Web Radio Sertao De Deus


15 de abril de 2009

GRITOS DAS TREVAS (Parte 9)




(Parte Dois) – (02/06/2003)

Continuamos no capítulo da luta contra Judas. Mas, como no texto anterior, também aqui é Belzebu quem fala. O motivo principal de Nossa Senhora haver forçado este demônio, de tão elevado poder, a revelar certos fatos, foi não só por causa da importância dele, mas porque, sendo ele mais iluminado, mais inteligente que Judas – que era apenas um homem – pode revelar mais profundamente aquilo que o Céu quer, porque sabe melhor. Ademais, pelo fato de ser mais inteligente, ele tem, também, um melhor sentido de colocação das coisas, de modo que as pessoas entendam mais facilmente.


As revelações aqui contidas, falam do começo da Igreja Católica, da importância de Maria naquele contexto e também da importância de dois livros, que revelam a Vida de Jesus e Maria, e que quase foram sufocados pela má Igreja. Trata-se dos livros de Madre Maria D´Agreda – Mística cidade de Deus, sobre Nossa Senhora – e Cordeiro de Deus, de Ana Catarina Emmerich – sobre Jesus. Em cada parte falaremos deles. Na verdade, os demônios temem aquelas revelações e, de fato, se todos os católicos lessem estes dois livros, mas em especial todo clero – sacerdotes e bispos – certamente o mundo seria diferente. Mas como duvidam, sempre duvidam de tudo, porque pela falta de oração já muitos deles não têm mais a presença do Espírito Santo, eis o mundo se perdendo por falta de conhecimento. Muito do que aprendi na vida sobre as coisas de Deus, estão nestes dois livros maravilhosos. Vamos aos textos!

A REDAÇÃO DOS EVANGELHOS

Fala Belzebu.
B - Um dia chegou o Apóstolo Barnabé acompanhado de um outro, inclinaram-se diante d’Ela e chamaram-lhe a atenção para a necessidade de escreverem os Evangelhos. Invocaram longamente o Espírito Santo e perseveraram dias inteiros em oração. Rezar assim, já não é vulgar nos dias de hoje, a não ser em circunstâncias e lugares extremamente raros. Sim, rezaram dias inteiros, assaltaram o Céu com orações, para saber quem seria escolhido para escrever os Evangelhos. E então a Santíssima Virgem designou Lucas, João, Marcos e sei lá quem mais para escrever essa “porcaria”.
Como isso nos contrariou. Podereis imaginar tudo o que sentimos, quando saíram esses textos de Mateus, Marcos, Lucas e João? (rosna furioso). Pensai apenas que estes quatro foram escolhidos pela Santíssima Trindade e pela Santíssima Virgem na sua terrível majestade.
Nem mesmo Pedro foi encarregado de o fazer. Nem ele. Ele era a pedra, tinha a missão geral de tudo, e a Igreja fora fundada sobre Ele. Contudo, a redação dos Evangelhos foi confiada aos quatro Apóstolos, já mencionados. Então o Espírito Santo desceu sobre eles, sob a forma de uma pomba, e foi assim que os quatro tinham sido escolhidos. Todos viram. Mas agora não quero continuar a falar.
Quando Barnabé e ainda um outro foram visitar a Santíssima Virgem, Ela disse-lhes: “Deveis contar em especial a vida de Cristo, compreendeis? É Ele que deve ser glorificado, é Ele que deve estar sempre no primeiro plano. Deixai que eu me apague. Quanto a mim, relatareis apenas a Encarnação e o Nascimento de Cristo, o que é indispensável. Deixareis de lado o resto.”
Embora eles estivessem ao corrente e tivessem visto coisas extraordinárias e elevadas (sobre Ela) não puderam escrevê-las. Isso foi para eles um sacrifício. Mas Ela queria apagar-se por humildade, para que o Filho de Deus, o seu Jesus Cristo, sobre o qual a Igreja fora fundada, ficasse no primeiro plano.
Mas Ela, a Mãe de Deus, é o grande sinal de Deus e, em certa medida, simboliza também a Igreja. Ele, Jesus, ama a Igreja como uma Esposa. Então, para os dois Apóstolos não ficarem tristes, disse-lhes que Cristo mais tarde haveria ainda de falar d’Ela, através da humanidade ou através não sei de quem (lança gritos horríveis).
E – Maria de Agreda.
B – (Virando-se para o Sacerdote): Adivinhas-te: Maria de Jesus, de Agreda. Disso não sabemos mais do que vós. Sim, nós amaldiçoamos esses livros, nós tememo-los. E ser ainda obrigado a confessá-lo.... (1) (rosna e grita ansioso).

