22 de março de 2009

A verdade por trás do Arrebatamento





Arrebatados?


Deixados para trás

Entre os protestantes, e alguns católicos, nesse final dos tempos, ouve-se muito falar no "arrebatamento". Até foi feita uma série de filmes com o sugestivo nome de "Deixados para trás", que por sua vez foi inspirada num conjunto de livros que tratam da vida de cristãos que "não foram arrebatados", e como eles vivem sua recém-descoberta fé cristã na "tribulação". [1]




Mas o que vem a ser afinal, esta doutrina do "arrebatamento", e ela encontra respaldo na Bíblia? O que nós, católicos, realmente, devemos esperar? Segundo os protestantes, com ligeiras variantes, o arrebatamento, portanto, consiste no encontro da igreja (a noiva) com Jesus (o noivo) nos ares. É o momento em que Jesus busca a sua igreja. Todos que NEle crêem serão arrebatados, ou seja, desaparecerão da terra para viverem com Ele nos céus até a segunda etapa da sua Segunda Vinda: o Aparecimento Glorioso. [2]

Para sustentar esta teoria, são utilizadas principalmente duas passagens bíblicas, que são: Mat 24, 39-41 E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem. Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada a outra será deixada.

1 Tess, 14-17: Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram. Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos. Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

São as únicas passagens na bíblia que mencionam especificamente o arrebatamento dos fiéis. Mas infelizmente para quem crê no arrebatamento, digamos, "pré-tribulacional", [3] a própria bíblia desmente esse ponto de vista. É, mais uma vez, o mal de quem utiliza um texto, fora do contexto, mas sempre com um pretexto.

Observando a passagem de Mateus, vemos que "os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim também será na volta do Filho do Homem. Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado". O versículo anterior sugere que a expressão "tomado e deixado" é justamente o contrário do que eles querem fazer crer! Pois, se o dilúvio levou a todos, e na volta do Filho do Homem será assim também, então podemos, sem sombra de dúvida, raciocinar que quem for levado, será levado como o foram os homens que pereceram no dilúvio, ou seja: morrerá!

É uma simples questão de lógica e interpretação correta do texto sagrado. Afinal, não houve arrebatamento dos fiéis durante o dilúvio, houve? No evangelho de Lucas vemos passagem semelhante. Mas em nenhuma delas podemos concluir com segurança que o "tomado e deixado" tenha algo a ver com o "arrebatamento pré-tribulacional".

Quanto ao texto de 1 Tessalonicenses, a questão se apresenta ainda mais óbvia. Afinal, quando Cristo vier para julgar os homens, será Sua Segunda Vinda. Se Jesus voltasse antes disso, apenas para buscar os fiéis, então já não seria uma Segunda Vinda. Seria uma "Terceira Vinda". (!!) Sem contar que todo o texto sugere que serão os sobreviventes da tribulação que serão arrebatados. Pois lemos: "Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra (...)". A passagem é clara.

No livro do Apocalipse, que é o livro por excelência do fim dos tempos, não há nenhuma menção a respeito do Arrebatamento. Pelo contrário, o Apocalipse dá a entender que os fiéis serão sim, duramente provados na fé, perseguidos e martirizados. Morrerão! Muitos deles derramarão seu sangue, para “lavarem suas vestes”.

Aliás, é maluquice pensar que alguns serão levados ao Céu de corpo e alma, sem passar pela morte física! Se nem Jesus se furtou da morte, nem Maria Santíssima! Imagina, que especialíssimos os protestantes que se acham acima do próprio Deus. Ou seja: TODOS nós morreremos fisicamente um dia!

Assim, vejamos no Apocalipse:
1, 10 - Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante dez dias. Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida.
2, 26 - Então ao vencedor, ao que praticar minhas obras até o fim, dar-lhe-ei poder sobre as nações pagãs.
6, 10-11 - E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.
7, 3 - Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes.

Se os servos fossem arrebatados, por que Deus teria cuidado de marcá-los nas frontes, para que fossem reconhecidos entre os outros? Se houvesse o arrebatamento, não teria necessidade de marcação, já que os eleitos estariam em segurança no céu.

7,14 - Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.

Lavar as vestes no sangue do Cordeiro: tomar parte no seu martírio, derramar sangue por causa da fidelidade a Ele. A veste branca não é a roupa de pano, mas a perseverança na fé até as últimas conseqüências. Essa firmeza lava todos os defeitos que o fiel tem. [4]

9,4 - Mas foi-lhes dito que não causassem dano à erva, verdura, ou árvore alguma, mas somente aos homens que não têm o selo de Deus na fronte. (Ver explicação referente ao versículo 7,3.)

Os homens que não têm o selo de Deus serão aqueles que não ficarão na Nova Terra. Não quer dizer que se percam eternamente, mas sim que não ficarão vivos aqui, depois do Juízo Final. Ou seja: já terão morrido até aquele dia!

12, 11 - Mas estes venceram-no por causa do sangue do Cordeiro e de seu eloqüente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte.

13,10 - Quem procura prender será preso. Quem matar pela espada, pela espada deve ser morto. Esta é a ocasião para a constância e a confiança dos santos!

Há muito mais passagens como estas, porém penso que as citadas são mais do que suficientes para demonstrar que não haverá o arrebatamento como esperado pelos protestantes e até mesmo por alguns católicos. [5]

Porém, mais do que a questão bíblica da doutrina do arrebatamento, penso que é importante refletirmos sobre a questão moral que se impõe a respeito desse assunto. O que pensar a respeito de pessoas que esperam ser arrebatadas, para fugir da tribulação que virá para todos?

Podemos pensar num tremendo egoísmo por parte dos candidatos ao arrebatamento, já que sabemos que a tribulação será um período de muita fome, doenças, perseguição e desgraças sobre a terra. Como um verdadeiro cristão ficaria feliz no céu, vendo seus irmãos, até parentes, talvez os próprios filhos, sofrendo sob o jugo do maligno?

Não podemos crer que o Senhor estimule tal mesquinharia, escolhendo alguns e deixando outros, pois é bíblico: Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10,34). Portanto, os candidatos a este tipo de arrebatamento deveriam no mínimo sentir vergonha de si mesmos, já que querem egoisticamente livrar-se da perseguição e quiçá, do martírio, que nem o próprio Senhor Jesus recusou. O discípulo não é maior que o mestre. (Jo 13,16).

Isso sem contar que muitos esperam este falso arrebatamento para se livrarem de problemas familiares, emocionais e até financeiros. Querem exatamente fugir da cruz. Não querem enfrentar junto com seus irmãos e irmãs o sofrimento purificador de toda a humanidade, para que esta renasça para uma vida de santidade plena, matando de vez para sempre o homem velho. Isso mostra não somente egoísmo, mas também covardia.

Devemos sim, neste momento, estar dispostos a perder a própria vida por amor a Cristo (Mat 16,25), e não procurar ser justos apenas para fugir à tribulação, pois quem não toma a cruz de cada dia e não segue a Jesus, não é digno dEle. (Lc 14,27). Isso se aplica principalmente às vicissitudes que deverão ser enfrentadas pelos cristãos neste fim dos tempos. (Ap 12,11). Nossa palavra de fé agora é: Pai: faça-se em mim segundo a tua vontade, não a minha! Foi assim que Jesus procedeu!

Através de revelações particulares, sabemos que o arrebatamento, na verdade, será o translado dos fiéis de um lugar para outro aqui mesmo na terra, apenas para salvá-los de perigo de morte iminente, a fim de que continuem a missão de evangelização a qual todos nós somos chamados através do batismo. Também serão protegidas as pessoas mais frágeis, que não podem se defender, como crianças, idosos, etc. Mas tais pessoas serão conduzidas a refúgios seguros aqui mesmo na terra.

