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10 de abril de 2009

GRITOS DAS TREVAS (Parte 7)





GRITOS DAS TREVAS (7)

(02/06/2003)

Neste texto, traremos ao leitor o sexto exorcismo, feito contra “Allida”, um demônio que antes de ser expulso do Céu, pertencia ao coro dos Arcanjos. Ele já se havia manifestado outras vezes, durante os outros trabalhos, mas agora vai à expulsão final. Os detalhes finais desta expulsão, assim como os do demônio anterior, não constam do texto, por questão de espaço e porque o rito final é o mesmo. Ele tem que denunciar seu nome, e desaparecer para sempre nas trevas eternas. Um verdadeiro terror.



Notadamente, o que este denuncia, é a questão da sexualidade desenfreada, que começa desde “as fraldas” como ele diz, como também a questão da juventude que vai à perdição. Ele anuncia que somente os burros não conseguem ver os sinais do Apocalipse tendo curso e fala que eles temem o Aviso de Deus. Também dá algumas indicações sobre a questão do início do protestantismo, que serviria muito bem para as seitas se reciclarem. Como eles pensam que expulsam todos os demônios da terra, os que aqui ficam, e os que os dirigem, têm tempo de sobra para lhes cegar os olhos. Vamos ao texto!

EXORCISMO DE 5 DE FEVEREIRO DE 1976
(Contra Allida, demônio do coro dos Arcanjos)

A VIRTUDE E O VÍCIO.

E – Diz a verdade, Allida, em nome da Santíssima Trindade!
AL – Nós estamos agradecidos aos lá de cima, por o dia do Castigo ainda não ter chegado. É que assim temos ainda mais tempo para atacar as almas (1). Eles lá em cima (aponta para o alto) tem tudo na mão. Nós, no inferno, receamos que o grande Aviso apareça em breve.
Já desistimos de pensar nisso... Porque todos os sinais que apareceram agora no mundo inteiro, no Clero, na natureza, falam nesse sentido, nós tememos que... Que é que pensam? Nós conhecemos também o que está escrito no Apocalipse (2).
E se fizermos comparações, qualquer burro terá que admitir que chegamos a esse tempo, só com alguns pequenos sobressaltos, porque Aqueles lá em cima ainda tem piedade.
Temos que dizer, porque Eles lá em cima o querem: “Não percais a cabeça! Sede firmes como o granito e duros como o ferro e o diamante, praticai o bem passo a passo, segui a tradição. O novo já se vê aonde leva (3).
Muitas crianças, por exemplo, estão tão avançadas que já sabem tudo sobre sexo, mesmo antes de largarem as fraldas... Metem-lhes essas coisas na cabeça de tal maneira que com cinco ou seis anos já tem o crânio cheio dessas coisas. Há mesmo instituições como jardins-infantis, escolas, etc. que não sabem fazer nada melhor ou mais inteligente, que meter o sexo à força na cabeça das crianças. E que se passa com os jovens na puberdade?
Os pais não sabem o que fazer. Mal ousam falar com o Sacerdote e junto dele manifestarem-se contra esta educação. Dizem para consigo: “Ele é Padre, sabe o que faz” (rosna). A juventude já está pervertida mesmo antes de se agüentar nas duas pernas. Assim, a última e a ante-penúltima gerações, jamais darão verdadeiros soldados de Cristo, a não ser que se faça uma mudança completa da situação.
Os jovens estariam melhor em campos de concentração do que em certos centros educacionais, que mais não fazem do que lhes inocular o sexo como um veneno (4). E tudo isso é feito com um sabor a cristianismo moderno, que aparece como complemento.
Em Sodoma e Gomorra tudo era mais visível. Nesses tempos, a perversão não era assim inoculada gota à gota (rosna). De fato, em Sodoma e Gomorra a situação era grave, mas eles sabiam que pecavam. Sentiam-no.
As crianças de hoje, muitas vezes, já nem sabem que pecam. Só demasiado tarde é que se dão conta de que foram precipitadas para o pecado. Os grandes responsáveis por essa situação, os Padres, professores e educadores, não sabem senão dum modo confuso que tem culpa na sua maneira de agir. Escutam às vezes a voz da consciência, outras vezes pensam que é o Espírito Santo (5).
E – Em nome da Santíssima Trindade, da Imaculada Conceição, de Nossa Senhora do Monte Carmelo, do Santo Cura d’Ars e de Catarina Emmerich, continua, diz o que tens a dizer!

