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8 de maio de 2009

Nova Era, influência demoníaca disfarçada


O que é o movimento que se denomina Nova Era?
Dá-se o nome de Nova Era à mistura nociva de panteísmo e ocultismo que, tal qual praga virulenta, espalha-se por todo o lado. Novelas, filmes de renome têm sido seus veículos; livros best-sellers, programas empresariais de treinamento de pessoal e algumas práticas de medicina alternativa têm sido contaminados. O movimento avança destruindo a fé em Deus e submetendo pessoas à influência de espíritos demoníacos.

A Nova Era na verdade não é nova Ela desenterra perversas práticas religiosas que remontam o início da humanidade. E aproveitando o enfraquecimento da influência tradicional do cristianismo, este mal começou a surgir como que saindo de sob as pedras. E este o mal que, sem que os cristãos dêem conta, contagia o movimento Nova Era.

F. La Gard, autor cristão que escreve sob Nova Era, conta que certa vez dirigiu-se aos estúdios de televisão de Mineápolis onde participaria de um debate sobre Nova Era com um defensor das idéias de Shirley Maclaine.

Num certo momento de entusiasmo, o apresentador perguntou às 140 pessoas que compunham o auditório quantos ali eram adeptos da Nova Era. Cerca de 130 levantaram as mãos. Em seguida perguntou quantos eram cristãos. Novamente quase todos levantaram as mãos. Muitos ali consideravam-se, ao mesmo tempo, cristãos e adeptos da Nova Era, sem ver nisto qualquer problema, ou contradição.

Ao contrário de outras religiões tradicionais não-cristãs, pessoalmente nada extraímos de bom da Nova Era. Podemos ver nas religiões não-cristãs a tentativa de seres humanos, dotados de inteligência e boa vontade, de tentar encontrar um sentido mais profundo na vida e de buscar a verdade. Entendo que os cristãos deveriam ampliar o diálogo construtivo com os seguidores sinceros das religiões tradicionais não-cristãs, dando ocasião assim para sincero respeito mútuo.

Já com relação ao insidioso movimento Nova Era não podemos ver por este lado. Seus adeptos disfarçam-se em anjos de luz para tentar minar por baixo o cristianismo. Em todos os sentidos me oponho a eles.

Como cristão, creio num Deus de amor que criou do nada a mim - assim como a tudo que existe -, e que enviou seu Filho Divino para me redimir dos pecados. Os adeptos da Nova Era crêem numa força impessoal como realidade objetiva, que não se detém a conceitos de bem ou mal. Paradoxalmente, crêem também num eu superior - espírito demoníaco no discernimento dos cristãos - que lhes transmite por palavras toda sorte de parvoíces.

Creio que o Deus de amor tem cuidado de mim e preparou-me um lugar no céu, onde gozarei de sua presença por toda eternidade. Ao mal permite Deus que aconteça, mas triunfará do mal como bem - nesta e na vida que há de vir - por intermédio de sua providência. Os adeptos da Nova Era crêem que são, eles mesmos, deuses e que todo bem ou mal que lhes sobrevenha é de responsabilidade exclusivamente pessoal, porquanto criam sua própria realidade. Acreditam que são predestinados a um ciclo quase interminável de reencarnações ao longo dos quais expiam a dívida impagável (Karma) que contraíram em vida anterior.

O Deus Interior
A Nova Era é panteísta. Professam que tudo é Deus. Nós somos deuses. Criamos nossa própria realidade. A Nova Era incita à introspecção para que encontremos dentro de nós mesmos entes superiores que nos instruam e guiem. Pretende que experimentemos o nosso deus-poder.

É típico de uma falsa religião, como a Nova Era, imitar a verdadeira - o cristianismo. Deus faz morada no cristão de modo especial. Os cristãos são cheios do Espírito Santo que nos guia. Através da oração e dos sacramentos, conservamo-nos intimamente ligados a Jesus e somos capazes de operar maravilhas pelo poder de Deus.

Santo Agostinho, nas suas confissões, oferece o seguinte passo ao falar de sua busca pessoal de Deus.
"Ó Verdade, vós em toda parte assistis a todos os que vos consultam, e ao mesmo tempo respondeis aos que vos interrogam sobre os mais variados assuntos. Respondeis com clareza, mas nem todos vos ouvem com a mesma lucidez. Todos vos consultam sobre o que desejam, mas nem sempre ouvem o que querem. O vosso servo mais fiel é aquele que não espera nem prefere ouvir aquilo que quer, mas se propõe aceitar, antes de tudo, a resposta que de vós ouviu. Tarde vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora a procurar-vos! Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco! Retinha-me longe de vós aquilo que não existiria se não existisse em nós".