Nossa Senhora, ao vidente católico Cláudio Heckert, diz: Já vos tenho dito: não temei! Não tenhais medo. Alegrai-vos vós que sois filhos da luz. A tempestade vem, mas os filhos da luz são protegidos... Os que estão nos abrigos, e estes são atingidos, serão arrebatados para abrigos seguros, conforme já vos disse, portanto, não deverão abandonar seus refúgios, ainda que sujeitos à calamidade, pois precisarão ajudar a muitos que procurarem. E muitos buscarão e deverão ser acolhidos. Depois serão levados a outros lugares seguros!
Tais abrigos, são refúgios da Igreja perseguida e atribulada, portanto, terão a finalidade de amparar os filhos da Igreja. Depois de cumprirem sua missão estes abrigos não serão mais necessários...Os outros,(refúgios, abrigos) que não serão atingidos, não necessitarão resgates para os que ali estão, pois todos estarão a salvo...
Mas os que estiverem nos abrigos... correrão o risco total... mas os filhos da luz viverão...
Portanto, mais uma vez vos peço: Não tenhais medo! Se cumprirdes bem vossa missão e viverdes em concordância com Deus, sereis salvos.
Não há o que correr atrás de segurança, pois ela não será encontrada em parte alguma, pois todos terão de passar pelas provações...Os filhos da luz, os que rezam, no entanto, encontrarão, sem procurar, o abrigo seguro, o refúgio. Amém ? É preciso que tudo aconteça... para a Glória de Deus! Amém? [6]

Devemos entender bem aqui estes “refúgios” e “abrigos”. Certos falsos profetas houve por aí que mandaram construir refúgios, enviaram pessoas para estes lugares, alguns venderam suas propriedades, largaram seus empregos tentando salvar sua pele nestes falsos locais. Depois os abandonaram! Todos estão largados às moscas, pessoas foram enganadas e muitos perderam seus bens! Quem paga esta conta? Tais profetas que Deus não enviou, por obras que Ele não mandou fazer!

Os refúgios que Nossa Senhora aqui menciona, são locais já designados por Deus, desde o princípio do mundo, para onde Ele mesmo já “arrebatou” a maioria das pessoas que deseja preservar vivas. E aqui, ninguém SE escolhe! Deus, somente Ele sabe que vai e quem fica, pois nem nestes locais, todos ficarão vivos!

Assim, se o Japão vai afundar inteiro, também a Holanda e dezenas de outras nações e estados desde os séculos o Pai Eterno já foi retirando daqueles países, estados e locais todos os que deseja preservar. Muitos já nasceram e vivem naqueles locais, há séculos suas famílias ali habitam sem saber, pois NINGUÉM sabe onde estes locais ficam. E por que Deus não os revela? Para evitar a especulação, a compra e venda de imóveis, que certamente faria explodir os preços! O homem é um tremendo cara de pau é como um Judas, a negociar com as coisas de Deus!

Assim, Nossa Senhora tem sido bem clara: todos terão de passar pelas provações. Sabemos que após os três dias de trevas, o purgatório será extinto. Os sofrimentos aceitos durante a nossa vida e principalmente durante a tribulação, serão o purgatório dos fiéis aqui na terra, já que futuramente não teremos purgatório para expiar nossos pecados. Ninguém pode afirmar que não tem pecados a reparar. Todos nós temos. E essa é, para nós, uma realidade que não deve ser desprezada.

Sabemos que todos os sofrimentos vividos na terra não são nada diante daqueles que teremos que sofrer no purgatório. Deus, na Sua infinita misericórdia, dispõe até do mal, para transformá-lo em um bem. Assim, mesmo os piores sofrimentos vividos na tribulação, se aceitos sem revolta, são para o bem de nossas almas e a renovação da face da terra. E todos são chamados a colaborar com sua parcela. Para tanto, nos diz Nossa Senhora: sem medo!

Nós devemos estar cientes da necessidade de ajudar nossos irmãos durante a tribulação: partilhar alimentos, acolher e cuidar durante as perseguições, durante as catástrofes, durante as doenças que virão. É nosso dever como cristãos, sempre procurar fazer o bem. Querer ser arrebatado à tribulação, querer se olvidar dos deveres cristãos em relação aos nossos irmãos menos afortunados é transgredir o mandamento de Deus que nos diz: "amar o próximo como a si mesmo".

Há mais um fator preocupante na doutrina do arrebatamento. Várias revelações particulares nos dão conta que os demônios, utilizando-se do disfarce "ovni", raptarão pessoas e as levarão consigo. As aparições de La Salette, aprovadas pela Igreja, dizem o seguinte: "Certas pessoas serão transportadas de um a outro lugar por estes espíritos maus e até sacerdotes, porque eles não serão conduzidos pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, de caridade e de zelo pela glória de Deus."[7]

Uma pessoa, acreditando no arrebatamento, pode ser persuadida a se deixar transportar pelos demônios, pois sabemos que o demônio se disfarça até em anjo de luz, para enganar os incautos. (1Cor 11,14) Isso acontecerá somente com estes fissurados em se arrebatar, que cegos, não perceberão os ardis do inimigo de suas almas. Até esse risco os adeptos do arrebatamento correm! [8]

Infelizmente ainda vemos a tendência preocupante em alguns católicos e/ou protestantes, de criar aqui na terra "refúgios" e "arcas". Tal procedimento é claramente condenado pela Bíblia, como está em Mateus 16,25 - Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.

Posto isso, podemos definir ou sintetizar os três diferentes modos de arrebatamento:

1 – Serão protegidos e levados para locais seguros, muitas crianças, até de berço, e também velhos e doentes, mas NEM TODOS, apenas os que Deus quer preservar! Os outros partirão, como os demais.
2 – Já está nos locais certos a maioria das pessoas escolhidas, para no futuro – depois do Juízo Final – povoarem a Nova Terra, prometida por Deus. Dificilmente, porém uma família restará inteira, disso podem ter certeza!
3 – Muitos que estarão na luta ajudando aos milhares de feridos e doentes atingidos pelas catástrofes, serão também protegidos de forma especial nos locais onde estão, porque Deus quer continuar precisando de seus braços, de seu amor. Estas pessoas também, muitas delas, serão arrebatadas até para países distantes, num piscar de olhos, para que lá atendam o chamado de Deus a auxiliar os necessitados. E haverá muito que fazer! Podem acreditar! A terra ficará em frangalhos depois que a Justiça passar aqui!

Portanto, devemos sempre nos manter em humildade e oração, reconhecendo sempre nossa miséria perante o Senhor, e ao invés de querermos nos "safar" das tribulações, pedir a Deus a força e o discernimento necessário, para que sejamos bons cristãos, evangelizadores, lutando sem temor pelo Novo Reino que virá. Com ou sem tribulação! E sim, estando dispostos também a morrer por esta causa, pois o verdadeiro prêmio é a eternidade com Cristo e não aqui nesta terra.

Em resumo: Deixar tudo nas mãos de Deus, e procurar manter sempre o estado de graça, para pertencer a Ele. Só estes terão uma chance de passar vivos pela tribulação!

Abraços

Maria

[1] - Mais informações, visitar a página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Left_Behind
[2] - http://www.tempodofim.com/arrebatamento.htm
[3] - antes da Grande Tribulação.
[4] - http://www.diocesedejundiai.org.br/missionariospalavra/20051024.htm
Obs. O texto citado nesse site afirma que as profecias apocalípticas já aconteceram, segundo a visão de alguns teólogos católicos que afirmam que o apocalipse se deu durante o o reinado do Imperador Nero.
[5] - Para ver mais refutações bíblicas à doutrina do arrebatamento, acesse: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/561/Deixados-para-Tras-A-Doutrina-do-Arrebatamento
[6] - http://www.recados.aarao.nom.br/artigo_ler.asp?id_artigo=298
[7] - http://www.recados.aarao.nom.br/artigo_ler.asp?id_artigo=520
[8] - N. A. - A título de curiosidade, tive, há tempos atrás, um sonho em que os demônios, em "naves voadoras", vagavam pelas ruas e tentavam raptar as crianças. Foi um sonho muito real e infelizmente, muito possível de se realizar, pois durante a tribulação o maligno terá muito poder sobre a terra.