(1) O livro de Agreda, A Mística Cidade de Deus, foi escrito em 1665.

(1) Este livro maravilhoso, conta a história de Nossa Senhora, desde o seu início na mente do Pai, até a sua morte, aos setenta anos, menos 26 dias, em 13/08/0055. Quem não o leu, não imagina o tesouro que perde. Embora difícil de ser achado, e caríssimo em vista do grande volume, vale à pena tentar conseguir para ler. Assim, o leitor poderá entender melhor o grande mistério da Mãe de Deus. E certamente que passará a ser seu soldado. Até mesmo aos evangélicos faço este desafio: Não leiam “A Mística Cidade de Deus”, ou se converterão!

O COMEÇO DA IGREJA

B – No maldito começo da Igreja fui deixado de lado (1). A Santíssima Virgem e os Apóstolos foram os instrumentos. O papel desempenhado por Ela (aponta para cima) foi decisivo; foi-o dum modo extraordinário. Nós nada pudemos fazer.
Muitas vezes Ela mergulhava na oração, dia e noite, pelos Apóstolos, para que eles fizessem as coisas como deviam ser feitas. Para que nós não os vencêssemos, Ela rezou muitas vezes dia e noite. E freqüentemente ficava dia e noite de joelhos, sem comer (resmunga desesperado).
É por isso que Ela agora goza de um poder tão grande. Isto são verdades sublimes que nós somos obrigados a revelar-vos. Nós bem gostaríamos que este livro saísse sem esta parte (gane como um cão). Nós não queremos dizer estas coisas, não queremos... e também não queremos continuar a falar. Eu, belzebu, não quero continuar a falar.
Então Ela disse que queria ficar em segundo plano (2). Queria-o unicamente por humildade. Em parte alguma queria aparecer em lugar de destaque, embora fosse uma criatura poderosa. Nós próprios o temos de reconhecer. Ela estava e está a uma enorme distância, acima de nós, a uma grande distância dos vossos Anjos.
E quando eu digo, distância, não me refiro a uma distância em léguas, mas a uma que se perde no infinito. Isto significa “tão longe”, que há uma distância gigantesca entre os Anjos e Ela (geme).
É uma criatura terrivelmente majestosa, mas quis permanecer escondida. Procedeu assim para mostrar aos homens que também eles deviam permanecer ignorados, como também deviam ser humildes. Mas os homens não procedem assim. Nada fazem em relação ao que Ela realizou e ao que foi realizado graças à Ela...
Embora os homens não possam nada, não sejam nada, gostam que falem deles, enquanto esta criatura, infinitamente predestinada, não queria que falassem dela. Portanto, apagou-se. E isso foi para nós muitíssimo vantajoso. Pois começaram a aparecer seitas (ri maldoso) que não reconheceram esta criatura. Se ela tivesse dito abertamente quem era, se os Apóstolos tivessem relatado os milagres extraordinários obtidos por sua intercessão e se tudo isso figurasse nos Evangelhos, essas seitas não teriam crescido como a erva (solta gemidos).
Apareceram então milhares de seitas, seitas que combatem ferozmente a Santíssima Virgem, seitas que combatem os católicos, unicamente porque estes reconhecem esta criatura predestinada. Elas combatem esta mulher porque crêem que esta maneira de proceder (dos católicos) põe Cristo em segundo plano.
No entanto, ela só serviu a Cristo. Só O quis glorificar. Tudo o que fez, foi por Ele e pela Sua Igreja. Ela manteve-se sempre no escondimento e isso foi para nós uma grande vitória. No entanto, procedendo assim, ensinou a humildade, e isso constituiu para nós uma grande derrota. Mas isto só é conhecido dos católicos. Por amor de seu Filho, Ela quis ficar esquecida para que Ele reinasse e tivesse um papel primordial.
Mesmo no que respeita aos seus sofrimentos, só aceitou um papel de segundo plano, o que era indispensável. Os Apóstolos, no entanto, estavam constantemente a ver como Ela se humilhava, como tudo previa extraordinariamente, quanto sofria, o que era obrigada a suportar e a padecer. Ela é muito pouco engrandecida nos Evangelhos. Se ao menos, não tivesse sido tão humilde! Mas coube-nos ainda esta vantagem, que deu origem às seitas. Mas também isso foi permitido por Deus.
A partir desse momento apareceram as seitas. Os seus adeptos pensavam que Maria desempenhara apenas um papel marginal, que fora escolhida apenas para receptáculo, d’Esse que está lá em cima (aponta para cima), e que poderia agora desaparecer como uma velha...; não me deixaram utilizar a expressão.
Nós somos delicados. Nós não usamos palavras “muito grosseiras”. Apenas os condenados humanos as dizem. Nós somos mais delicados que esses.
Devo acrescentar outra coisa que me ocorreu agora.
Quando Judas foi obrigado a falar, no dia 31 de Outubro, não foi Judas que riu pela boca desta mulher (a possessa). É que Judas nunca ri. Como nós já uma vez dissemos, Judas está no canto mais sombrio. Ele é o desespero personificado. Quando Judas foi obrigado a falar, não foi ele que riu, pela boca dessa mulher, foram os condenados humanos que riram da malvadez (grita). É preciso que nunca esqueçais isto: Judas nunca ri. Nós tínhamos que dizer isto. Esta observação refere-se às revelações de Judas, em 31 de Outubro.
Sim, esta charlatã...(a possessa)(3) E agora chego ao ponto chave da questão, mas não quero dizer, não quero dizê-lo.
E – Fala Belzebu, em nome da Santíssima Trindade!

