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15 de abril de 2009

GRITOS DAS TREVAS (Parte 10)




(Parte três) - (02/06/2003)

Nesta terceira parte, as revelações finais sobre a Igreja, e a expulsão definitiva de Judas. Ninguém será capaz de avaliar o terrível ódio com que o inferno faz estas revelações e se poderia perguntar: Por qual motivo Nossa Senhora não fala direto ao povo, de outra forma, alertando sobre todas estas coisas? Ela não o faz, primeiramente porque Ela já disse isso tudo, em suas milhares de aparições em toda a terra. Depois, Ela quer fazer uso de todos os meios, possíveis e impossíveis, para que ninguém alegue, depois, que não foi avisado, ou que não sabia. Neste caso particular, as mensagens foram dirigidas diretamente aos padres que faziam o exorcismo e elas se destinavam mais a eles, ou seja, diretamente ao clero. É realmente impressionante a disposição e a preocupação desta Mãe, tentando reunir todos os seus filhos, para evitar que algum se perca.


Aqui então, novos detalhes e assombrosas revelações. Uma das que mais preocupa, é relativa a permanência das mulheres no presbitério, o que de certa forma contrasta com a disposição da Igreja, que é soberana. Ou seja, aqui Belzebu pode estar expressando um sentimento próprio – no que não mente – uma vez que pode estar expressando também um íntimo desejo do Céu. Pois se fosse mentira, Nossa Senhora não permitiria que ele dissesse tais coisas. Ou seja, também Deus não gosta de certas atitudes de Sua Igreja, entretanto as aceita porque deu este poder à ela, de aqui ligar e desligar. Isso acontece, apenas porque, como já foi revelado antes, nem tudo é mais obra do Espírito Santo na Igreja, mas simples obra humana, às vezes diabólica obra humana, destinada justamente a destruí-la. Vamos, então às novas revelações, das quais faremos alguns comentários.

OS NOMES

B – Quero ainda acrescentar o seguinte: ao escrever estas revelações, deveis mencionar o meu nome. E deveis proceder do mesmo modo relativamente aos outros demônios. Deveis sempre assinalar quem falou. Não é em vão que dizemos quem fala.
E – Belzebu, em nome da Santíssima Virgem tens de falar!
B – Ela permite que nós digamos os nossos nomes... quem fala, e depois Ela quer também que se indique quem falou. Sobretudo quando se tratar de assuntos importantes, Ela quer que se saiba qual o demônio que escolheu, qual o que devia falar...
Como sou bem conhecido, o meu nome deve ser mencionado.

A ESTUPIDEZ HUMANA

B – No dia 12 de Janeiro, Véroba referiu-se ao Aviso e ao Castigo. Disse que se devia mencionar no livro. Também explicou porque é que o Aviso ainda não surgiu e ainda o fato da oração ser paradoxal.
Vós, homens, não valeis nada (ri maldoso), vós nada sois e nunca sereis nada. Sois burros, podem-vos repetir sete vezes a mesma coisa. Que é que tendes na cabeça, miolos de mosca ou um crivo?
Se não fosse Aquele que existe lá em cima (aponta para cima), todos os vossos ossos se soltariam. É Ele quem carrega permanentemente com a vossa carcaça. Sem Ele não passaríeis de esfregões e de farrapos.. É por isso que nós, lá em baixo, não podemos compreender que professores, doutores e tantos outros, tenham uma presunção (1) tão grande. Por que serão assim tão vaidosos, quando não passam de porcaria que há-de ser corroída por vermes?*
A propósito desta presunção, Ela quer que se acrescente isto. Ela acha pouco apropriado que esses homens se exaltem tanto; eles são uma abominação diante de Deus.
Ela acha tudo isso disparatado, pois Ela procedeu sempre com perfeita humildade. Ela teria tido razões para cingir bem alto a coroa e brandir o cetro. Ela teria tido motivo para o fazer! Fê-lo alguma vez? Em todo o caso, não foi na Terra. No entanto, Ela foi exaltada conforme o que está nas Escrituras, pois Jesus disse: “Quem se humilha será exaltado, quem se exalta será humilhado.” Quer dizer, aquele que se eleva a si mesmo será em seguida horrivelmente humilhado, não só num grau apenas, mas numa infinidade de graus. Compreendeis o que queremos dizer?
Quem se exalta não será humilhado em outro tanto, mas ficará um milhão de vezes mais abaixo. Mas quem se humilhar, por mais alto que esteja – nós somos sábios, sabemos bem como as coisas se passam! (sublinha as palavras com um gesto do dedo) – receberá segundo a parábola do banquete, em que Jesus disse: “Aquele que se sentar no último lugar, será chamado pelo senhor do banquete a ocupar o primeiro lugar...” Quero dizer, com isto, que aqueles que se humilham não serão apenas exaltados em outro tanto, mas ocuparão uma posição milhares de vezes superior à que tinham, e isto por toda a eternidade.
Devo acrescentar que é um paradoxo e um sinal de grande estupidez querer elevar-se neste mundo. Tenho que o dizer, pois é abominável aos olhos do Senhor. Se os homens tivessem plena consciência daquilo que fazem, horrorizar-se-iam consigo próprios – (ri maldoso).

