e ministras da Eucaristia. Enquanto existir Igreja na terra, ela terá este poder, de ligar e desligar. Pode ser até que o Céu não goste destas coisas, mas jamais pregaria contra elas abertamente, porque seria um Reino dividido contra si mesmo conforme disse Jesus. Uma coisa é alertar contra uma situação grave de desmando na Igreja, outra muito diferente é pregar contra a autoridade constituída. A primeira é obrigação de todos nós, a segunda é pecado grave. O desmando e o erro, só se corrigem através de um Concílio, a rebeldia, somente é sanada no confessionário.

EXPULSÃO DE AKABOR

E – Nós te ordenamos agora, Akabor, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, da Santíssima Virgem Maria, do Coração Imaculado de Maria, dos Santos Arcanjos, dos Coros Angélicos, que digas se nos revelastes tudo o que o Céu te tinha mandado dizer! Diz a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue!
A – Se ele tivesse sido também derramado por nós, teríamos sido homens. Mas nós não éramos homens. Se fossemos homens, não teríamos sido tão estúpidos. No fundo, ainda tendes mais sorte que nós... Isso não é possível...!
E – Akabor, vai-te em nome (...)! O teu discurso acabou, a tua missão está cumprida. Grita o teu nome e volta para o inferno!
A – Não sou obrigado a ir já. Ela ainda me permite um certo tempo.
E – Tem que sair outro demônio contigo?
A – Não! Eu, Akabor, tenho de ir primeiro, mas tendes que rezar ainda sete Ave-Marias em honra das 7 Dores de Maria. É sob as suas ordens (aponta para o alto) que eu as vou dizer:
– A primeira, pela sua dor na profecia de Simeão: «Uma espada de dor te trespassará o coração.»
– Depois, a fuga para o Egito, considerando as lágrimas e os tormentos que Ela então sofreu.
– Perda do Menino Jesus no Templo: imaginemos a angústia que Ela padeceu, pois que Ele era o Filho de Deus.
- Ela encontra Jesus no caminho do Calvário: a humilhação em que Ela viu o Seu Filho.
– A horrível, a mais horrível dor: na Crucificação e morte na Cruz. Quanto Ela não padeceu: lágrimas, angústias, desânimo.
– A descida da Cruz: Aquele Corpo horrivelmente desfigurado, que em conjunto levaram para o túmulo. Em que estado de espírito não terá Ela assistido a tudo isto.
– Finalmente, a deposição no túmulo: A Sua Dor imensa, a sua tristeza. Ela sofreu horrivelmente. (Terminadas as orações, grita com uma voz cheia de ódio):
A – Agora, três vezes: « Santo, Santo, Santo,...». (as pessoas presentes recitam-no).
E – Em nome da Santíssima Trindade (...), em seu nome, deves agora voltar para sempre para o inferno, Akabor!
A – (geme e grita com uma voz terrível): Sim...!
E – Em nome (...) grita o teu nome e vai-te para o inferno! Vai-te em nome dos teus antigos companheiros, os Santos Tronos que servem a Deus. Tu nunca serviste a Deus!
A – (gemendo): Eu bem queria servir a Deus, mas Lúcifer não o quis.
E – Tens que te ir agora. Nós, Sacerdotes, te ordenamos em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Tens de te ir embora, em nome do Coração de Maria e em nome das Sete Dores de Maria.
A – (grita como louco, cheio de desespero).
E – Em nome (...) vai para o inferno! Grita o teu nome!
A – A-KA-BOR (grita o nome chorando). A-KA.BOR!!
E – Vai para o inferno e não voltes mais, nunca mais, em nome (...).
AL – Agora, é Allida quem fala.
E – Em nome da Santíssima Trindade, nós te ordenamos, que nos diga Allida, se Akabor partiu.
AL – Ele cá já não está. Partiu. Lúcifer e a sua pandilha vieram buscá-lo.

Vejam, que impressionantes e terríveis revelações. Nenhum coração humano ficará de todo insensível diante de um terror destes. Também não poderá ficar desligado, depois de tantos erros que se cometem, de tantas vitórias do inferno, e de tanta insensatez do homem. É preciso, agora, mais do que nunca, centrar nosso esforço na oração. A oração pode muito! A oração move o coração de Deus. A oração pode tudo, se for rezada por todos!

Mas, é certo, infelizmente são poucos os que rezam, e parecem ser a cada dia menos. E justo por isso teremos logo a explosão final desta batalha com as trevas. Eles estão sedentos de sangue e armados até os dentes. Eles ocupam a maioria dos pontos chave do mundo, e até da Igreja. Falta-lhes apenas expulsar João Paulo II. E o caos reinará no mundo.

Rezemos o Rosário de Maria, verdadeiro terror dos demônios!

Aarão!


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