(1) Quanto a Belzebu ser deixado de lado, fica um pouco difícil de entender. Mas o fato é que os demônios especialmente Lúcifer, imaginava ser ele o redentor da humanidade. Mas além de não aceitar a posição de subalterno, jamais eles aceitaram serem comandados por uma Mulher, Maria. É por isso que ele expressa seu desejo inarredável de estar à frente das obras, de ser grande e maior, porque nenhum demônio é humilde.

(2) Alguém me observou, que poderia ter sido um erro deixar de lado na Bíblia, a revelação da importância do papel de Maria Santíssima no início da Igreja. De fato, isso até poderia evitar a perseguição que os Evangélicos lhe movem, por acha-la insignificante. Entretanto, o avesso seria pior, pois se Maria fosse elevada demais, isso levaria imensas levas de povo a diviniza-la – já houve movimentos tentando isso – a maximizar os seus méritos, em detrimento de Jesus, Ele o único Redentor e o único que salva. É, pois, para Ele que se deve voltar as atenções maiores. Maria é apenas o melhor meio de chegar a Jesus!

(3) Óbvio que esta pobre possessa não é nenhuma charlatã, como vimos. Trata-se de uma pessoa de bem, de muito sofrimento, mas odiada pelos demônios que assim a ela se referem.

ANA CATARINA EMMERICH E MADRE AGREDA

B – A propósito do começo da Igreja devo acrescentar que embora os Evangelhos pouco contenham sobre a Santíssima Virgem, mais tarde, inspirados pelo Céu, em visões e revelações, grandes Santos lançaram muita luz, sobre a vida e obra d’Essa que está lá em cima (aponta para cima).
Um dos maiores é a Catarina Emmerich, que nem sequer ainda foi canonizada (ri maldoso). Ela não foi só uma das almas mais sofredoras, mais humildes, mais missionárias, como é também uma das maiores Santas do Céu. A outra é Maria de Jesus Agreda. Viveu em Agreda. Era Abadessa. Já os seus pais se tinham retirado para um convento (rosna)... tinham prometido consagrar-se à vida religiosa. Eles é que obtiveram à sua filha, a sua predileta, a graça de ter essas malditas visões.
E – Fala agora, em nome (...), fala agora sobre o ponto essencial a que te referiste!
B – Como os Evangelhos contém muito pouco sobre a Santíssima Virgem, é seu desejo que nos confusos tempos que correm, que do alto dos púlpitos se recomende a leitura dos livros de Maria de Jesus Agreda. Eles não deviam faltar em nenhuma família católica. Todos deviam possuir esses volumes (grita desesperado).
Ela quer que os Sacerdotes digam que estes livros não devem faltar em nenhuma família católica, que deveriam mesmo recomendá-los aos protestantes. Quando os leitores verificarem toda a riqueza destes livros, não tardarão a compreender que ela...
Ela é uma criatura eleita e predestinada, uma criatura duma grandeza imensa jamais atingida por qualquer mortal. Os Sacerdotes devem fazer compreender aos fiéis que é necessário divulgar estes livros, tão instrutivos, pelo mundo inteiro e, sobretudo, lê-los. Aí podereis compreender a nossa derrota em toda a sua extensão e amplitude, tal como a grandeza e dignidade desta criatura, que nos esmaga a cabeça (range os dentes).
Ela quer (lança gritos horríveis)... não quero falar, não quero falar (chora)... É que não posso auxiliar Aquela que está lá em cima (aponta para cima), mas sim quem o “velho”, (Lúcifer) quer. Não quero falar.
E – Mas tu tens de falar em nome (...) tens de falar!
B – Isto está fora do nosso campo de ação, não é nada conosco! Nós temos a missão de seduzir os homens. Não queremos conduzi-los ao bom caminho. Por estes livros os homens seriam levados a trilhar caminhos melhores (grita).
Nestes livros aprendereis como a Santíssima Virgem viveu e morreu. Para conhecer os planos eternos de Deus, tanto quanto esses planos podem ser conhecidos pelos homens, é lá que se encontram as fontes seguras e dignas de fé. Aí, os fiéis verão o fundamento de todas as coisas (1).
Reconheceriam n’Ela (aponta para cima) uma criatura universal, acabariam por render-se perante tanta humildade e dignidade. Até nós A tememos, nós próprios temos que capitular perante tais atributos.
Quanto mais vós, criaturas humanas, que não passais todos de poços de imundice! Não valeis um pataco! Nós somos muito superiores... quando mais Ela (aponta para cima).