* O demônio, que é orgulhoso, ele mesmo uma criatura, mostra aqui a repugnância e o profundo desprezo que sente pela natureza humana, inferior à angélica, mortal.

(1) A presunção de sabedoria, a presunção do saber divino, a presunção de estar guiado pelo Espírito Santo, sem o ser, tudo isso foi e é mortal para a Igreja. De fato, os desmandos na Igreja, não são obra do Espírito Santo, mas de satanás. Assim, a presunção de ser algo, de ser incapaz de errar, tornou a imensa maioria do nosso clero, alto e baixo, em verdadeiros pináculos inacessíveis, em torres de orgulho impossíveis de serem escaladas. Isso os levou a se distanciarem do seu rebanho, ao qual a maioria dirige com um certo enfado, como se nos quisesse dizer: Pobres mortais! Verdade, se eles realmente estivessem preocupados com o seu povo, não dariam cestas básicas, mais sim confissões, Rosário e Eucaristia. O que lhes falta, de fato, é aquilo que Belzebu explica a seguir.

A VIRTUDE FUNDAMENTAL DA HUMILDADE

B – Se Ela não se tivesse colocado sempre em último lugar, mesmo abaixo de S. José, que no entanto sempre soube reconhecer o elevado grau da sua dignidade, e se Ela não tivesse sido tão humilde, não teria hoje, nem nunca teria tido, este poder sobre a Igreja e sobre o mundo. Não teríeis n’Ela Aquela Mãe que tudo faz por vós, medianeira de graças inefáveis, graças que só Ela pode obter e que nunca teria podido obter se não vos tivesse dado o exemplo em primeiro lugar.
Ela praticou a humildade em todas as virtudes, até ao último grau de heroísmo. Se Ela não o tivesse feito, especialmente esta maldita virtude da humildade, ter-nos-íamos podido aproximar dela. E, decerto, isso teria constituído mais um êxito para nós, demônios! (grita irritado).
O mesmo acontece com os homens. E isto é claro como água: a falta de humildade abre as portas ao vício. Nós adquirimos domínio sobre uma pessoa a partir do momento em que a sua sabedoria – ou o que lhe chamais – lhe sobe à cabeça. Há muito que o homem deixou de ser sábio e tem miolos de galinha. Mesmo quando se julga sábio e se eleva um pouco, cai logo depois. Mas eu não quero falar destas coisas. Conheço-as por experiência própria, pois se passaram conosco. Como nós caímos, milhares e milhões de vezes! (uiva lastimoso).
Por esse motivo, vós Padres, deveis falar do pecado original, do orgulho. Devíeis empregar todos os esforços no sentido de fomentar a virtude da humildade. Falai dos Santos que a praticaram num grau elevado. Citai, por exemplo, Catarina Emmerich, Santa Tereza do Menino Jesus e tantos outros.
Pregai sobre S. João Maria Vianney. Ele alimentava-se de batatas. Uma ocasião comeu batatas podres, já cheias de bolor, durante quinze dias (rosna). Nem sequer se queria deitar na cama que lhe tinham posto ao lado! Achava-a demasiado boa para si. Não temos qualquer poder sobre pessoas dessa espécie, que chegam a achar-se indignas de se deitarem numa cama vulgar e que não procedem assim para se vangloriarem perante os outros de que são bons, dizendo, por exemplo: “Olhai, eu não quero deitar-me na cama boa, sou um homem virtuoso, vou deitar-me na cama mais incomoda”.
Pelo contrário, escondem-no dos outros homens. S. João Maria Vianney encobriu sempre que não comia como deveria ser. É que ele possuía a verdadeira humildade. O mesmo se pode dizer de Catarina Emmerich (1). Ela nunca quis mostrar como se sentia mal, nem o que trazia sobre o seu corpo. Só quando as pessoas viram e disseram: “Em que estado horrível ela se encontrava! É preciso fazer qualquer coisa!”
É que ela deixou que a mudasse, porque era absolutamente indispensável. Mas quis continuar a viver na maior pobreza. Dormia num leito miserável, já quase desfeito. O seu maior desejo era levar uma existência apagada. Por isso é que as avezinhas do Céu vinham pousar nos seus ombros.
Os Santos recebem estes sinais de predileção: os Santos dum modo geral, mas principalmente os humildes. Estes gozam duma predileção muito especial, lá em cima. Alcançaram rapidamente o Céu, enquanto outros percorrem penosamente, passo a passo, o duro caminho que a ele conduz. A virtude da humildade deve ser novamente pregada. Só depois dela é que vêm todas as outras. Depois vem a virtude da pureza, bem adaptada à nossa época (respira com dificuldade), em seguida a verdade, e todas as outras. É preciso dizer aonde tudo isto conduz. Também é preciso citar exemplos.
Teremos de denunciar em primeiro lugar, o vício do orgulho. Devemos dizer que a virtude da humildade devia ser escrita com letras capitais. Seguem-se, naturalmente, a cólera, o roubo e todos os outros. Deve preocupar-se sempre fazer comparações, dar exemplos vividos e verificados na vida dos Santos (dá berros horríveis). Deixem-me!
Procedeis bem, procedeis bem, mas é preciso insistir muito; deveis assinalar, com mais insistência, o efeito devastador do pecado. Sobretudo, neste tempo de Quaresma, deveis acentuar a gravidade do pecado, gravidade que ultrapassa a imaginação. Daí a conhecer, com toda a clareza, as conseqüências do pecado que são mais horríveis do que vós podeis imaginar. É o pecado e as suas conseqüências que deveis retratar com a maior clareza possível.
Sabei-lo agora, mas os outros Padres devem também proceder assim, pois isto não é apenas para vós. Se eles o não fizerem, não cumprindo com a sua obrigação, causarão grande dano e privar-se-ão a si e a todos os que se encontram na sua dependência de muitas graças. Todos os fiéis sofrerão com isso e não receberão as graças que de outro modo poderiam receber.