Fonte: www.recados.aarao.nom.br

ONU: O mundo deve se livrar do dólar


18 de março de 2009


Por Jeremy Gaunt, Correspondente Europeu de Investimento

LUXEMBURGO (Reuters) - Um painel da ONU na próxima semana irá recomendar que o mundo troque o dólar como sua moeda de reserva em favor de um cabaz de moedas partilhada, um membro do painel disse na quarta-feira, adicionando à pressão sobre o dólar.



Moeda especialista Avinash Persaud, um membro do painel de peritos, disse à Reuters Funds Summit em Luxemburgo, que a proposta era criar algo como o antigo ECU, ou unidade monetária europeia, que foi uma dura de negociação, ponderada cesta.


Persaud, presidente da consultoria de capital de Inteligência e um ex-chefe na moeda JPMorgan, disse que a recomendação seria de uma de uma série entregue às Nações Unidas em 25 de março pela Comissão das Nações Unidas de Peritos sobre a Reforma Financeira Internacional.


"É um bom momento para ir para a partilha de uma moeda de reserva", disse ele.


Os bancos centrais segurar suas reservas em uma variedade de moedas e ouro, mas o dólar tem dominado o mais convincente como reserva de valor - embora tenha a sua taxa oscilada nos últimos anos, como os Estados Unidos corriam um enorme orçamento e os défices externos gêmea.


Alguns analistas disseram notícias do painel da ONU recomendação prorrogado dólar perdas porque alimentados em preocupações sobre o futuro do dólar como principal moeda de reserva mundial, aumentando as chances do banco central de vendas de dólar explorações.


"A especulação que os grandes bancos centrais teriam início reequilíbrio FX suas reservas aumentou desde a intensificação do dólar da lâmina entre 2002 e meados de 2008," CMC Markets disse em uma nota.


A Rússia está também a planear propor a criação de uma nova moeda de reserva, a ser emitida pelas instituições financeiras internacionais, em abril G20 reunião, de acordo com o texto das suas propostas publicado na segunda-feira.


Ele reduziu significativamente a participação do dólar nas suas próprias reservas nos últimos anos.


TEMPO BOM


Persaud disse que os Estados Unidos estava em causa, que detém a reserva moeda tornou impossível a correr política, enquanto o resto do mundo foi também insatisfeita com o declínio geral dólar.


"Há um momento que pode ser aproveitada para a mudança", disse ele.


"Hoje os americanos se queixam de que quando o mundo quer salvar, que significa um déficit. Um partilhada (reserva) reduziria a possibilidade de desequilíbrios globais".


Persaud disse que o painel tinha sido olhando para usar algo como um direito de saque especiais expandido, originalmente criados pelo Fundo Monetário Internacional em 1969, mas agora usado principalmente como uma unidade dentro de organizações similares contabilidade.


O DSE e os antigos Ecus são essencialmente conjuntos de moedas, ponderada com um componente do peso económico, o que pode ser avaliado contra outras moedas e, de facto, contra aqueles que dentro da cesta.






Fonte: Tradução: Fimdostempos.net
Fonte: Reuters

Ásia irá abandonar o dólar juntamente com o restante do mundo


19 de março de 2009

TÓQUIO (Reuters) - O papel do dólar como os E.U. as principais moedas mundiais em declínio após a crise financeira, e seu valor também pode enfraquecer devido a América do déficit em conta corrente, de funcionários de alguns dos principais think tanks da Ásia, disse.




Mas na Ásia, que está fortemente investidos em activos E.U., espera que qualquer declínio do dólar será gradual para evitar novos choques com os sistemas financeiros, os funcionários disseram na quinta-feira.


"O papel do dólar será progressivamente transferida," Zhang Yunling, diretor do Instituto de Estudos da Ásia e do Pacífico na Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse uma conferência de imprensa em Tóquio, após uma reunião dos países da Ásia grupos de investigação.


"A China espera ter uma transição gradual e estável, em vez de uma revolução radical", acrescentou.


O dólar registrado sua maior queda diária contra um cabaz de moedas em mais de duas décadas na quarta-feira como os E.U. Reserva Federal disse que iria comprar a longo prazo do Tesouro. (FRX /)


O Fed mover agitado que preocupa os E.U. ia vomitar dólares em mercados globais, levando a um excesso de oferta no mundo da principal moeda de reserva.


Chalongphob Sussangkarn, um antigo ministro das Finanças tailandês e agora presidente da Tailândia Development Research Institute, também expressou preocupação sobre qualquer acentuada queda do dólar.


"O E.U. défice é tão grande. Essa é a razão pela qual todos os países, especialmente na Ásia Oriental, estão preocupados porque detêm um lote destes activos. O que acontece se os E.U. dólar cai 40 por cento? Muitos banqueiros centrais será perder grandes quantias de dinheiro. "


Os funcionários também apelou aos líderes da Ásia Oriental assistir no próximo mês da cimeira do G20 no Reino Unido para evitar a desvalorização competitiva moeda como forma de fugir da crise actual.


(Tutelada por Yoko Nishikawa; Editando por Kim Coghill)



Fonte: Tradução: fimdostempos.net

fonte: Reuters

Rússia propõe moeda mundial

O Kremlin publicou as suas prioridades segunda-feira para uma próxima reunião do G20, que apela à criação de uma moeda supranacional reserva devem ser emitidos por instituições internacionais, como parte de uma reforma do sistema financeiro global.
O Fundo Monetário Internacional deveria investigar a possível criação de uma nova moeda de reserva, o alargamento da lista de moedas de reserva ou utilizar a sua já existentes direitos de saque especiais, ou direitos de saque especiais, como uma "moeda superreserve aceite pelo conjunto da comunidade internacional", o Kremlin disse em uma declaração emitida em seu site.
O DSE é um activo de reserva internacional, criada pelo FMI em 1969, para complementar as actuais reservas oficiais dos países membros.
O Kremlin tem persistentemente criticado o status do dólar como moeda de reserva mundial dominante e reviu em baixa as suas próprias explorações de dólar nos últimos anos. Tanto Presidente Dmitry Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin ter apelado repetidamente para o rublo para ser usado como uma moeda de reserva regionais, embora a idéia tem recebido pouco apoio fora da Rússia.
Analistas disseram que o Kremlin nova proposta iria suscitar pouco entusiasmo entre os membros do G20.
"Isto é tudo no reino da fantasia", disse Sergei Perminov, chefe estrategista em Rye, Man e Gore. "Houve uma situação semelhante que o que estão falando. Ele foi chamado de" padrão ouro ", e acabou muito mal.
"Alternativas para o dólar ainda são difíceis de encontrar", disse ele.
O Kremlin é chamada para uma moeda comum não é a primeira nos últimos dias. Falando em uma conferência econômica em Astana, Cazaquistão, na semana passada, presidente cazaque Nursultan Nazarbayev propôs uma moeda mundial denominada "acmetal" - uma combinação das palavras "acme" e "capital".
Ele também sugeriu que a Comunidade Económica Eurasiáticas, solta um grupo de cinco antigas repúblicas soviéticas, incluindo o Cazaquistão e a Rússia, adoptar uma moeda única noncash - o yevraz - para isolar-se da crise económica a nível mundial.
As sugestões recebidas uma morna resposta do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov no sábado.
Nazarbayev da proposta, no entanto, reunir o apoio de, pelo menos, um proeminente fonte - Columbia University professor Robert Mundell, que foi galardoado com o Prémio Nobel em 1999 por seu papel na criação do euro.
Falando na mesma conferência com Nazarbayev, ele disse que a idéia era "uma grande promessa."
O Kremlin documento chamado também para os bancos e instituições financeiras internacionais para diversificar as suas reservas em moeda estrangeira. Ele disse que o sistema financeiro mundial deve ser reestruturada para prevenir crises futuras e propostas de realização de uma conferência internacional após a cimeira do G20 para aprovar convenções sobre uma nova estrutura financeira global.
O Grupo dos 20 países industrializados e em desenvolvimento irão reunir-se em Londres em 2 de abril.