Se vós pudésseis contemplar ao menos um décimo da sua dignidade, precipitar-vos-íeis imediatamente no pó – e é bem contra a minha vontade que eu digo isto! Nós vimos, fomos obrigados a vê-la, fomos obrigados. Não desejamos que A venhais a ver, pois nós queremos que vos precipiteis bem cá para baixo e não para cima. Também as pessoas instruídas, os acadêmicos, deveriam ser informados sobre esta Maria de Jesus Agreda, antes de se juntarem aos Sacerdotes para combater os “tradicionalistas.”
Mesmo os “tradicionalistas” estão muito longe, imensamente longe de conceber uma tal dignidade, a não ser dum modo aproximado, mesmo que leiam estes livros. Mas devem ser lidos por vós, em nome de Deus. Vós não podeis passar sem o fazer, nem mesmo os leigos. E vós padres, deveis anunciá-lo à todas as criaturas. Tenho que repeti-lo. É preciso proclamá-lo do alto dos púlpitos. Essa, que está lá em cima, quer que estes livros sejam conhecidos nos quatro cantos do mundo.
Falarei em seguida da Segunda. Catarina Emmerich, alma expiadora. Tinha de estar sempre deitada de costas, tais eram as suas dores e sofrimentos. Não teve nada a dizer durante a sua vida, mas, quando morreu todo o Dulmen estava em chamas. Quando de todos os lados acarretam como os carros dos bombeiros deveriam ter visto naquilo um sinal do Céu... mas os homens são estúpidos. Que sabem os homens? Nada compreendem... são estúpidos como cepos.
Um cepo é ainda mais inteligente. Aqui e acolá, pode apresentar ainda uma folhinha verde, mas os homens, esses, só têm lixo e palha.
Esta Catarina Emmerich teve de falar para a Igreja, fez vaticínios sobre a Igreja e sofreu e rezou muito por ela. Já em pequenina, a sua capacidade de sofrimento era enorme. Nós tínhamos-lhe um ódio terrível. Tão pequenina e já fazia Via Sacra, e imitava à letra da humildade d’Aquela que está lá em cima... Ah!... e a cruz, cruz também, tal como Aquela, que está lá em cima.
Foi uma grande Santa. Nós receávamo-la muito e, por isso mesmo, queríamos destruí-la, mas não o conseguimos. Ela safava-se sempre, embora tivesse sofrido doenças mortais, que oferecia sempre pelos outros, para que eles pudessem obter ainda a graça de se converterem.
Só morreu quando Aqueles lá em cima (aponta para cima) verdadeiramente o quiseram, pois foram Eles que acolheram a sua alma venerável, a sua alma santa... porque ela era uma Santa... no Céu.
Há no Céu muitos santos, quero dizer muitos Santos canonizados por Roma, que são menos santos e menores que ela. Ah! Como é horrível ser obrigado a confessá-lo!
Se ela for canonizada, pensamos nós, então os seus livros serão conhecidos. Enquanto não o for, os seus livros não serão tão bem aceitos. É por isso que os Bispos não querem ouvir falar deles (2). Talvez um ou outro já os tenha lido, mas isso são fatos isolados, sem conseqüências.
Devo ainda acrescentar que ela é uma Santa poderosa no Céu (chora). Há muito que os seus livros deviam ter sido difundidos pelo mundo inteiro. É preciso que vós também o proclameis do alto dos púlpitos. E agora não digo mais nada, mais nada (gane como um cão).
Dos seus livros, é sobretudo o volume Vida Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus, da Venerável Catarina Emmerich (3) que deve ser difundido. Deveríamos atar esses livros às costas das crianças para que aprendessem a caminhar com a cruz que o Senhor pôs no seu caminho.
Esta pequenina Santa já ia, aos quatro anos, fazer a Via Sacra, mesmo à noite, ficando com os pés feridos, ensangüentados, tudo para a glória do Seu Rei Crucificado. De manhã a mãe lhe tinha de lhos ligar, e nem sequer sabia de onde ela vinha, pois a pequena nada dizia (uiva).
Catarina foi uma grande alma sofredora. No seu quarto, o frio era glacial. É que ela era muito pobre e mesmo quando os seus lençóis estavam lisos com o frio e, no meio deles, ardia com febre, nunca pedira para lhos mudarem. Ela queria viver a sua Paixão e oferecê-la humildemente. Onde é que se vêem, hoje em dia, almas assim? Religiosas compadecidas substituíam-lhe os lençóis. Catarina não o teria exigido e acabaria por morrer de frio ou ficaria entorpecida. Ela tudo suportava pelo seu Senhor crucificado. É inimaginável o que ela fazia por Ele.