(1) Esta Ana Catarina Emmerich – como ele diz, uma grande santa – é certamente uma das mais injustiçadas criaturas que a nossa Igreja já produziu. Era uma alma especial, desde a mais tenra infância cheia de santidade. Ela sofria dores indizíveis. Mas não revela a ninguém o que sofria. Quando descobriram a sua doença, depois de tentarem todas as medicinas sem sucesso, o médico lhe sugeriu tomar leite materno. Pois vocês não acreditam no que aconteceu. O demônio conseguiu perverter de tal forma a cabeça de um padre inimigo dela, que ele produziu um documento para o Vaticano anunciando nos seguintes termos mais ou menos: Não poderá ser considerada santa, uma mulher que mama na outra! Por aí o leitor pode ver o ódio que o inferno devota à esta santa mulher, que até agora ainda não foi canonizada, sequer beatificada. Nem ela nem madre D´Agreda!

A IMITAÇÃO DE CRISTO

A propósito destas virtudes, devo acrescentar que é preciso que esse nojento livro, a Imitação de Cristo, de Thomas Kempis, que nós lá em baixo tanto tememos (gane como um cão), seja citado, difundido e lido. Não deve faltar em nenhuma família católica e deve ser lido. O melhor seria ler um capítulo todas as noites e esforçar-se por seguir e por em prática os seus ensinamentos.
Na medida do possível, deveria ler-se a antiga edição, a completa; na edição moderna já foram feitas algumas modificações. Com o andar do tempo acabam por mudar tudo! Por isso, deveis procurar arranjar os livros antigos. Se houver poucos, será preciso reeditá-los.
Em todo o caso, também deveríeis pregar sobre A Imitação de Cristo, utilizar e desenvolver os assuntos que nela se encontram, inculcá-los no coração dos fiéis. A Imitação de Cristo é o verdadeiro grão e não palha. É uma obra que vem do Céu. O Céu a quer e a recomenda, já que ela põe a Cruz de Cristo sob os olhos de todos, concretamente, ensinando como se deve imitar a Cruz de Cristo.
Assim, o homem aprende como Cristo sofreu e como ele próprio deverá sofrer se quiser avançar um passo ou um decímetro atrás d’Ele. Deve ter sempre presente que, com tudo isto, ainda estará longe de ser um santo e que se deve julgar com humildade. É imprescindível que insistais neste ponto.
Há milhares de pessoas, poderíamos dizer milhões, que crêem que são boas porque fizeram isto ou aquilo. Mas isso não basta! Só serão verdadeiramente boas quando não se acharem ainda boas, pensando que fizeram muito pouco e que poderiam ter feito muito mais. Serão boas quando se julgarem com humildade e fizerem por Cristo tudo o que estiver nas suas mãos.