AS ORIGENS DO PROTESTANTISMO

AL – Jamais reinou uma confusão tão grande como agora! No tempo da Reforma, deu-se uma crise muito grande, mas o que se passou então foi, sobretudo uma cisão no seio da Igreja. Os bons continuaram do bom lado e os outros passaram simplesmente para o Protestantismo. Mas os luteranos desse tempo eram ainda melhores do que os maus católicos de agora. Foi, então, para a Igreja uma grande crise, mas agora a situação é mais funesta. Então, as pessoas, mesmo os protestantes, tinham consciência de terem agido mal.
Quando se dividiram em três grupos – Lutero, Calvino, Zwínglio – compreenderam bem depressa que aquilo não poderia ser a verdadeira Igreja, pois estes três homens viviam em conflito entre si. Tinham consciência de que o catolicismo estava em crise, no entanto verificavam que pelo menos os bons tinham por eles a unidade. De boa vontade arrepiariam caminho, pelo menos Lutero, mas já era demasiado tarde.
Nós (aponta para baixo) já o tínhamos bem preso.
E – Em nome (...) diz o que tens a dizer, Allida!
AL – Fomos nós que inspiramos Lutero e foi o velho (lúcifer) que se encarregou de Zwínglio.* Era preciso que fosse o velho a fazê-lo, até ele alcançar o vigor de uma planta rija, que cresce como erva daninha (rosna malicioso). Nem sequer precisa de muita chuva. Como se sabe, o mal desenvolve-se muito mais depressa do que o bem. Pulula de todas as maneiras e só dificilmente se pode conter.
O bem é sempre mais duro e mais difícil. O bem não cresce com tanta facilidade e mesmo quando cresce, e o interessado pensa que já subiu bem alto, pode de repente precipitar-se lá do alto da montanha e ser obrigado a recomeçar do zero.
O mal, ao contrário, cresce e pulula como a erva daninha, sem sofrer qualquer dano. Sobe e cresce e ninguém o pode deter. A perversão assemelha-se à uma montanha sinistra, que tudo obscurece, tudo corrompe, tudo sufoca e infecta. Quando o mal se instala, assemelha-se à uma epidemia, que contamina multidões inteiras.
Pelo contrário, a virtude tem grande dificuldade em crescer. Não é tão fácil, tão atraente, tão espalhada. Mas nós não queremos falar disto! É horrível ser obrigado a dizer estas coisas (rosna furioso)!

* Contemporâneo de Lutero, assumiu posições mais radicais e “ultrapassou” Lutero na maior parte das teses heréticas.

(1) Assim como o Céu se alegra pelo fato de ter mais tempo de conversão, para que mais gente se converta, também o inferno freme em fúria incontida, porque sabe que pouco tempo lhe resta. Entretanto, bem o sabemos, Deus jamais permitiria que os tempos tivessem curso, se não fosse pelo bem de um maior número de almas. Ou seja, tudo isso – que já devia ter acontecido – se alonga, porque se configurará, adiante, numa maior vitória de Deus, e uma maior derrota do inferno. Ou seja, mais almas se salvarão!
(2) O fato de os demônios fazerem contas, nos dá ciência de que também estão na mesma expectativa que nós humanos. Eles não conhecem nada do futuro, apenas dispõe dos mesmos meios e livros que nós dispomos. Creio até, que muitos profetas sabem muito mais do futuro do que eles, pois de nem todas as pessoas da terra eles conhecem os pensamentos, e Deus – Poder Absoluto – lhes esconde muitos fatos até o momento certo.

(3) Nova denúncia contra o modernismo, que somente conduz à heresia e ao inferno. Não sejamos deste tipo de pessoa, que vive atrás de inovações. De gente, por exemplo, que vive querendo modificar coisas na Santa Missa, introduzindo sempre mais palmas, abraços, cantos profanos, instrumentos diabólicos, distorções à Liturgia, apenas para agradar a grupelhos de mal-intencionados. Todas as inovações que ferem ao Rito do Missal ferem também a Deus, sejam elas quais forem. Não é à toa que João Paulo II estuda a volta da Missa em Latim (Tridentina), apenas para coibir os abusos.