Embora Santo Agostinho diga que encontrou Deus dentro de si mesmo, é evidente a distinção de que era um cristão e não um adepto das filosofias da Nova Era. Nesta passagem ele declara que Deus é a Verdade e Beleza exaltadas, e ele uma criatura; declara que Deus procura atrair para si todas as pessoas e que Deus habita pacientemente uma pessoa mesmo quando se acha desorientada, buscando nas criaturas a felicidade.



Outro exegeta cristão, São Gregório de Nissa, fala sobre seres humanos como reflexo em Deus.
"Assim toda a harmonia que se observa no universo é redescoberta no microcosmos, i.e, a natureza humana, e corresponde ao todo em razão de suas partes, considerando que, em última análise, o todo se pode obter pelas partes. A natureza Divina, seja como for, ultrapassa todo entendimento humano, pois que está inteiramente inacessível ao tirocínio e à conjectura. Jamais se encontrou faculdade humana capaz de perceber o incompreensível.

Se o coração de um homem foi purificado de toda propensão carnal e de toda insubordinação, tal homem verá em sua própria beleza a natureza Divina... Isto está por certo ao nosso alcance; tendes dentro de vós mesmos o paradigma pelo qual aprendeis o Divino. Pois o que vos criou, ao mesmo tempo vos dotou com esta qualidade maravilhosa. Aí imprimiu Deus a semelhança das glórias de sua própria natureza assim como quem molda da cera a escultura. Todavia o mal que foi derramado na natureza, esta natureza que traz a imagem divina, tornou inútil para vós este feito maravilhoso que sob máscaras vis se oculta. Se, portanto, purificais vossa vida da imundície, que tal qual emplastro se vos apega ao corpo, a beleza divina em vós outra vez fulgirá".

O cristão poderá olhar para dentro de si em busca de Deus, mas será consciente de que ele mesmo não é um deus. E as virtudes naturais como bondade e beleza não serão senão uma pálida sombra da beleza divina. Há uma profunda diferença doutrinária entre o cristianismo e a Nova Era.


Diferenças Fundamentais
Qual é o ensinamento básico cristão.
Deus é um ser pessoal, espiritual, infinito, que do nada tudo criou. Deus criou seres espirituais poderosos, os anjos, alguns dos quais rebelaram-se contra ele e, por conseguinte, são conhecidos como satanás ou demônios. Deus criou o homem com corpo e alma mortais. Destinou os homens à felicidade eterna no céu, mas estes, tendo pecado, perderam a chance de adquirir o destino celestial. Embora haja um só Deus, há em Deus três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Filho de Deus fez-se homem há cerca de dois mil anos atrás na pessoa de Jesus de Nazaré. Morreu e ressuscitou os mortos, redimindo deste modo a humanidade. Podem salvar-se os homens pelo arrependimento dos pecados e por aceitar Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Podem ser perdoados os seus pecados e são mortais. Cada pessoa é única e viverá por toda eternidade no céu ou no inferno. A Bíblia e a Igreja cristã são as fontes primordiais de doutrina (ver Capítulo 15 para uma exposição mais completa dos ensinamentos básicos cristãos).

Qual é o ensinamento básico da Nova Era.
A Nova Era incorpora os erros mais grosseiros acerca da natureza de Deus e dos homens, os quais têm sido fantasiados desde os primórdios da história. Após misturados, esses erros são transmitidos por vias às vezes não religiosas (ditas "científicas"). Em alguns casos são ardilosamente dissimuladas. Com freqüência se agrupam elementos contraditórios. Não existe Deus. O que existe é uma gigantesca carga de energia que a tudo vivifica. Existem mestres elevados, eruditos e muito poderosos e outras personalidades, aos quais se deve ouvir para a formação do caráter. Não existe realidade objetiva. Tudo é ilusão. Somos dotados do poder de criar qualquer realidade desejada porquanto somos deuses. A pessoa em si não é imortal. A transmigração reencarnacionista é operativa quer se aceite ou não. Nada é objetivamente bom ou mau. O cristianismo pode ser, quanto a este princípio, uma exceção. Freqüentemente os adeptos da Nova Era, dizem que o cristianismo é negativo.

Os neoconvertidos vêem a Nova Era como um movimento que veio para substituir o cristianismo. A citação a seguir foi extraída do livro A Complete Guide to the Tarot (Guia Completo para o Tarô):
"A religião cristã, conforme sabemos, perde influência a olhos vistos e a nova religião de aquários ainda não foi revelada. Foi predita por muitos a chegada de um novo salvador, já nascido no oriente, que veio para nos conduzir a uma realidade universal, digna de ser publicada em todos os credos existentes. O Tarô e a astrologia têm revelado a necessidade de se combinar e equilibrar forças e formas, estando seus adeptos entre os primeiros que reconhecerão e seguirão a Era Aquariana que ora desponta".