OS DEVERES DA MULHER VISTOS PELA SANTÍSSIMA VIRGEM

B – A Santíssima Virgem diz que Ela sempre cumpriu os seus deveres caseiros – que o fez com humildade, para maior glória de Deus e com o objetivo único de servir a Cristo – e que não convém que uma pessoa se queira enaltecer acima dos seus serviços e deveres.
Ela faz-me dizer que nunca esteve presente durante a vida pública de Cristo, embora tivesse grande desejo de O acompanhar. Ela amava o seu Filho a tal ponto que vê-Lo partir, lhe causou uma dor e um tormento enorme. Ela sentia-se-lhe ligada, como se Ele fosse parte do seu próprio corpo. Os laços que a prendiam a Ele eram mais fortes que os dum irmão à irmã ou de um pai à mãe. Só se sentia bem na sua proximidade, mas apesar de tudo isso quis manter-se ignorada e ficou em casa. A partir desse momento só O viu raras vezes.
Procedendo assim, revelou a sua humildade, para que também as pessoas aprendessem a ser humildes. Foi alguma vez personagem principal no Altar ou na Missa? Quis manter-se sempre ignorada, embora fosse a criatura mais grandiosa, a mais universal. Ela vale mais que todos os Padres e religiosos juntos. Ela é a maior entre as maiores, escolhida por Deus para guiar a Igreja e para ser Sinal, para ser o grande Sinal, a Mãe do Salvador. Ela é também a Rainha dos Anjos. Mas é preciso dizer a todos que, apesar disso, viveu ignorada e entregue aos seus trabalhos caseiros.
Não compete à mulher desempenhar funções públicas, por exemplo, como conselheira do Governo ou Doutora de Ciências.
Não é conveniente mostrar-se assim e, por outro lado, desprezar os deveres de dona de casa. Qualquer trabalho, mesmo o mais insignificante e humilde de uma dona de casa, que serve a Deus e à sua família de todo o coração têm mais valor do que a mais bela e melhor conferência duma mulher doutora, ainda que o seu discurso ressoe através de todos os microfones e seja registrado por todos os jornais. Uma mulher destas vale muito menos lá em cima do que uma Mãe que leva a sua Cruz cotidiana educa bem os seus filhos e aceita o filho que concebeu.
Quando tudo suporta com paciência, faz o seu trabalho humildemente, alimenta, cuida e veste os seus filhos, educa e limpa a prole, tem mais valor, perante a “malta dos três, lá de cima” (refere-se a Santíssima Trindade) do que uma mulher que só pensa em fazer figura. Poderíamos citar aqui as palavras: “Quem se humilha será exaltado, e voará como uma flecha.” Quando uma mulher não aceita os seus deveres caseiros e só aspira à grandezas, não pode conservar-se humilde.
Toda a mulher que se quiser elevar será humilhada no Céu. Pelo contrário, todas as que se humilham, encontram-se no bom caminho. Obtêm para as suas famílias e para os povos muito mais graças do que outra que só pense em brilhar.
Como resultado do orgulho surge o aborto. A mulher já não quer ser apenas “mãe de família”, com um papel a desempenhar: a educação dos filhos. Quer ser e parecer algo mais. Este é um dos motivos da morte de muitas crianças por aborto. É claro que há muitas mães que se encontram em grande necessidade. Essas deveriam ser auxiliadas por palavras e obras. Deveriam deixar viver o filho, mesmo que fosse muito duro. O seu sacrifício transformar-se-ia em fonte de benção.
Se as mulheres estivessem mais tempo ao fogão e preparassem boas refeições aos maridos [1], decerto não haveria tantos divórcios, como atualmente. Se as mulheres cumprissem melhor os seus deveres de donas de casa e proporcionassem aos maridos um ambiente caseiro mais agradável, não haveria tantas desavenças e separações.
Se não existissem tantos homens e mulheres em concubinato, haveria mais cônjuges dotados de espírito de sacrifício e menos lares desfeitos. Quando desaprendem, no tempo de concubinato, o que é o sacrifício e não sabem o que é renunciar, como quereis que venham a constituir família? Aos seus olhos, o casamento exige muitos sacrifícios e privações. Sempre assim foi, é assim e há-de ser sempre assim.
Entre os que viveram juntos, durante muito tempo, poucos são os que vêm a casar. Além disso, é muito difícil para uma pessoa que durante anos viveu à vontade, voltar atrás e corrigir-se. Mesmo que essa pessoa quisesse mudar de vida, ser-lhe-ia bem mais difícil do que à uma outra que viveu normalmente, sem divagações para a esquerda ou para a direita, para seu bel prazer colher aqui as uvas e ali os rabanetes.

