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8 de abril de 2010

As 7 Afirmações Mais Ditas Pelos Protestantes

Uma quantidade considerável de católicos abandonam sua fé e abraçam o protestantismo como novo lar espiritual. Alguns realmente mudam de vida, mantém ou adquirem uma nova postura ética, equilibrada e até exemplar. Outros, no entanto se perdem na novidade, exacerbam as vantagens da nova escolha e como o fogo de palha, com um vento mais forte facilmente se apagam.

Santa Teresa de Jesus, uma santa católica do século quinze disse com muita sabedoria em pleno apogeu do surgimento dos protestantes, “nasci católica, morrerei católica”. Compartilho da máxima da religiosa que mesmo sabendo das fraquezas da mãe igreja não a abandonou, pois pelas vias normais um filho não deveria abandonar aquela que o gerou. No caso a Igreja, pelo batismo me gerou para Cristo, isto é a minha fé, dela tenho convicção.

Neste pôst você terá as 7 afirmações mais ditas pelos protestantes. É muito provável que você já tenha ouvido algumas delas mais de uma vez.

1.

Religião não Salva

Essa afirmação é muito direcionada aos católicos, mas não só. De fato, religião enquanto conceito não salva, tampouco as seitas das quais fazem parte a maioria dos que pronunciam esta frase. Religião é o encontro do homem com Deus. O local desse encontro se dar na igreja (aqui no sentido de comunidade de fé), também dita pelos ‘irmãos’ , inapta para a salvação, mas interessante, todos tem a sua e basta crescer um pouco que se dividem em outras ramificações. O argumento a posteriori parece indicar que apenas a Igreja da qual faz parte o não- crente não salva. Repito, utilizo a palavra Igreja no sentido de comunidade de fé, como em sua origem no convívio apostólico. Vejamos, Tomé não teve seu encontro com Cristo Ressuscitado enquanto estava ausente da comunidade de fé. Foi no meio daqueles irmãos que fez sua experiência de fé, seu encontro religioso.

2.

Recebi minha bênção

Vou confessar um péssimo hábito que tinha enquanto católico, assitir aos programas de uma determinada denominação religiosa madrugada afora. Os testemunhos eram basicamente nesse formato: Antes de entrar na igreja eu tinha minha vida destruída, hoje – reparem – eu tenho um carro, dobrei meu salário, tenho duas linhas telefônicas ( na época linha telefônica era artigo de luxo).

Agora nos perguntemos, que interpretação bíblica é essa que associa a bênção de Deus somente ao acúmulo de bens materiais. Quer dizer que um pobre é um maldito? Bem, na interpretação vétero-testamentária a resposta é posisitva. Os séculos passaram, Cristo trouxe luz à antiga aliança e ainda vemos em pleno século XXI interpretações primitivas sobre a escritura sagrada.

A bênção de Deus é um dom integral, é bem verdade que diz respeito à realidade econômica do indivíduo mas não se encerra nisso. É antes de tudo uma dádiva, fruto da união integral do homem com Deus. Está para além da riqueza material, esta é apenas uma das realidades contempladas.

3.

A culpa é do cão

Conta uma historinha que certa vez o Cão estava a choramingar à beira de uma estrada. Um transeunte passou e lhe perguntou, por que choras Cão? Entre soluçõs respondeu: É que depois desses crentes a culpa é sempre minha. A piada é antiga e exprime o caráter demonológico trazido sobretudo pelo pentecostalismo e neo-pentecostalismo.

O indivíduo sentiu uma dor nas costas atribui-se a culpa ao encosto, não o da cadeira, mas a uma entidade demoníaca. Chega-se a absurdos como o mais recente, dito em rede de televisão por um pastor Norte americano ao declarar que o culpado pelo teremoto no Haiti era o demônio, ou a relação dos haitianos com o Vodu.

O demônio existe, bem como seus sequazes, o que não se pode é culpá-lo por situções em que os réus somos nós mesmos pelo mau usufruto de nossa liberdade e vontade. Nem tudo é culpa do diabo e não se deve chamar tanto seu nome como vemos à exaustão nos cultos transmitidos pela Tv. Até parece que seu nome é mais falado que o de Jesus. Para que dar tanto crédito a quem já está derrotado?

4.

Porque a Bíblia diz

Há duas semanas fui abordado por um jovem protestante que perguntou para mim onde estava a palavra católio na Bíblia. Não pude conter o sorriso ante aqueles olhos apreensivos que pareciam ter me encurralado como uma presa anafalbética. Devolvi-lhe uma outra pergunta: Onde tem a palavra terminal de ônibus na Bíblia como indicação de local para a sua evangelização.