21 de março de 2009

21_de_Dezembro_de_2012

Crise sistêmica global



Crise sistêmica global: Novo ponto de inflexão em Março de 2009 Artigo relacionado: Crise sistêmica global: Cessação de pagamentos do governo americano no Verão de 2009 — 'quando o mundo tomar consciência verá que esta crise é pior que a dos anos 1930' por GEAB [*] O LEAP/E2020 prevê que em Março de 2009 a crise sistémica global venha a experimentar um novo ponto de inflexão de uma importância análoga ao de Setembro de 2008. Nossa equipe considera com efeito que este período do ano de 2009 será caracterizado por uma tomada de consciência geral da existência de três importantes processos desestabilizadores da economia mundial, a saber: 1. A tomada de consciência da longa duração da crise 2. A explosão do desemprego no mundo inteiro 3. O risco do colapso brutal do conjunto dos sistema de pensão por capitalização. Este ponto de inflexão será assim caracterizado por um conjunto de fatores psicológicos, a saber: a percepção geral pelas opiniões públicas na Europa, na América e na Ásia de que a crise em curso escapou ao controle de qualquer autoridade pública, nacional ou internacional, que ela afeta severamente todas as regiões do mundo ainda que algumas sejam mais afetadas do que outras (ver GEAB Nº 28), que ela atinge diretamente centenas de milhões de pessoas no mundo 'desenvolvido' e que ela não faz senão pior à medida em que as consequências se fazem sentir na economia real. Os governos nacionais e as instituições internacionais têm apenas um trimestre para se prepararem para esta situação que potencialmente é portadora de um risco importante de caos social. Os países menos bem equipados para gerir socialmente a ascensão rápida do desemprego e o risco crescente sobre as reformas serão os mais desestabilizados por esta tomada de consciência das opiniões públicas. Neste GEAB Nº 30, a equipe do LEAP/E2020 pormenoriza estes três processos desestabilizadores (dois dos quais são apresentados neste comunicado público) e apresenta as suas recomendações para enfrentar este aumento dos riscos. Além disso, este número faz também, como todos os anos, uma avaliação objetiva da fiabilidade das antecipações do LEAP/E2020, que permite precisar igualmente certos aspectos metodológicos do processo de análise que executamos. Em 2008, a taxa de êxito do LEAP/E2020 foi de 80%, com uma ponta de 86% para as antecipações estritamente sócio-econômicas. Para um ano de grandes perturbações, é um resultado de que estamos orgulhosos. Como pormenorizamos no GEAB Nº 28 , a crise afetará de maneira diversificada as diferentes regiões do mundo. Contudo, e o LEAP/E2020 deseja ser muito claro acerca deste ponto, ao contrário dos discursos atuais dos mesmos peritos que negavam a existência de uma crise em gestação há três anos, que negavam que ela fosse global há dois anos e que negavam há apenas seis meses que ela seja sistêmica, nos antecipamos uma duração mínima de três anos para esta fase de decantação da crise [1] . Ela não estará terminada nem na Primavera de 2009, nem no Verão de 2009, nem no princípio de 2010. É só nos fins de 2010 que a situação começará a se estabilizar e a melhorar um pouco em certas regiões do mundo, a saber na Ásia e na zona Euro, assim como para os países produtores de matérias-primas energéticas minerais ou alimentares [2] . Alhures, ela continuará. Em particular nos Estados Unidos e no Reino Unido e nos países mais ligados a estas economias, em que ela se inscreve numa lógica decenal. É apenas por volta de 2018 que estes países podem encarar um retorno ao crescimento real. Além disso, não se pode imaginar que a melhoria do fim de 2010 assinalará o retorno a um crescimento forte. A convalescença será longa. As bolsas, por exemplo, precisarão igualmente de uma década para retornar aos níveis do ano de 2007, se elas ali chegarem um dia. É preciso recordar que a Wall Street precisou de 20 anos para retornar aos seus níveis do fim dos anos 1920. Ora, segundo o LEAP/E2020 esta crise é mais profunda e durável que aquela dos anos 1930. Esta tomada de consciência da longa duração da crise vai progressivamente tornar-se clara junto às opiniões públicas no decorrer do próximo trimestre. E ela desencadeará imediatamente dois fenômenos portadores de instabilidade sócio-econômica: o medo, pânico do amanhã e a crítica reforçada dos dirigentes do país. O risco de colapso brutal do conjunto dos sistemas de pensão por capitalização.Finalmente, no quadro das consequências da crise que afetarão diretamente dezenas de milhões de pessoas nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido, no Japão, na Holanda e na Dinamarca em particular [3]. É preciso integrar o fato de que a partir do fim de ano de 2008 vão multiplicar-se noticias referentes a perdas maciças dos organismos que gerem ativos destinados a financiar estas reformas. A OCDE estima em US$4 milhões de milhões as perdas dos fundos de pensão apenas para o ano de 2008 [4] . Na Holanda [5] assim como no Reino Unido [6] , os organismos de vigilância dos fundos de pensão acabam de lançar gritos de alarme exigindo com urgência um acréscimo das quotizações obrigatórios e uma intervenção do Estado. Nos Estados Unidos, são anúncios múltiplos de aumento das contribuições e de diminuição dos pagamentos que são emitidos a um ritmo crescente [7] . E é só nas próximas semanas que numerosos fundos vão poder fazer realmente o cálculo do que perderam [8] . Muitos iludem-se ainda sobre a sua capacidade de reconstituir o seu capital no momento de uma próxima saída da crise. Em Março de 2009, quando gestores de fundos de pensão reformados e governos vão simultaneamente tomar consciência de que a crise vai durar, que ela vai coincidir com a chegada maciça dos "babyboomers" à aposentadoria e que as bolsas têm pouca probabilidade de recuperar antes de longos anos os seus níveis de 2007 [9] , o caos vai instalar-se neste setor e os governos vão se aproximar cada vez mais da obrigação de intervir para nacionalizar todos estes fundos. A Argentina, que tomou esta decisão há alguns meses, surgirá então como um precursor. Todas estas tendências já estão em curso. A sua conjunção e a tomada de consciência pelas opiniões públicas das consequências que elas implicam constituirá o grande choque psicológico mundial da Primavera de 2009, a saber, que estamos todos mergulhados numa crise pior que aquela de 1929; e que não há saída possível da crise a curto prazo. Esta evolução terá um impacto decisivo sobre a mentalidade coletiva mundial dos povos e dos decisores e modificará pois consideravelmente o processo do desenrolar da crise no período que se seguirá. Com mais de ilusões e menos de certezas, a instabilidade sócio-política global vai aumentar consideravelmente. Finalmente, este GEAB Nº 30 apresenta igualmente uma série de 13 perguntas/respostas a fim de ajudar de maneira quase interativa os poupadores/investidores/decisores a melhor compreender e antecipar os desenvolvimentos a acontecer da crise sistêmica global: 1- Esta crise será diferente das crise que anteriormente afetaram o capitalismo? 2- Esta crise será diferente da crise dos anos 1930? 3- A crise será tão grave na Europa e na Ásia quanto nos Estados Unidos? 4- As medidas empreendidas atualmente pelos Estados do mundo inteiro serão suficiente para jugular a crise? 5- Quais os principais riscos que pesam sobre o sistema financeiro internacional? E todas as poupanças são iguais face à crise? 6- A zona Euro constituirá uma verdadeira proteção contra os piores aspectos da crise? E o que poderia ela fazer para melhorar este estatuto? 7- O sistema de Bretton Woods (sob a sua última versão dos anos 1970) está em vias de afundar? O euro deve substituir o dólar? 8- O que se pode esperar do próximo G20 em Londres? 9- Pensar que a deflação seja atualmente a maior ameaça que paira sobre as economias mundiais? 10- Pensar que o governo Obama estará em condições de impedir os Estados Unidos de soçobrar na "Muito grande depressão americana"? 11- Em termos de moedas, para além da vossa antecipação referente à retomada da queda do dólar dos EUA ao longo de todos os próximos meses, pensar que a libra esterlina e o franco suíço sejam sempre moedas de estatuto internacional? 12- Pensar que o mercado dos CDS esteja a ponto de implodir? E quais seriam as consequências de um tal fenômeno? 13- A "bolha dos Títulos do Tesouro dos EUA" estará a ponto de explodir? 16/Dezembro/2008 Notas: (1) Acerca desta crise é útil ler uma contribuição muito interessante de Robert Guttmann publicada no 2º semestre de 2008 no sítio web Revues.org , apoiado pela Maison des Sciences de l'Homme Paris-Nord.. (2) São as matérias-primas que começam a relançar o mercado do transporte marítimo internacional. Fonte: Financial Times, 14/12/2008 (3) Um vez que são os países que mais desenvolveram os sistemas de reforma por capitalização. Ver GEAB Nº 23 . Mas também é o caso da Irlanda. Fonte: Independent, 30/11/2008 (4) Fonte: OCDE , 12/11/2008 (5) Fonte: NU.NL , 15/12/2008 (6) Fonte: BBC , 09/12/2008 (7) Fontes: WallStreetJournal, 17/11/2008 ; Phillyburbs , 25/11/2008 ; RockyMountainNews , 19/11/2008 (8) Fonte: CNBC , 05/12/2008 (9) E não mencionamos sequer a influência da explosão da bolha dos Títulos do Tesouro dos EUA que também afetará brutalmente os fundos de pensão. Ver Q&A, GEAB N°30. [*] Global Europe Anticipation Bulletin. O original encontra-se em www.leap2020.eu Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/