Ela é uma poderosa Santa que nós sempre tememos. Sentimos repugnância por estas pessoas, que renunciam a si mesmas, seguem voluntariamente o caminho da cruz e tudo oferecem pelos outros. Há grandes santos que fazem muitos milagres, que são considerados grandes aos olhos do Senhor, que tem o dom de ler nas consciências, como ela, aliás, também tinha, mas como ia dizendo, embora esses possam ser mais conhecidos, embora a eles acorram milhares de pessoas, embora sejam grandes santos, não se lhe podem comparar e não se lhe comparam. Era uma alma sofredora, humilde, apaixonada por Deus. Deus amou-a e glorificou-a dum modo muito especial e é por isso que Ele quer que seja canonizada.
Já há muito e não só agora, que ela o deveria ter sido. Deve-se falar às pessoas dos seus livros e das suas numerosas visões e revelações. É preciso que o façais por amor à dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela desejava-o e o próprio Jesus a deseja também. Dos seus textos, devereis citar em primeiro lugar A Dolorosa Paixão de Jesus Nosso Senhor. Este livro também não devia faltar em nenhuma família, sobretudo numa família que se preze de ser católica (geme). Mas chega de conversa por agora!
Jesus Cristo e a Santíssima Virgem concederam à estas duas grandes Santas, visões e revelações para que chegassem ao conhecimento dos fiéis. Estes devem recebê-las nos seus corações, seguirem-nas e transmitirem-nas aos outros.
Não se trata de uma anedota, mas de algo muito sério, muito grande, que já foi profetizado pela Santíssima Virgem, quando disse outrora aos Apóstolos: “Deus proverá, o Céu proverá, para que o meu nome, no devido tempo... (gane como um cão)...venha a ser glorificado e conhecido e que tudo o que deve ser revelado a meu respeito, o seja na devida altura.”
Agora já é a altura. Estamos agora em pleno Apocalipse. E Ela é o Grande Sinal. É por isso que as pessoas devem ler estes livros, porque em Emmerich, mas mais especialmente em Maria de Jesus, se fala do Apocalipse, do Grande Sinal, da Santíssima Virgem.
Se as pessoas lessem estes livros (solta sons como gemidos) compreenderiam facilmente que a hora chegou. Compreenderiam melhor o Apocalipse e o que está escrito na Bíblia. Vós não passais de grandes burros! Os homens são imensamente estúpidos, deixam que tesouros tão valiosos se percam, lhes escapem, se enferrugem (ri maldoso).
Permitem que estes preciosos tesouros de valor infinito apodreçam e fiquem escondidos. E o que devia ficar escondido é difundido (ri torcista). Como, por exemplo, Bíblias que de Bíblias nada tem, vidas de Santos que de religioso nada tem também. Esse gênero de livros é mais dirigido de baixo do que do alto (arreganha os dentes, malicioso). Não passam de palavreado oco. Até um burro ou um cavalo é mais inteligente; duma maneira ou de outra, eles sentem o que o seu dono quer. Mas aqui (no mundo) não é assim. Só quando já é demasiado tarde é que se apercebem que deveriam ter procedido dum modo diferente.
Ah! Para nós, estes escritos de Ana Catarina Emmerich e Maria Agreda, são livros malditos, que desde há muito tememos e sempre temeremos. Nós, lá em baixo, há muito tempo, nem sei bem há quanto, deliberamos para ver o que poderíamos fazer contra eles... e os homens nem sequer os lêem (ri sarcástico). Mesmo aqueles que se dizem bons católicos, não os tem em casa! (as suas gargalhadas transformam-se em gemidos).
B – Deveis informar às pessoas. Todos os Padres, os “tradicionalistas” e mesmo os modernistas deviam proclamar do altar que é necessário difundir estes livros por toda a parte e o mais rapidamente possível, para que sejam lidos. Se isso acontecesse e se o seu conteúdo fosso posto em prática, ainda que aproximadamente, muitas almas se haveriam de salvar (geme horrivelmente).
Catarina Emmerich teve visões sobre a Dolorosa Paixão de Jesus para que ela fosse conhecida dum modo mais direto e mais profundo, pois os Evangelhos não relatam senão fragmentos. Embora os Apóstolos tivessem conhecido mais pormenores, resumiram-na muito. Nas visões desta grande Santa há partes sintetizadas e resumidas que são horrivelmente extensas para nós. Aprende-se, por exemplo, a maneira de conseguir um arrependimento perfeito, que desempenha um papel primordial na confissão. Aprende-se a não ofender tanto o Senhor, que tanto sofreu. Os seus padecimentos são descritos duma maneira mais profunda do que em qualquer outro livro (rosna). Estes livros deveriam figurar em todas as livrarias, sobretudo nas católicas, que os deveriam possuir em quantidade, e não apenas um exemplar.