(1) No mundo de hoje, defender uma coisa destas, é certamente atrair sobre si um dilúvio de imprecações. Mas é certamente esta uma das maiores causas da destruição das famílias. Esta foi a maior vitória do diabo: Tirar a mulher da educação dos filhos, de ficar em casa cuidando deles, exercendo a digníssima missão que Deus lhes confiou. Se a missão de cuidar dos filhos não fosse a mais digna de todas diante de Deus, a Mulher Maria, não seria a mais perfeita criatura que jamais existiu ou existirá. Foi sem dúvida o comunismo ateu quem conseguiu isso, e junto com ele o feminismo diabólico. Toda mulher que, fugindo à sua obrigação principal – a maternidade presente – se lançar na política, na busca de cargos de poder e mando, mais tarde não terá ouvidos capazes de suportar os gritos de seus filhos, que sofreram pela sua falta. Ai da mãe, que deixando o lar e seus filhos, seja por qual for o motivo for, deixa-los largados! TODAS elas, sem nenhuma exceção, pagarão isso muito caro. E não adianta sacar a “igualdade de direitos”, porque a missão de mãe é tão sublime, que Maria é a criatura mais perfeita de Deus. E que fez Maria de excepcional? Cuidou de seu Divino Filho! Só isso! Que todas as mulheres façam isso! Que é TUDO!

BOAS LEITURAS E IMAGENS PIEDOSAS

B – Devo acrescentar ainda o seguinte: o livro, A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os livros da venerável (Santa para o Céu) Catarina Emmerich, assim como os de Maria de Jesus Agreda e o livrinho Imitação de Cristo de Thomas Kempis, tem grande valor (geme). Não quero falar disso.
É preciso que estes livros sejam difundidos. Mas também é necessário procurar neles temas para homilias, ideais, o que é muito importante para o confuso mundo de hoje, para os fiéis do nosso tempo.
Tenho que falar do imenso valor destas “desbotadas” estampas com imagens piedosas. Já falei uma vez acerca deste assunto. Deveis falar dele, do alto dos púlpitos, e é também necessário que fique registrado no livrinho. Sobretudo as estampas que contém promessas têm um grande valor. E vós deveis dar a conhecer essas promessas, que foram feitas à pessoas piedosas. Muitos não as conhecem e até ao presente nunca as leram.
A propósito da estampa com a Agonia de Cristo, onde Cristo está ajoelhado no Jardim das Oliveiras com o Cálice, há uma oração à qual estão ligadas grandes promessas. É necessário mencionar também a imagem de Jesus Misericordioso e o Terço da Misericórdia, a que estão também ligadas promessas importantes.
Seria ótimo ter destas estampas em grandes quantidades por toda a parte, distribuí-las e mesmo... sim, lançá-las por todo o lado e, se isso fosse possível, colá-las às costas de cada um. Sois tão estúpidos como cepos! Tendes à vossa disposição essas pagelas, essas promessas, esses privilégios e não o utilizais, pelo menos a grande maioria das pessoas não se servem delas!
Há ainda outros folhetos deste gênero, por exemplo, o da Santa Brígida da Suécia e do Coração de Jesus. A devoção ao Coração de Jesus está atualmente muito reduzida. A ela estão também ligadas grandes promessas e o mesmo se pode dizer da devoção ao Imaculado Coração de Maria. A Verdadeira Devoção, segundo S. Luiz Maria Grignion de Montfort, também quase caiu no esquecimento.
Se soubésseis o valor destes folhetos com imagens, que acabo de mencionar, em particular às da Santa Face, da Agonia de Cristo e de Jesus Misericordioso, por-lhe-íeis uma moldura em ouro, tal como ao Terço!
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria, com as suas importantes promessas, o Terço da Misericórdia, a contemplação da amarga Agonia de Cristo e a devoção à Santa Face – estas cinco – ocupam o lugar de honra. Difundi-as por toda a parte. Ela (aponta para cima) assim o quer. Deveis falar delas nas vossas homilias. Estas devoções encerram grandes virtudes. Se as pessoas conhecessem estas coisas, se soubessem perseverar na oração, ter-se-iam convertido ou, pelo menos, não cairiam tão baixo (geme).