20 de março de 2009

ESCRAVOS DA BESTA: ESTAMOS SENDO MONITORADO



As liberdades individuais se reduzem: Podemos escapar à vigilância?
Espacojames: O cerco está se fechando, olhem a foto abaixo, e veja a quantidade de satélites, cada bolinha branca representa um satélite e milhares deles já estão nos espionando.
O artigo-entrevista abaixo traz algumas revelações que a muitos não assustam, mas que deveriam chamar a atenção de nós todos. O fato é que estamos sendo cada vez mais vigiados e monitorados, e percebo isso agora enquanto faço as declarações de Imposto de Renda.O cruzamento de dados é imediato e fulminante, de modo que aos poucos ficaremos completamente imobilizados nas mãos do governo, que saberá o que compramos e quanto, na tentativa feroz de sempra mais arrecadar. Para sempre mais poder nos roubar e dividir com alguns poucos.Não somente isso, sabemos que nossos dados pessoais, que deveriam ser invioláveis por lei, estão sendo remetidos para o computador da besta internacional, que vai montando assim o perfil de cada cidadão do planeta, sua residência, seus gostos e tendências, especialmente sua religião.Desta forma, quando explodir o reino do anticristo, quando vier a falsa igreja do antipapa, eles não precisarão nem pestanejar, pois já sabem onde ir buscar, e a quem eles precisam calar ou matar. Tudo isso eles vão descobrindo a cada ficha que você preencha, cada cadastro com seus números de identificação, e isso vai desde sua identidade, seu CPF, seu título de eleitor e carteira de motorista.Hoje se comenta, inclusive, que os novos televisores vêm munidos com dispositivos internos de gravação, que captam as conversas dentro das lares, e fazem isso através do cabo neutro da energia elétrica. Sabendo disso, instalei uma chave geral, que desliga os dois cabos do aparelho de TV, entretanto, parece que ela fica furiosa, pois mesmo desligada, de quando em vez ela emite um barulho interno, como um pulso elétrico, o que é muito estranho.Alguns dizem que isso é loucura, mas tudo aquilo que hoje se diz loucura, amanhã pode ser estonteante dealidade. Tudo aquilo que um cérebro louco prenuncia hoje, amanhã tem o inventor, que torne aquilo realidade. De fato, estamos cada vez mais enredados, e o texto irá mostrar que não tem como escapar: quem pensa sair do laço, cairá na cova. Mesmo que fuja para o mato, ainda assim não estará livre dos satélites que olham tudo do espaço, e monitoram objetos de até 20 cm de diametro. Podem então lhe dar um tiro na boca, onde você estiver.Estes são sinais que cumprem sem dúvida o Apocalipse 13, e sinais também de que Deus está perto de intervir no mundo. Afinal, o Apocalipse são revelações do próprio Jesus. As liberdades individuais se reduzem: Podemos escapar à vigilância?
13.04.2008 - As liberdades individuais se reduzem no mesmo ritmo em que as novas tecnologias se desenvolvem. No entanto, sem nos preocupar, ajudamos essa vigilância ao revelar nossas vidas na Internet ou utilizar senhas eletrônicas. Assim sacrificamos a liberdade pelo conforto, a diversão ou a segurançaSatélites de observação, câmeras de vigilância, passaportes biométricos, cadastros administrativos, policiais ou comerciais, chips de radiofreqüência, GPS, telefones celulares, Internet: o cidadão moderno está no centro de uma rede de tecnologias cada vez mais aperfeiçoadas e cada vez mais indiscretas. Cada um desses instrumentos, que deveriam nos dar conforto e segurança, pergunta diariamente um pouco mais sobre nós mesmos, nos classifica, nos observa. Ao mesmo tempo cúmplices e inconscientes, caímos na sociedade da vigilância.Ainda é possível escapar desses inúmeros dispositivos que nos cercam? Perguntamos a Thierry Rousselin, consultor em observação espacial, ex-diretor de programa de armamentos na Delegação Geral para o Armamento, que publica com Françoise de Blomac, especialista em novas tecnologias da informação, "Sous Surveillance" (ed. Les Carnets de l'Info), um apanhado muito útil dessas tecnologias, que tenta distinguir entre as fantasias e os verdadeiros riscos de desvios.Le Monde - Quais são hoje os grandes campos da vigilância tecnológica?Thierry Rousselin - Poderíamos traçar círculos concêntricos. O primeiro são os "pedaços" de nós mesmos, tudo o que se refere à biometria. Progressivamente, damos um certo número de elementos que nos pertencem, que nos identificam. Isso começou com nossas impressões digitais. Hoje é a vez do DNA, da íris, da palma da mão, e em breve nossa maneira de andar ou nossos tiques. Nossa identidade está se confundido com a biologia e nossos comportamentos físicos. O segundo círculo são todos os sensores que nos cercam: os que nos olham com a videovigilância, as webcams, os teleguiados, os aviões, os helicópteros, os satélites.Também há a escuta, em todos os sentidos da palavra. Não devemos nunca esquecer que o principal meio de escuta é uma pessoa ao nosso lado. Podemos também utilizar nossas próprias ferramentas, sobretudo o telefone. Fui visto, fui escutado, também sabem onde estou ou quem sou através de meus próprios objetos? Eu comprei um GPS ou um celular. Será que podem me seguir através desses aparelhos? Os diversos cartões -de pagamento, de fidelidade, de crédito- que tenho em minha carteira contam coisas sobre mim em tempo real cada vez que os utilizo. Os formulários que preenchi há 30 anos desenham uma imagem de mim mais precisa que minhas próprias lembranças.O último ponto se refere ao computador. Será que ao utilizá-lo eu transmito informações além do que estou percebendo? Há um certo número de anos, vemos que em cada inquérito judicial os policiais usam o computador. Ele pode contar coisas sobre nossas atividades. Depois há a Internet. Nela nos preocupamos que as pessoas sejam capazes de entrar na rede para extrair nossas informações. Minha sede de fazer amigos, de me fazer conhecer, não me leva a contar coisas demais que um dia poderão ser usadas contra mim? Portanto, os domínios da vigilância afetam hoje quase todas as nossas interações com o mundo exterior, quase todos os nossos sentidos.As preocupações são ainda mais vivas porque percebemos que teríamos muita dificuldade para dispensar várias dessas tecnologias. Sim, somos em grande parte cúmplices do avanço da vigilância. Primeiro, ela simplifica nossa vida. Preferimos ter um cartão a um tíquete para pegar um ônibus, assim não precisamos perfurar a passagem. O passe Navigo, que os transportes públicos franceses (RATP) estão substituindo pelo cartão Laranja, contém um chip de radiofreqüência no qual são incluídos dados pessoais que permitem reconstituir todos os seus deslocamentos durante dois dias. Ao utilizá-lo, você não se desloca mais anonimamente. Mas o cartão permitiu ganhar tempo nos guichês e nos portões, e fluidificar o fluxo de passageiros. A maioria dos usuários o considera principalmente um aperfeiçoamento do serviço.Nos EUA, uma empresa comercializa um cartão especial para evitar as filas de espera nos controles dos aeroportos. Para obtê-lo, é preciso responder a um questionário detalhado na Internet e fornecer elementos de identificação biométricos. Recentemente, um dos primeiros assinantes comentou o serviço nestes termos: "Ao me inscrever, comecei a pensar: espero que eles tenham um bom sistema de segurança, diante da quantidade de informações que forneci... Mas não pensarei mais nisso quando passar assobiando pela via expressa, olhando para a enorme fila dos coitados que esperam". É totalmente típico de nossa ambivalência sobre essas questões. Sentimos que