(4) Já denunciamos isso: Por nossa culpa, perdemos as últimas gerações, notadamente após o ano de 1967, onde houve uma quebra de gerações. Naquele ano, por algum motivo que desconheço, foi abandonado o modo antigo de educar para Deus, em troca da moderna fórmula de conduzir nossos filhos ao diabo. Não pensem que exagero, porque assim foi. Estes filhos, JAMAIS serão capazes de conduzir a verdadeira Igreja, eis porque Deus se obriga a por fim aos Tempos. Nossos jovens se acostumaram a ver tudo mudado, e não se conformam em manter fidelidade ao rito antigo, à liturgia lenta, mas segura, da Santa Missa. Numa altura, um dos demônios exorcizados diz: Nem a oração muda isso! E sinto que é verdade, primeiro porque o abismo já é muito profundo e é tarde para voltar, e segundo porque são muito poucos os que rezam.

(5) Vejam os olhos do inferno tentando consumir também as almas das crianças, desde a mais tenra infância. Os resultados são visíveis. A loucura aumenta dia a dia. Os pais – alguns nem mais assim podem ser chamados diante de Deus – acolheram a escola de satanás, para seus filhos, e nada os faz perceber de errado. Meu pai, ontem à noite, me falou que assistiu na TV o seguinte episódio: Uma menina, de apenas oito anos, já havia transado naquele dia com 12 meninos, de até onze anos de idade. E acharam tudo normal! Busca da sexualidade, disseram! Os meninos eram louvados como “garanhões” e a menina rebaixada como “galinha”.

Bela sociedade que impingiu estes estereótipos, e criou estes estigmas. Infelizmente, os pais destes meninos, na maioria acham normal um tão animalesco proceder, e até incentivam os filhos a cometerem tal atrocidade. Os pais da menina preferem minimizar os efeitos daquela bestialidade, se dando até por felizes que naquela idade ela não engravida. Mal sabem eles, que, tanto aquela menina – que já está na idade da razão e, portanto está pecando gravemente – quanto aqueles meninos todos, nas mesmas condições, estão sujeitos à perda eterna de suas almas. E que se dirá de seus pais? Estes, se não se converterem e passarem a pensar em levar seus filhos para Deus acabarão por abrir o caminho do inferno para eles e seus filhos.

Quando criaturas malignas como os Mamonas Assassinas se foram, muita gente lamentou aquelas mortes, porque eram “bonitinhas” as músicas demoníacas que eles estavam colocando no ar. Vale lembrar também as músicas “axé” e “pagodes” com as famosas danças da “boquinha da garrafa” e outras tantas de apelo ao sexo, com gestos e palavras obscenos.

Esta distorção absurda do coração humano é prova segura de que há muito o inferno tomou as rédeas da Educação Popular, e fez os pais largarem as rédeas dos filhos à disposição das trevas. Agora mesmo, a Rede Globo incentiva o debate nesta questão do “ficar”, mostrando o quando se tornou precoce a sexualidade. Os que se tem notado é “pais e mães” lembrando os filhos – antes de saírem de casa – de não esquecerem de levar a camisinha, esquecendo de lhes dizer que levem antes a moralidade, o decoro, a decência, e o respeito à Lei de Deus.

Só vou lembrar-lhe uma coisa: No Céu, um dos lugares mais lindos, é destinado às mães que levaram todos os seus filhos para Deus. No inferno, o lugar mais imundo, é destinado às mães que levaram seus filhos à perdição. E não adianta colocar a culpa nos psicólogos de satanás, porque antes deles, você tem uma Bíblia, tem um Catecismo, tem uma Lei de Deus. Se quiser assim, continue comprando camisinha para sua filha, seu filho, e lhes pedindo: não engravidem, o mais tudo bem! E também o inferno lhes dirá: Parabéns! Conseguimos, juntos, cuspir na cara de Deus! Viva a liberdade!

Eis aí, porque temos tanto alertado para a súcia do inferno. Porque a maioria das pessoas parece cega. E assim, ao escrevermos tantos textos, dizendo às vezes as mesmas coisas, mas de uma forma sempre diferente, pensamos que, de uma ou outra forma alguns se irão sensibilizar. E estes, poderão levar aos seus o que aprenderam, o que descobriram, de forma que semeando desta forma conseguiremos que mais tarde Deus faça uma colheita espetacular. O que não podemos é desistir. Judas diz que a nossa covardia – a da maioria dos católicos – clama aos céus, e é verdade. Que nos perguntará o Senhor, adiante, quanto nos cobrar os talentos que nos emprestou?

Ai de nós, se os escondermos enterrados!
Ai de nós se não formos “sal da terra e luz do mundo”!
Ai de nós se não rezarmos!

Aarão!



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