O PAPA E A IGREJA

B – A situação atual do mundo é muito grave. O Papa sofre tanto. Como lhe é insuportável ver o que se passa! É um mártir, sofre mais do que Santo Estevão! Como ele já pouco pode dizer deveis ao menos dedicar-vos à difusão destes livros de Maria Agreda, de Catarina Emmerich e da Imitação de Cristo. É isso que os lá de cima desejam.
Dar-se-á, sem dúvida, um grande combate, um grande combate! Ela, lá em cima (aponta para cima), bem o sabe.
O Papa sofre horrivelmente por causa da nova Missa. Ele sabe que o documento relativo à Missa não foi acolhido como ele desejaria, e que a nova missa... (solta gritos horríveis). Ah! Nós não gostamos de falar do Papa. Temos mais que fazer, temos que nos ocupar dos homens. Nós já não podemos atacar, pessoalmente o Papa (rosna desesperado).
Nós já uma vez afirmamos que o Papa Paulo VI tinha elaborado e queria promulgar um documento a favor da antiga Missa. Por outras palavras: o Papa queria re-introduzir a Missa do S. Pio V, a Missa Tridentina. Tinha redigido, com todo o cuidado, um documento nesse sentido. Era, então, seu desejo publicá-lo Urbi et orbi.
Alguns dos seus subordinados entraram em deliberação para verem como poderiam impedir o restabelecimento da antiga Missa. Redigiram então outro documento, que imitava o primeiro duma maneira tão perfeita, quer no formato, quer na redação, que seria difícil uma pessoa aperceber-se, à primeira vista, de que se tratava dum documento falso.
E – Porque é que o Espírito Santo permite estas coisas? Belzebu diz a verdade (...)!
B – Permite-as, para que se cumpram as Escrituras. Há muito que se afirma que virão tempos tão confusos que cada um dirá: “Cristo está aqui!” ou “Cristo está ali!” Hoje, uns dizem “Isto é melhor” outros afirmam “aquilo é melhor”, e ninguém sabe o que quer. Cada um pensa que é bom, que é superior, e põe-se à frente dos outros. Há mesmo pessoas que seguem a muitos “Cristos”..., e outras que seguem somente um... normalmente o falso (ri maldoso).
E – Mas a Igreja Católica é guiada pelo Espírito Santo (...). Em nome (...)!
B – Sem dúvida que a Igreja é guiada pelo Espírito Santo, mas se certos Cardeais e Bispos não forem melhores, não é culpa nossa que se deixem levar pela nossa malícia.
No fundo, a Igreja não precisava de sofrer esta crise, mas é necessário que as coisas se passem assim, que o mundo seja passado a crivo, segundo a profecia do próprio Cristo. Virão brevemente tempos em que só haverá uma esquerda e uma direita e nenhuma situação intermédia. Talvez as coisas não se passem assim, se não tivéssemos chegado à esta confusão. É preciso que o mundo seja passado a crivo. Os cristãos que ficarem serão melhores que os dos últimos cinco séculos da Igreja.
Eu, Belzebu, devo ainda dizer que as revelações do Apocalipse de S. João, tal como se encontram na Bíblia, são mal compreendidas pela maior parte das pessoas, porque foram escritas numa linguagem misteriosa. Para melhor as compreender deve consultar-se o livro de Maria Agreda. Lá se encontra a explicação de muitas coisas relativas à Revelação. Estamos nos últimos tempos e é por isso que todos os fiéis devem pegar nestes livros e seguir os seus ensinamentos. Neles encontrarão uma melhor informação sobre todas estas coisas.

