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6 de abril de 2010

“Forças poderosas” atacam o Papa, diz biógrafo de João Paulo II

O papa Bento XVI e a Igreja Católica estão sendo atacados por “forças poderosas” que desejam destruir seus ensinamentos, afirmou o escritor católico George Weigel, biógrafo do falecido João Paulo II.

Em uma entrevista ao jornal italiano La Stampa, Weigel, expoente do catolicismo americano, declarou que as duras críticas ao pontífice e à Igreja pela atitude diante dos recentes escândalos por padres pedófilos na Europa e nos Estados Unidos, estão vinculados a “uma guerra cultural”.

“A Igreja americana não registra uma crise pelos escândalos dos abusos. Estes problemas já haviam sido enfrentados em 2002. A atual controvérsia está relacionada com a guerra cultural no Ocidente”, destacou Weigel, renomado intelectual e membro do “Centro de Política e Ética” .

“A Igreja é a última instituição que defende a necessidade de verdades morais no mundo e entre os homens e, por isto, forças poderosas do Ocidente a atacam”, disse.

“As forças hostis aproveitam os erros de alguns filhos e filhas da Igreja, assim como de algumas autoridades para destruir os ensinamentos da Igreja”, afirmou Weigel. “Não se pode falar de um complô organizado e sim de interesses comuns que convergem contra a Igreja”.

Para o biógrafo de João Paulo II, conhecido pelas posições a favor de uma modernização da Igreja, campanha contra o Papa tem a participação de diferentes tipos de pessoas.

“Políticos e jornalistas que querem destruir a credibilidade da Igreja, advogados sem escrúpulos que querem chegar às finanças do Vaticano, laicos anticatólicos que aproveitam qualquer oportunidade para atacar a Igreja e católicos que querem a revolução irrealizável: fim do celibato, ordenação das mulheres, diminuição da autoridade do bispo”, opinou.

Para ele, a Igreja tem aplicado uma disciplina mais severa desde a explosão dos escândalos de abusos de menores no início da década de 2000.

“As medidas funcionaram”, declarou, antes de afirmar que “dos 68 milhões de católicos nos Estados Unidos, apenas seis casos comprovados foram denunciados ano passado. É sempre muito, mas é falso dizer que o fenômeno continua”.

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