É difícil travar uma conversa amistosa com um protestante, pelo menos até hoje, conto nos dedos os que se dispõem a uma conversa sem caráter proselitista ou subtraída daquela repugnável superioridade .

A frase porque a bíblia diz é como uma antecipação solene de uma sentença proclamada pelo misisonário que se exalta, fica vermelho, manuseia freneticamente a palavra para cima e para baixo. Ainda nessa ocasião com o irmão, no terminal de ônibus, contendo meus ânimos, lhe disse que eu não uso a palavra de Deus para fundamentar discussões nem para brigas. Procurava ler a Bíblia para mudar minha vida, minhas atitudes corrompidas pelo pecado e anunciava-a com amor para os que estavam aflitos e famintos de uma palavra de verdade.

O Sola Scriptura de Lutero ecoou pelos séculos e ouvi dia desses na voz daquele jovem discípulo do fundamentalismo protestante. Admirável a coragem da pregação, pena não poder dizer o mesmo do conteúdo de sua mensagem que não me inspirou a paz, própria do anúncio do evangelho.

5.

Os católicos são adoradores de imagem

Esse quarto ponto parece ser a primeira lição do culto de doutrinação dos neófitos protestantes. Quem é católico já ouviu essa acusação não poucas vezes. E não adianta responder, é perca de tempo comprovar biblicamente que os católicos, enquanto doutrinamento oficial, não adoram as imagens. E como a maioria dos protestantes são fundamentalistas as atitudes a que chegam em suas convicções são lamentáveis.

Ilustro o que escrevi com o caso de uma parente protestante escolhida para cuidar de uma tia minha, já bem idosa e católica. Como uma mágica sumiram todos os terços da casa em menos de uma semana. O fim das imagens religiosas vocês podem imaginar o que aconteceu. E tudo feito amparado na máxima de que os católicos são adoradores de imagem.

Quuando estava no início de meu engajamento na RCC (Renovação Carismática Católica) costumava participar da adoração ao Santíssimo Sacramento no santuário de adoração da arquidiocese de Fortaleza, ali na Igreja de são Benedito e qual não foi minha surpresa ao sair um dia do templo. Fui abordado por um protestante.

Este me acompanhou e começou a soltar versículos bíblicos apontando meu crime de idólatra. Ali, recebi minha condenação, segundo ele, o inferno. Foi então que pacientemente depois de três inoportunas abordagens parei, me virei e disse: Meu senhor me respeite. A constituição de meu país prevê liberdade religiosa, portanto, se você me seguir mais um passo, chamo a polícia. E outra: não tem nesse momento nenhum católico na portinhola de sua igrejinha de esquina julgando e condenando seus pares.

Tive que ameaçar a polícia para um que deveria agir comigo como irmão, mas não, preferiu me enxergar como idólatra fadado ao inferno.

6.

Deus quer te dar a vitória

A teoria da prosperidade é a grande corrente motriz das expressões protestantes da atualidade. O slogan de algumas igrejas é a expressão Pare de sofrer. Um contraste com o ensinamento de Cristo no qual afirma a necessidade de tomar a cruz e pôr-se em seu seguimento.

A vitória de Cristo é incontestável e dela participamos desde o nosso batismo, isto é a verdade. Até o sofrimento ganha sentido na paixão de Jesus sofrida por nós. Ele não nos tira o sofrimento, mas nos ensina como vivenciá-lo e torná-lo um caminho de ressurreição.

É mentirosa a igreja que promete acabar com o sofrimento, esta não é digna do menos crédito pois ensina algo diferente do ensinamento de Jesus, Ele que mesmo sendo Deus aceitou o sofrimento em sua carne a fim de vencê-lo e nos fazer participantes de sua vitória.

7.

Estamos salvos

Quem pode dizer eu estou salvo? E mais, quem pode dizer, eu estou salvo e você condenado? E ainda apropriar-se da sagrada escritura para fundamentar a execração. Olha que já vi muito protestante conversando entre si e o repugnável ar de suerioridade em cima, sobretudo dos católicos é destetável.

Empunhar a palavra debaixo do braço, decorar versículos bíblicos, participar de tantas correntes de oração não garante a ninguém a salvação, muito menos outorga a função de juiz a quem quer que seja. O fim desses exaltados irmãos muitas vezes é a perda total da fé.

Num trabalho de evangelização num centro cultural de Fortaleza, às madrugadas pude constatar o que disse acima. Muitos deixam de ser católicos, tornam-se protestantes, vivem por um tempo aquela exaltação interior causada pelo fundamentalismo e pelo rigor, não poucas vezes farisaicos, de uma ética que lhe garante a salvação e a perdiçao dos demais. O passo seguinte é a decepção com alguma realidade inesperada e o resultado é o afastamento total de Deus.

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