confiamos elementos íntimos, às vezes para empresas que nem sequer existiam há um ano.Mas elas fornecem serviços tão práticos que preferimos esquecer os riscos que isso representa. Também é o caso das soluções RFID [identificação por radiofreqüência] e GPS [sistema de posicionamento global] destinadas a crianças ou aos doentes de Alzheimer. Aceitamos a vigilância porque ela envolve nossos próximos mais frágeis. Mas para os industriais essas técnicas também representam as condições do mercado. Começamos a aceitá-las para as pessoas que mais queremos, e isso abre caminho para a utilização em massa.LM - O interesse financeiro também pode influir?Rousselin - É claro! Se eu aceito um cartão fidelidade, vou receber presentes em troca de alguns dados pessoais. Na Grã-Bretanha, várias companhias propõem seguros mais baratos para motoristas que se comprometem a não rodar em certas horas de dias "de risco". Para verificar, as empresas têm o direito de obter todas as informações sobre os deslocamentos contidas no computador eletrônico do veículo. Os clientes trocaram uma economia substancial contra a perda da confidencialidade de suas idas e vindas. Ao contrário, proteger seu anonimato pode custar mais caro. A CNIL [Comissão Nacional da Informática e das Liberdades] pediu que a RATP proponha um cartão sem informações pessoais. É o passe Navigo Découverte: ele existe, mas é mais caro que o passe clássico.LM - Muitos prefeitos franceses aderiram à videovigilância, no modelo da Grã-Bretanha, onde já são utilizadas ao todo 25 milhões de câmeras. A que se deve esse entusiasmo?Rousselin - É muito irracional! Em novembro, a ministra do Interior, Michèle Alliot-Marie, afirmou que "a eficácia da videovigilância para melhorar de modo significativo a segurança cotidiana está comprovada". No entanto, não existe um trabalho de pesquisa que confirme a eficácia das câmeras. Com freqüência, por trás dos sistemas tecnológicos de vigilância há a incapacidade do poder público de dar respostas reais aos problemas. Instalam-se câmeras porque são muito visíveis e custam menos que contratar pessoas e realizar um verdadeiro trabalho em campo.Portanto, todo mundo adere, enquanto no Reino Unido os balanços são muito moderados. O efeito é muito fraco em termos de prevenção, de dissuasão, sobretudo quanto aos ataques a pessoas (brigas, violações...), muitas vezes devidos a pessoas de comportamento impulsivo que não se importam de estar sendo filmadas. O mesmo vale para o terrorismo: os "loucos por Deus" ou por uma causa qualquer ficariam até contentes de passar assim à posteridade.Quanto aos pequenos delitos praticados por batedores de carteira no metrô, são rápidos demais para ser notados e seus autores agem em lugares muitas vezes de múltiplos usos. A videovigilância é uma ajuda preciosa principalmente na solução de investigações a posteriori.LM - Diante dessa generalização dos meios de vigilância, ainda é possível "desaparecer" em nossas sociedades, escapar ao controle da tecnologia?Rousselin - Desaparecer ainda é possível: vários milhares de pessoas o fazem voluntariamente todo ano na França sem que o fisco ou a seguridade social consigam encontrá-las. Mas é preciso saber o que isso representa como esforço, sobretudo se você fica na ilegalidade, sem uma falsa identidade ou cirurgia plástica. A opção "ilha deserta" é aparentemente a mais simples de realizar.Você se retira para uma zona rural na qual poderá praticar um modo de vida que reduza ao máximo os intercâmbios comerciais, sem computador nem celular; eles ainda existem na França. Você fecha sua conta no banco e paga tudo em espécie. Será preciso se abster de viajar ao estrangeiro, principalmente aos EUA, para não ter de preencher papéis que apelam para a biometria. Será preciso manter sua antiga carteira de identidade, que na França é válida enquanto você estiver reconhecível na foto.É claro que não poderá mandar seus filhos à escola no sistema oficial. E o verdadeiro limite será a saúde, pois a partir do momento em que você precisar do sistema de saúde entrará obrigatoriamente nos arquivos. O problema é que essa retirada da sociedade vai parecer uma viagem ao passado, um retorno a formas antigas de controle social.Em seu vilarejo perdido não haverá quase ninguém, mas todo mundo num raio de 10 quilômetros conhecerá seus hábitos de vida, suas particularidades. Os séculos anteriores à tecnologia moderna estavam longe de ser épocas sem vigilância. Para evitar isso, você talvez prefira se fundir à selva urbana. A multidão das cidades também pode garantir o anonimato. Mas nesse caso a margem entre saída do sistema e exclusão é perigosamente estreita. Você passará despercebido, mas com um modo de vida cada vez mais parecido com o de um sem-teto.LM - Sem ir tão longe, ainda podemos pelo menos controlar as informações que deixamos sobre nós?Rousselin - Se você decide continuar na sociedade, necessariamente circulam informações sobre você. Você paga impostos ao fisco, que por conseguinte sabe coisas sobre você, assim como seu empregador, etc. Por outro lado, pode evitar dar informações sobre si mesmo que ninguém o obriga a revelar. Pode evitar preencher todos os questionários a que nem presta atenção, geralmente sob o pretexto de ganhar brindes. Podemos muito bem sobreviver sem cartões fidelidade e sem dar nossa ficha completa para comprar uma torradeira de pão. É verdade que ganhamos com isso, mas principalmente damos o direito de que o conjunto de nossas compras seja analisado e identificado. Os cartões fidelidade alimentam constantemente bancos de dados que memorizam todas as transações.Progressivamente, deixamos que se forme uma mina de informações sobre nós mesmos. Alguns desses arquivos circulam livremente, se você esquecer de marcar o quadradinho embaixo à direita que proíbe que seu interlocutor ceda seus dados para "parceiros". Portanto, quando você preenche questionários não-obrigatórios, não é absolutamente obrigado a dar informações reais. Nada o impede de errar seu endereço ou o número de telefone.LM - Os telefones celulares são cada vez mais considerados potenciais espiões. Podemos limitar esse risco?Rousselin - A partir do momento em que seu aparelho está ligado ou à espera (em stand-by), sua operadora, a pedido de um vigilante, pode efetivamente acionar uma série de mecanismos de espionagem. Para a localização existem vários procedimentos que permitem situá-lo com precisão de cerca de 50 metros, utilizando, por triangulação, as três antenas retransmissoras mais próximas de seu aparelho. É o que foi utilizado para localizar o comando que assassinou o delegado Erignac.Os telefones de última geração, que hoje constituem o topo de linha, contêm um chip GPS e serão localizáveis com muito mais facilidade e precisão. Para a escuta, isso não se limita à possibilidade de interceptar uma conversa, o que se tornou muito simples. Uma operadora também tem a capacidade de usar um celular como microfone de ambiente.Juridicamente, os serviços policiais podem, sob certas condições, pedir à operadora que transforme o telefone em microfone e escutar tudo o que se diz ao redor da pessoa que o utiliza. Mas em todo caso, tanto para localização como para escuta, é preciso que o celular não esteja desligado. Se estiver, nada mais é possível, ao contrário do que afirmaram vários artigos que confundiram desligado com o modo em espera.Portanto, se você quiser evitar ser constantemente localizável, faça como os policiais ou os bandidos: desligue seu celular assim que não o estiver