VERDADEIRAS E FALSAS ALMAS PRIVILEGIADAS

B – Atravessamos uma época de grande confusão e guerras. O que os lá de cima mais lamentam é o aparecimento, hoje em dia, de tantas almas privilegiadas que, na realidade, não o são. Muitas destas almas privilegiadas não o são verdadeiramente.
Devo acrescentar ainda – e faço-o contra à minha vontade – que muitos fiéis tem tendência a seguir, com fanatismo, os que se dizem almas privilegiadas(1). Na verdade, isso é mais fácil do que seguir a Cruz.
Relativamente às autênticas almas privilegiadas, encontramos sempre a Cruz, a incredulidade, a oposição e contradição. E as coisas passam-se assim, porque nós, demônios, permanecemos por detrás de tudo e não queremos o bem. Mas a maioria dos fiéis, pelo menos grande parte deles, tem mais tendência a seguir, não as autênticas almas privilegiadas, mas aquelas onde há muita charlatanearia e fanatismo.
Nunca houve tantas falsas almas privilegiadas como atualmente! É por isso que muitos fiéis, mesmo fiéis piedosos, são induzidos em erro, sobretudo quando se trata de pessoas pouco inteligentes. Nós temos um grande poder e utilizamo-lo especialmente para tentar as almas boas. Estamos a trabalhar afanosamente.
Muitos dos “milagres” que acontecem no seio de certas seitas e que se passam com certas almas privilegiadas, vem lá de baixo (aponta para baixo). Pretende-se que tudo acontece pelo Espírito Santo, mas na realidade tudo é realizado por nós (aponta para baixo), em nome do inferno (2). Nós podemo-nos transformar em “Anjos de Luz.” Também é possível curar doentes, em nosso nome, se isso servir duma maneira vantajosa aos nossos objetivos. É mais fácil aos perversos realizarem coisas extraordinárias pelo poder do inferno e em seu nome, do que às autênticas almas privilegiadas obterem do Céu coisas extraordinárias e verdadeiros milagres. A estas últimas é necessária muita oração e virtude. Por esse motivo é que com as almas privilegiadas autênticas se dão muito menos milagres visíveis. Além disso, acontece às vezes também que almas privilegiadas autênticas se desviem de Deus. É preciso estar muito atento. Também aqui é preciso lembrar aquele aviso: “Examinai tudo, e guardai o que é bom” (Tess. 5,21).
(1) Nesta, novamente, ele acerta em cheio. Primeiro que há milhares de falsos profetas por aí. Segundo, mesmo que se tratem de verdadeiros embusteiros, sempre encontram alguém fanatizado, capaz de os seguir e divulgar. Uns outros dirigidos pelo inferno. Quanto aos fanáticos, aqui ele menciona uma palavra correta, a falta de inteligência, e esta é uma verdade. Um seguidor de profeta, que não perceba que nos livros e revelações dele existem centenas, para não dizer milhares de heresias, na verdade dá provas de pouca inteligência.
(2) Vejam, as mesmas coisas que já revelamos no artigo denominado Falsas Curas. Também o inferno pode curar, quando isso lhe interessa. Ele usa as seitas, o espiritismo e a macumba, exatamente para atrair as pessoas com promessas de cura. E as pessoas vão lá incautamente, para desta forma prostituírem suas almas.

OS ÚLTIMOS TEMPOS

B – Cristo disse: Tempos virão em que vos será dito: “Cristo está aqui”, “Ei-lo ali”. Se alguém vos disser: “Ele está no deserto”, não o acrediteis, pois surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que darão grandes sinais, de maneira tal que, se fosse possível, até os eleitos seriam enganados. Estas palavras poderiam aplicar-se muito bem às falsas almas privilegiadas. Muitos correm atrás delas como atrás de falsos Cristos.
De fato, o Anti-Cristo surgirá como um falso Cristo, mas estas palavras podem aplicar-se também ao que acabo de referir. Estais agora na prova, mas a Igreja ressuscitará com novo esplendor. Escutai uma comparação tomada da figueira: quando nos troncos aparecem as folhas, sabeis que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes suceder estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus(Luc.21,29-31). Agora, esse tempo está terrivelmente perto. Ela (aponta para cima) manda dizer: “Coragem! Fazei penitência e convertei-vos, enquanto ainda é tempo”... pois o Seu Dia vai chegar (ruge como um leão), o Dia da Justa cólera de Deus.

Aqui terminam as revelações.

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