Eis um pouco daquilo que os pesquisadores cristãos estão ensinando a respeito da Nova Era.

Elliot Milier
"Para facilitação do entendimento, deve-se entender o movimento Nova Era como uma rede, uma super-rede (rede das redes)" escreve Elliot Miller no primeiro de uma série de artigos, escritos em seis partes, a respeito do assunto. As redes tendem a ser descentralizadas, aparentemente sem líder ou sede, com poderes e responsabilidades bem distribuídas", explica Miller. Os adeptos da Nova Era são facilmente estereotipados. Surgem com diferentes sistemas de credibilidade e estilo de vida. Estão por toda parte. Abstratamente estruturada, esta rede de organizações e indivíduos vincula valores comuns (fundados em misticismo e monismo - doutrina filosófica segundo a qual o conjunto das coisas se pode reduzir à unidade) e visão comum (a chegada de uma "Nova Era" de paz e luz, a "era de aquários". Não obstante, existem algumas divergências dentro do movimento Nova Era.

"Os adeptos da Nova Era poderão divergir sobre questões como as circunstâncias do aparecimento da Nova Era, se será precedida de cataclisma de âmbito mundial, se será politicamente estruturada, se haverá um Cristo representante para governá-la, ou avatares (deuses-homens) ou mensageiros do mundo dos espíritos.

Todavia, concordam todos que devem empenhar-se no apressamento da nova ordem que todos esperam, através de cooperações que influenciem o desenvolvimento de nossa vida cultural, política econômica, social e espiritual".

À sombra das redes, há centenas de outras redes e movimentos menores (se bem que individualmente muito vastos). Algumas delas estão inteiramente identificadas com a Nova Era, enquanto que outras apenas indiretamente o estão. Por exemplo, alguns adeptos da Nova Era, militam nos movimentos pela ecologia e pela paz, embora tais movimentos não estejam vinculados à Nova Era. Algumas seitas podem considerar-se parte do movimento Nova Era, enquanto que outras não o são. "Os movimentos da consciência, da saúde holisticas, do potencial humano, assim como os seguidores de diversos níveis e os mestres do ocultismo oriental trouxeram uma contribuição para o fortalecimento da Nova Era", declara Miller. "Todavia, a participação num desses movimentos não significa necessariamente engajamento consciente na Nova Era. E preciso não esquecer que as redes são de contornos abstratos".

Como Miller, creio que o fenômeno Nova Era é um movimento de contornos abstratos. Não se trata de culto concretamente estruturado ou de conspiração. Há alguns críticos, entretanto, que julgam-no uma conspiração concretamente estruturada (veja no Capitulo 6 a opinião deles).

Brooks Alexander
As seitas, em geral, estão em declínio, mas é a Igreja que, através da Nova Era, sofre um ataque particularmente furioso, anticristão, "de tal magnitude histórica que podem ser mesmo fatais", declarou Brooks Alexander ao longo de uma entrevista. Como declínio das seitas, tomou incremento a questão da influência crescente do pensamento e práticas da Nova Era sobre a Igreja.

Adverte, todavia, Alexander que os cultos satânicos e a bruxaria estão em voga nos dias de hoje. "Custa-nos ser otimistas em relação ao futuro", diz. "O mundo de hoje vai se transformando no antigo que prevaleceu no lado decadente do Império Romano, dominado pelo paganismo e pelo modelo pseudocientífico do panteísmo".

A edição de fevereiro da revista Eternity trouxe diversos artigos sobre a Nova Era. Alexander foi autor de um deles no qual descreve o movimento Nova Era como "uma versão moderna do sonho panteístico, religião ímpia que faz do homem deus". Afirma Alexander que o seu denominador comum consiste numa visão global de misticismo oculto, articulado em termos seculares". Ele vai mais longe ao vincular o movimento aos beatniks dos anos 50 com sua paixão doentia pelo Zen, uma paixão que mais tarde foi retomada pelo movimento hippy, através do reflorescimento do ocultismo dos anos 60 e através do movimento do potencial humano dos anos 70. "Nos anos 80", escreve Alexander, "todas as tendências filosóficas amalgamaram-se, tomando formas novas e extravagantes". O resultado final foi um vasto movimento que pode ser muito perigoso.
Não obstante a pluralidade do movimento Nova Era, são perceptíveis seu tema e impacto comuns sobre as pessoas. O tema consiste no seguinte: nossa condição de deuses só pode ser desfeita na reestruturação de nosso modo de pensar; o impacto está em que isto sempre implica anulação de nossa mente racional, crítica. A Nova Era afirma que enquanto nosso intelecto crítico insistir em dividir a realidade e em produzir distinção (i.é., entre "verdadeiro" e "falso"), a visão de unidade que revela nossa verdadeira natureza divina ficará fragmentada.