(1) Claro, a Bíblia está na frente de todos os livros do mundo. O que ele quer dizer aqui, é que, se todos lessem estes dois livros citados, todos entenderiam melhor a Bíblia.
(2) É realmente angustioso saber que estes livros, ainda hoje sofrem uma perseguição tão nefanda e tão odiosa. Eu, com minha inteira consciência, com pleno risco de minha alma, declaro que: Qualquer Bispo, ou Cardeal, ou padre, que tenha lido estes livros, e que não tenha mudado de vida, já pode encomendar sua alma: É cabrito! E todo aquele que, tendo conhecimento deles, continua sendo adversário de Deus, pode ser anotado na ficha de cobranças de Lúcifer. E justo por temer que a canonização dela abra espaço para a difusão do livro, que seu processo encalhou no Vaticano. Lamentavelmente ainda há isso!
(3) Pode ser encontrado pelo telefone: 021-11-3865-4340 com Fernando.

PAIXÃO DE CRISTO

E – Belzebu, diz qualquer coisa sobre os sofrimentos secretos de Cristo na Quinta-feira Santa, em nome (...)!
B – Não nos agrada falar desse assunto, mas porque se está na Quaresma, Ela deseja que ao menos algumas frases...
E – Então fala dos sofrimentos secretos de Cristo, como tu os viste, em nome (...)!
B – Nós nos olhamos muito, não queríamos ver nada daquilo. Rodopiávamos à sua volta como setas e ferimo-nos uns aos outros, cheios de cólera e raiva (grita). Naturalmente, sabíamos o que se passava. É claro que sabemos mais do que se poderá pensar. Mas à essa, à esta Emmerich, foi tudo mostrado dum modo positivo. Ela viu, por exemplo, que no Jardim das Oliveiras, Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu muito mais horrivelmente do que se poderia imaginar.
Mesmo durante a sua vida, várias vezes Ele suou sangue de angústia. Nós, demônios, perseguimo-lo horrivelmente no Jardim das Oliveiras. Ele viu como nós, numa multidão medonha, nos precipitávamos sobre Ele. Tínhamos as formas dos pecados, que os homens deveriam cometer mais tarde. Era nosso intento conseguir que, pela visão desse horror, o Filho de Deus perdesse a coragem de suportar esta Paixão.
Ele viu um horror imundo que lhe fez sair pelos poros um suor de sangue. Nestes momentos de obscuridade e horror abomináveis, Ele pensava que a sua Paixão, que era apenas dum homem – ele era Deus, mas nessa altura não se sentia mais que um homem – não chegaria para pagar e expiar um pecado tão grande. Quis-se retirar, tremia sob a violência do sofrimento. Foi então que apareceu um Anjo com o Cálice para o fortificar.
Na realidade, esse Cálice não era senão a aceitação daquele sofrimento. Ao beber o Cálice, Ele confirmava apenas que aceitava a Paixão (geme) e que estava disposto a beber todo o cálice até o fim (geme). Graças a isso, vós, poços de imundície, vereis um dia o Céu, (1) a que nós jamais teremos acesso (furioso).