mais usando. Evidentemente, você perderá um dos grandes interesses do aparelho, o de poder ser localizado a qualquer momento.LM - A maior brecha em nossa vida privada continua sendo o computador conectado à Internet?Rousselin - É verdade. A maioria dos computadores é fornecida com sistemas operacionais que dão direito juridicamente à Microsoft ou à Apple de colocar espiões em sua casa, supostamente por bons motivos. Desde a conexão à rede, e sem qualquer decisão autônoma de nossa parte, haverá todo um pequeno tráfego para propor atualizações, verificar se não estamos utilizando programas piratas e coletar informações sobre nosso local de trabalho.Recentemente, o estado da Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha, votou um projeto de lei autorizando a polícia a colocar vírus de escuta no computador de suspeitos. Isso serviu como alerta. As pessoas perceberam que tecnicamente era infantil e que muitas empresas sabiam fazer isso. Assim que a pessoa entra na rede a coisa se agrava.Cada vez que vemos um site, ele registra o número de páginas vistas, seu tempo de consulta, os links seguidos, a integralidade do percurso do cliente antes da transação, assim como os sites visitados antes e depois. Imagine os mesmos métodos aplicados à revista que seus leitores têm nas mãos: eles concordariam que você conhecesse sistematicamente o tipo de poltrona em que estão sentados, o grau de seus óculos, suas horas de leitura, o jornal que leram antes deste? Certamente não, no entanto é o que acontece, sem nossa interferência, cada vez que navegamos.O "New York Times" publicou uma pesquisa em dezembro passado que explica que quando entramos no Yahoo damos 811 informações pessoais simultâneas. O computador é uma verdadeira janela para o mundo, mas não tem cortinas. Assim, se quero ter certeza de passar despercebido, não entro na Internet. Mas isso equivale cada vez mais a dizer "saí do jogo social".LM - Isso será possível daqui a 15 ou 20 anos, quando tudo estiver desmaterializado, principalmente as formalidades administrativas? Nesse novo "jogo social", por que o senhor é tão crítico com as redes sociais ou a prática dos blogs?Rousselin - Porque, para mim, o maior risco se situa aí, principalmente no que se refere aos adolescentes. Milhões deles abriram blogs ou participam de fóruns onde vão deixar um volume enorme de informações sem perceber as conseqüências. Já vimos diversos casos. Jovens que massacram em seus blogs as empresas onde fizeram estágios e que dois anos depois se surpreendem ao saber que os recrutadores lêem esse tipo de coisa. Fazer besteiras e querer se mostrar é próprio da adolescência. O problema é que as divulgamos em sistemas tecnológicos privados que as guardarão na memória. Noventa por cento das pessoas que se inscrevem em redes sociais as abandonam dois meses depois. Elas fizeram todo o processo de admissão e depois acabam se cansando, e deixam para trás montes de dados pessoais.Eu acabo de fazer uma experiência edificante nesse sentido, no âmbito profissional. Estava em um centro de informação militar para uma auditoria e visitei as unidades de produção. Ao voltar, quando redigi meu relatório, percebi que não havia anotado o nome do responsável. Então fui procurar em uma ferramenta que permite buscar quem está em qual rede social, o equivalente a um metamotor de busca para as redes sociais. Coloquei as informações de que dispunha (o primeiro nome dele, sua nacionalidade e seu empregador). Encontrei o sujeito no LinkedIn. Nesse site havia sua biografia, que ele mesmo havia digitado, assim como todas as suas missões militares até seu posto atual. Fiquei atônito.Google e Yahoo tornaram-se assim os principais detentores de informações sobre nossos comportamentos, nossos hábitos de consumo. São empresas que não existiam há dez ou 15 anos. Quem pode dizer o que elas serão daqui a 20?LM - Acabamos de ver que restam algumas margens de manobra se quisermos escapar da vigilância tecnológica. Mas o que vai acontecer no dia em que todos esses sistemas estiverem interconectados, quando for instaurada a "convergência" dos arquivos, dos computadores, dos meios de observação que alguns autores anunciam como inevitável até 2050?Rousselin - Não tenho certeza se podemos ser tão categóricos sobre a chegada desse metassistema. Há vários fatores difíceis de medir, que podem retardar essa evolução ou mesmo impedi-la, emperrando o sistema. Primeiro a incompetência, que não se deve subestimar jamais. O vigilante é, por definição, paranóico. Em conseqüência, hoje ele tem muitos inimigos entre os que supostamente estariam do seu lado. Antes de chegar a um sistema que poderá dispensar os humanos, ainda haverá pessoas que brigam, serviços que não se comunicam, responsáveis que dissimulam as informações. O bê-á-bá da administração pública há 5 mil anos consiste, entre os serviços públicos, em ocultar mutuamente as informações. Em todos os casos ligados ao terrorismo, percebemos que a lógica básica é o FBI que vigia a CIA, que vigia a ASN, etc. É por isso que o mulá Omar e Bin Laden ainda estão por aí.É o que às vezes eu acho excessivo nos panfletos sobre vigilância: sempre há um exagero, essa tendência a pensar que o vigilante não comete erros, que ele não levanta no meio do vídeo para tomar um café, etc. Ele se torna desumano. Mas várias imperfeições prejudicam a potencial eficácia da vigilância.Outro parâmetro a se levar em conta é que cada uma das tecnologias cria seus próprios contrapoderes. Para a observação (videovigilância ou satélites), vemos que a maior dificuldade está na enorme quantidade de imagens em relação ao número de analistas existentes e às capacidades técnicas de análise disponíveis. Dezenas de milhares de amadores que decifram as imagens também se tornam tão poderosos quanto os poderes que dispõem de meios limitados. Constatamos isso no momento do furacão Katrina, quando, ao ver as imagens à sua disposição, os internautas revelaram a impotência das autoridades americanas.Os cidadãos também podem inverter certos meios contra seus criadores e vigiar os vigilantes. Um dos aspectos da nossa pesquisa que nos deixou otimistas é a efervescência criativa que está crescendo ao redor desse assunto. Diversas formas de resistências artísticas ou associativas estão surgindo. Elas podem retardar ou impedir o pior, ao sensibilizar o grande público.LM - Mais que buscar passar despercebido, a solução seria tornar-se ativo para subverter o sistema?Rousselin - Sim, ainda há muitos campos em nossa vida pessoal onde nem tudo está decidido. E por isso cabe a cada um de nós agir para que a vigilância não se amplifique. Assistimos ao surgimento de ativistas, vemos artistas, pessoas que têm comportamentos saudáveis. Mas caímos sob nossas próprias facilidades, nossos pequenos interesses momentâneos. Talvez seja contra isso que devemos lutar. Contra nós mesmos? Sim! Porque gostamos muito do que é moderno e simples. A força do Google ou da Apple são as interfaces incrivelmente fáceis e intuitivas que nos seduzem.Todos temos amigos que fazem demonstração de seu novo objeto super high-tech, que elogiam as virtudes de seu novo telefone, de seu novo assistente pessoal. Eles estão simplesmente promovendo o novo instrumento que os vigia. E se orgulham muito disso. Somos todos um pouco parecidos. Isso mostra que somos modernos. Em certos momentos é preciso saber se mostrar um pouco antiquado e aceitar que nossa vida seja um pouco menos simplificada.Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