A "autorização" da Nova Era só se confere àqueles, cujo crivo racional e crítico foi removido ou destruído. "O produto final da espiritualidade da Nova Era é, por conseguinte, uma pessoa desprovida de capacidade para discernir o verdadeiro do falso, uma pessoa programada para ignorar as questões que se lhe deparam".

Douglas Groothuis
No seu livro Confronting the New Age (Confrontando a Nova Era), Douglas Groothuis menciona nove dogmas que sintetizam a visão global básica que orienta o movimento Nova Era. Vale lembrar que algumas dessas doutrinas podem, à primeira vista, assemelhar-se às doutrinas cristãs. Deve-se, por conseguinte, prestar toda atenção para bem separar o joio do trigo.

Eis a lista de Groothuis:
1. Monismo Evolutivo. O movimento Nova Era ensina que estamos equilibrados num "salto quântico" na consciência, enquanto avança a evolução. Enfrentamos um tempo notável de coexistência planetária e oportunidade.

2. Monismo. Tudo é a unidade. A unidade é tudo... Há na visão da Nova Era, um certo sentido, a proposta de uma volta à sopa rudimentar, descaracterizada e sem consistência, para ficar nisto. Ela precisa descartar como irreal a diversidade da criação - para, pressupõe-se, desempenhar tarefas filosóficas.

3. Panteísmo. A grande unidade de ser é Deus. Na raiz da metafísica, tudo que existe é Deus. . .A autodeificação é agora tão popular quanto antibíblico e irrealista. A Nova Era utiliza a verdade de que somos criados à imagem de Deus, manipulando-o para significar que somos todos deuses.

4. Transformação de consciência. Não basta meramente acreditar nos ensinamentos da Nova Era. É preciso experimenta-los. Os adeptos da Nova Era são freqüentemente encorajados a serem iniciados e não apenas interessados. Muitos meios místicos servem ao mesmo propósito exótico, quer sejam técnicas de meditação não-cristã, droga, ioga, artes marciais, uso de cristais ou experiências espontâneas tais como encontros para tratar de morte virtual. A finalidade é um sentimento de unicidade com tudo quanto existe e a realização da divindade pessoal, às vezes chamada de "Eu Superior".

5. Crie sua própria realidade. A frase "crie sua própria realidade" é freqüentemente ouvida nos círculos da Nova Era como premissa básica. A idéia é que não estamos sob qualquer lei moral objetiva. Antes, temos modos diferentes de realizar nosso potencial divino. E já que "tudo é a unidade" (mecanismo), não podemos dividir a vida em categorias do tipo bem versus mal. Isto é dualístico demais; precisamos ir "além das fronteiras do bem e do mal" para realizar nosso inteiro potencial.

6. Potencial humano ilimitado. Se todos somos Deus, é de se supor que as prerrogativas da deidade pulsam dentro de nós. Somos dotados além da medida. Somos milagres por acontecer. Desatrelados de fábulas primitivas tais como finitude humana, depravações e pecado mortal, nós na Nova Era somos livres para explorar os horizontes luminosos da deidade. Ignorância é o nosso único problema.

7. Contato com espíritos. Há uma galáxia de mestres, espíritos, extraterrestres e outros tipos com capacidade de falar, os quais se comunicam (por psicografia ou vocalização) através de médiuns que mais recentemente têm sido chamados de channelers (titulo mais contextual com a era da televisão).

8. Mestres do além. Em grande parte do pensamento da Nova Era, a distinção entre o extraterrestre e o espiritual é obscurecida, quando a visão de OVNI ou mesmo encontros ("do terceiro grau") tornam-se experiências místicas. Afirma-se que os OVNls (e seus passageiros) exibem, às vezes, fenômenos paranormais.

9. Sincretismo religioso. A espiritualidade da Nova Era é, antes de mais nada, uma visão eclética que combina misticismo oriental, ocultismo ocidental, neopaganismo e psicologia do potencial humano. Entretanto, os porta-vozes da Nova Era, estão propensos a ver a verdadeira essência de toda religião como sendo uma única... Se externamente as religiões se diferem - como panteísmo, hinduísmo e teísmo cristão - um apelo então é feito à essência supostamente mística que une todas as religiões: tudo é a unidade, tudo é Deus, nós somos Deus, temos potencial infinito, podemos julgar a Nova Era. "Este método místico não leva em consideração os ensinamentos expressos das religiões não panteístas, mas a Nova Era afirma que os elementos ditos "esotéricos" têm sido suprimidos nestas religiões".

Fonte: Revista Jesus Vive e é o Senhor

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