Mais tarde, Cristo foi ainda flagelado. Durante a flagelação o seu corpo foi ferido e lacerado até os ossos. Quando foi crucificado já não tinha sequer metade dos seus cabelos. Tinham-lhos arrancado quase todos, o que, aliás, foi muito bem feito. Tinha uma figura elegante e pés de viajante. A força de tanto andar a pé, tinha a pele dura e calosa.
Ao contrário, as mãos eram muito finas, demasiado finas para carregarem uma cruz tão pesada. Se nós tivéssemos podido provar só um pouco do seu Sangue derramado, só uma gota, então também nós o haveríamos de adorar por toda a eternidade. Porém, Ele não no-lo permitiu. Para nós, já era demasiado tarde (rosna).
Depois, na cruz, quando foi suspenso, tudo ofereceu por vós. Fazer tudo aquilo pelos homens, atiçou ainda mais o furor do inferno. Quando estava suspenso na cruz, era como um verme, como já disse Akabor: já não era homem... por vós. Porque é que Ele fez aquilo por vós? Por nós não o teria feito (solta gemidos que comovem). Um verme e não um homem, esmagado por todos (chora)!
Era como se Ele tivesse tomado sobre si o peso dos pecados de toda a humanidade; parecera-lhe ser o maior dos criminosos. Parecia-lhe que fora abandonado e repudiado por Deus Pai, de tal modo os seus verdugos o tinham golpeado, picado, flagelado e por fim deixado a esvair-se em sangue (resmunga) E tudo isto Ele fez por vós! Porque é que nós não o conseguimos evitar (chora)?
Se o próprio Senhor tanto fez por vós, quanto não deveríeis reparar uns pelos outros para evitar que tantas almas fossem para o inferno? Ele, que era Deus e não tinha pecados, realizou algo extraordinário, algo que jamais será realizado por qualquer mortal: e se Ele sofreu torturas tão atrozes, então vós deveríeis passar por toda a vida sob o machado do carrasco. E isso não seria muito, não seria nada que não tivésseis merecido.
Mas os homens não compreendem isto. Só pensam em levar uma vida de gozo, apesar do seu Mestre ter marchado à sua frente, com a Cruz e o bom exemplo, e ter suportado tormentos infernais. Sim, Ele suportou tormentos infernais.
Mas durante pouco tempo. Nós próprios, no nosso ódio, admiramo-LO por ter feito tudo isto por vós! Jamais nos passara pela mente que Ele pudesse fazer uma tal coisa por um lixo imundo. Já o tínhamos previsto, mas nunca imaginávamos que fosse uma dádiva tão imensa.
Com tudo isto eu quero ainda dizer que é preciso insistir na necessidade, durante a Quaresma, de fazer penitência em união com Cristo Jesus. Durante quarenta dias Ele jejuou como nenhum homem mais jejuou ou jejuará... e também Ele sentiu a dureza da fome...