21 de janeiro de 2009

A Provação Final da Santa Igreja





No Santo Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo anuncia a Sua Segunda Vinda e nos fala à respeito dos vários sinais que indicam a sua proximidade (Mt 24, 1-44; 13, 1-37; Lc 21, 5-36), a maioria deles se realizando em nossos dias: a multiplicação das guerras, a multiplicação das catástrofes naturais, e principalmente, a perda geral da fé. Entretanto, há dois sinais que ainda não se realizaram, que são: a conversão do povo judeu (Catecismo da Igreja Católica, 674) e aquilo que chamamos a provação final da Santa Igreja. (Catecismo da Igreja Católica, 675-677). Reconhecemos, sim, que nos últimos séculos, e de uma maneira especial nas cinco décadas, inegavelmente a Santa Igreja tem sido perseguida em nossa sociedade; pois o materialismo, o racionalismo, o relativismo, o hedonismo, o socialismo, o espiritismo, o esoterismo e tantas outras doutrinas falsas têm se contraposto à ela. A Santa Igreja é atacada de todos os lados por manter sua posição à respeito de questões morais como o aborto, a eutanásia, as relações pré-matrimoniais, a chamada “segunda união”, as práticas homossexuais, a contracepção artificial e as experiências com células tronco. À nível universal, não há perseguição de sangue à Igreja como havia no antigo Império Romano; mas pelo menos no campo ideológico, a perseguição já se encontra difundida por todos os meios. E à medida que se aproxima a Volta Gloriosa de Nosso Senhor e podemos ter certeza que as perseguições maiores virão, no momento da provação final da Santa Igreja.À respeito deste segundo sinal, diz o Catecismo da Igreja Católica (n. 675), publicado por ordem do saudoso Papa João Paulo II em 1992: “Antes do advento de Cristo a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o “mistério da iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, às custas da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, de um pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne.” Esta provação final, virá, portanto, através de uma falsa religiosidade que será imposta aos homens (”impostura religiosa”) que trará uma solução falsa (”solução aparente”) para os problemas - e nós temos vistos o quantos problemas a humanidade tem enfrentado! Esta falsa religiosidade levará muitos batizados à perda da fé, ou seja a apostasia; pois tal religiosidade, ao invés se glorificar à Deus, se glorifica o próprio homem (”o homem se glorifica a si mesmo”). Esta “auto-glorificação” do homem é sem dúvida alguma presente no panteísmo que vemos hoje no movimento New Age, amplamente difundido no mundo, onde nega-se a existência de um Deus Pessoal e acredita-se que a própria natureza e o próprio homem é Deus. O Catecismo complementa: “A Igreja só entrará na Glória do Reino através desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor na sua Morte e Ressurreição.” (n. 677)Já no Santo Evangelho, Nosso Senhor assim dizia, no momento em que falava sobre a Sua Segunda Vinda: “Cuidai de vós mesmos. Sereis arrastados diante dos tribunais e açoitados nas sinagogas, e comparecerei diante dos governadores e reis por minha causa, para dar testemunho de mim diante deles. (…) quando vos levarem para vos entregar, não premediteis no que haveis de dizer, mas dizei o que vos for inspirado naquela hora; porque não sois vós que falais, mas sim o Espírito Santo. O irmão entregará a morte o irmão, e o pai, o filho; os irmãos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte. E sereis odiados por todos por causa de Meu Nome. Mas o que perseverar até o fim será salvo. (…) Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria; mas Ele abreviou em atenção aos eleitos.” (Mc 13, 9-20) São Paulo confirma tudo isso na sua carta aos Tessalonissenses, dizendo: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar o lugar de Deus, apresentar-se como se fosse Deus. (…) Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopra de Sua Boca e o Esplendor de Sua Vinda. A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal.” (II Ts 2, 3-9). Observemos aqui que o Anticristo é identificado com um homem. Interessante observar também que os adeptos da New Age aguardam a manifestação pública de um “novo messias”, chamado “Maitreya”, que venha instaurar o que um novo tempo que eles chamam de “era de aquário”.No Apocalipse, São João fala da provação final da Igreja, dizendo que a Besta (ap 13, 1-18), identificada como o Anticristo (v.18), “fará guerra aos santos e irá vencê-los” (v.7), e “hão de adorá-la todos os habitantes da terra, cujo os nomes não estão inscritos no livro da vida.” (v.8); que só poderá comprar ou vender que se deixar marcar pelo sinal do Anticristo (v.17); que os mártires, que morrerem por Nosso Senhor nessa perseguição, pedirão justiça à Deus (Ap 6, 9-10), e Deus enxugará a lágrima de seus olhos (Ap 7, 13-16).O anúncio do reino do Anticristo também é retomado por diversos santos canonizados pela Santa Igreja ao longo dos séculos: “Em todos os sentidos esse impostor procurará assemelhar-se ao Filho de Deus. Cristo é um leão, o anticristo é um leão. Cristo é o rei de todas as coisas celestes e terrestres, o anticristo será o rei da terra.”(Santo Hipólito, 235) “O anticristo reinará de oceano a oceano. Será um filho ilegítimo sob o poder de satanás. Deus permitirá que o demônio tome posse completa dele, desde a sua pecaminosa concepção.” (São João Damasceno, 770) “Reinará por um breve tempo. Não será o próprio satanás, mas um ser humano parecido com um demônio por sua horripilante atrocidade. Apresentar-se-á como Messias enviado por Deus, e os judeus o aceitarão como tal. No entanto, tratará de transformar toda a ordem da terra. Desprezará as leis e os princípios religiosos, para atrair o mundo para si.” (Santa Hildegarda, 1179) “O tempo do anticristo chegará quando a iniqüidade e a impiedade abundarem, quando a injustiça tiver enchido a medida até fazê-la transbordar e quando a maldade tiver chegado à proporções desmedidas.” (Santa Brígida, 1373) São Luiz Maria Montfort anuncia, no século 18, que o demônio suscitaria em breve “perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e verdadeiros filho de Maria”, e que elas “se multiplicarão todos os dias até o reino do Anticristo.” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 50-51)Também em La Salette, na França, no ano de 1846, em aparição oficialmente reconhecida pela Santa Igreja, a própria Virgem Santíssima anuncia: “O Vigário do meu Filho terá muito que sofrer, porque por um tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições - será o tempo das trevas. A Igreja terá uma crise medonha. (…) Haverá guerras, até à última, que será feita, então, pelos dez reis aliados do Anticristo, que terão, todos, o mesmo desígnio, e serão os únicos a governar o mundo. (…) Nascerá o Anticristo, de uma religiosa hebraica, de uma falsa virgem, que terá comunicação com a antiga serpente, o mestre da impureza. O seu pai será bispo. Em seu nascimento, vomitará blasfêmias, terá dentes; numa palavra, será uma encarnação do diabo. Soltará gritos medonhos, fará prodígios e só se alimentará de impurezas. (…) Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo. Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares, e os homens se irão perverter cada vez mais. Deus cuidará dos Seus fiéis servidores e dos homens de boa vontade.”Não nos esqueçamos, porém, que o Senhor que nos anuncia a provação é o mesmo Senhor que nos anuncia a vitória. E Ele nos assegura: “Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque se aproxima a vossa libertação.” (Lc 21, 28 )

27 de maio de 2008

TEXTO PARA REFLETIR

O maior poder: Deus. O pior inimigo: o Egoísmo. O maior conhecimento: De si mesmo. O maior lema: Só por hoje. A maior luz: O amor. O pior fracasso: O desânimo . A maior pobreza: A preguiça. O melhor esporte: A pratica do bem. A maior serenidade: Humildade. O negócio mais vantajoso: O trabalho. O dia mais importante: Hoje. O maior mandanento: Amar. A maior falta: A mentira. O maior desafio: Vencer o orgulho. A maior coragem: Reconhecer os próprios defeitos. A maior mudança: Da personalidade. A maior vitória: Vencer os defeitos de caráter. A pior das trevas: O ódio. A pior miséria: Ignorâcia espiritual.