(1) Grande verdade esta: poços de imundície! É isso o que de fato nós somos! Jamais mereceremos os frutos da Paixão de Cristo, porque jamais nos dedicamos a compreender a integridade deste mistério. Por isso, na próxima seqüência de artigos em profecias, iremos trazer partes do Livro de Ana Catarina Emmerich. Acho que gostarão de saber!

A CRUZ E O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA ABREM O CÉU

B – Durante quarenta dias preparou-se para a Sua Vida pública e também para o Seu grande Sacrifício. Ele sabia que se tratava dum sacrifício tão vasto como o mundo, duma eficácia universal, que Ele, Deus, devia oferecer ao Todo Poderoso, em reparação da culpa do pecado, a fim de que vós pudésseis chegar à visão eterna de Deus.
Sem isto, na melhor das hipóteses, veríeis apenas o Paraíso, caso o conseguísseis. Iriam assim muito mais homens para o inferno, porque não teriam acesso às graças que obtém o Santo Sacrifício da Missa. São incalculáveis as graças decorrentes do Sacrifício incruento da Cruz, por cuja oferta, o Sangue de Cristo corre de novo.
Nós, lá em baixo (aponta para baixo), odiamos este Sacrifício da Missa, que é celebrado todos os dias em muitas Igrejas. Em muitas casas de Deus, nem sempre é convenientemente celebrado. Antigamente, era horrível para nós, quando se celebrava o tradicional Sacrifício da Missa.
Efetivamente, é a renovação do Sacrifício de Cristo na Cruz que apaga os pecados e que obtém graças extraordinárias para a salvação das almas, que, sem isso, se perderiam aos milhares e viriam para o inferno.
Devo ainda acrescentar isto (solta gemidos): não digo mais nada, não quero dizer mais nada. Eu não quero dizer mais nada, não posso continuar a falar. Se quiserdes que fale, é preciso que reciteis ainda um pequeno exorcismo. Lúcifer está furioso. Desejaria estrangular-me. Eu não devia ter dito estas coisas. Se continuo a falar, quando eu chegar lá abaixo, castiga-me.
E – (Recitação do exorcismo). Por ordem da Mãe de Deus, Lúcifer não poderá fazer-te mal, pois tu falaste para a Igreja! Ele não poderá fazer-te mal!
B – Eu era um grande Anjo, era o segundo em grandeza. É por esse motivo que Lúcifer se enfurece e diz: “Já que és tão grande, devias saber que não deves dizer tantos disparates. Devias ter mais cautela!” É isto que ele vai dizer (range os dentes com violência). Ela (aponta para cima) ordenou-me que falasse, porque eu estava presente na queda dos Anjos. Eu era o segundo em dignidade e é por isso que Ela me força a falar desta “porcaria.” Ela continua a ter poder sobre nós, os lá de baixo (resmunga).

Termina aqui o penúltimo ato deste trabalho


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