21 de março de 2009

21_de_Dezembro_de_2012

Crise sistêmica global



Crise sistêmica global: Novo ponto de inflexão em Março de 2009 Artigo relacionado: Crise sistêmica global: Cessação de pagamentos do governo americano no Verão de 2009 — 'quando o mundo tomar consciência verá que esta crise é pior que a dos anos 1930' por GEAB [*] O LEAP/E2020 prevê que em Março de 2009 a crise sistémica global venha a experimentar um novo ponto de inflexão de uma importância análoga ao de Setembro de 2008. Nossa equipe considera com efeito que este período do ano de 2009 será caracterizado por uma tomada de consciência geral da existência de três importantes processos desestabilizadores da economia mundial, a saber: 1. A tomada de consciência da longa duração da crise 2. A explosão do desemprego no mundo inteiro 3. O risco do colapso brutal do conjunto dos sistema de pensão por capitalização. Este ponto de inflexão será assim caracterizado por um conjunto de fatores psicológicos, a saber: a percepção geral pelas opiniões públicas na Europa, na América e na Ásia de que a crise em curso escapou ao controle de qualquer autoridade pública, nacional ou internacional, que ela afeta severamente todas as regiões do mundo ainda que algumas sejam mais afetadas do que outras (ver GEAB Nº 28), que ela atinge diretamente centenas de milhões de pessoas no mundo 'desenvolvido' e que ela não faz senão pior à medida em que as consequências se fazem sentir na economia real. Os governos nacionais e as instituições internacionais têm apenas um trimestre para se prepararem para esta situação que potencialmente é portadora de um risco importante de caos social. Os países menos bem equipados para gerir socialmente a ascensão rápida do desemprego e o risco crescente sobre as reformas serão os mais desestabilizados por esta tomada de consciência das opiniões públicas. Neste GEAB Nº 30, a equipe do LEAP/E2020 pormenoriza estes três processos desestabilizadores (dois dos quais são apresentados neste comunicado público) e apresenta as suas recomendações para enfrentar este aumento dos riscos. Além disso, este número faz também, como todos os anos, uma avaliação objetiva da fiabilidade das antecipações do LEAP/E2020, que permite precisar igualmente certos aspectos metodológicos do processo de análise que executamos. Em 2008, a taxa de êxito do LEAP/E2020 foi de 80%, com uma ponta de 86% para as antecipações estritamente sócio-econômicas. Para um ano de grandes perturbações, é um resultado de que estamos orgulhosos. Como pormenorizamos no GEAB Nº 28 , a crise afetará de maneira diversificada as diferentes regiões do mundo. Contudo, e o LEAP/E2020 deseja ser muito claro acerca deste ponto, ao contrário dos discursos atuais dos mesmos peritos que negavam a existência de uma crise em gestação há três anos, que negavam que ela fosse global há dois anos e que negavam há apenas seis meses que ela seja sistêmica, nos antecipamos uma duração mínima de três anos para esta fase de decantação da crise [1] . Ela não estará terminada nem na Primavera de 2009, nem no Verão de 2009, nem no princípio de 2010. É só nos fins de 2010 que a situação começará a se estabilizar e a melhorar um pouco em certas regiões do mundo, a saber na Ásia e na zona Euro, assim como para os países produtores de matérias-primas energéticas minerais ou alimentares [2] . Alhures, ela continuará. Em particular nos Estados Unidos e no Reino Unido e nos países mais ligados a estas economias, em que ela se inscreve numa lógica decenal. É apenas por volta de 2018 que estes países podem encarar um retorno ao crescimento real. Além disso, não se pode imaginar que a melhoria do fim de 2010 assinalará o retorno a um crescimento forte. A convalescença será longa. As bolsas, por exemplo, precisarão igualmente de uma década para retornar aos níveis do ano de 2007, se elas ali chegarem um dia. É preciso recordar que a Wall Street precisou de 20 anos para retornar aos seus níveis do fim dos anos 1920. Ora, segundo o LEAP/E2020 esta crise é mais profunda e durável que aquela dos anos 1930. Esta tomada de consciência da longa duração da crise vai progressivamente tornar-se clara junto às opiniões públicas no decorrer do próximo trimestre. E ela desencadeará imediatamente dois fenômenos portadores de instabilidade sócio-econômica: o medo, pânico do amanhã e a crítica reforçada dos dirigentes do país. O risco de colapso brutal do conjunto dos sistemas de pensão por capitalização.Finalmente, no quadro das consequências da crise que afetarão diretamente dezenas de milhões de pessoas nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido, no Japão, na Holanda e na Dinamarca em particular [3]. É preciso integrar o fato de que a partir do fim de ano de 2008 vão multiplicar-se noticias referentes a perdas maciças dos organismos que gerem ativos destinados a financiar estas reformas. A OCDE estima em US$4 milhões de milhões as perdas dos fundos de pensão apenas para o ano de 2008 [4] . Na Holanda [5] assim como no Reino Unido [6] , os organismos de vigilância dos fundos de pensão acabam de lançar gritos de alarme exigindo com urgência um acréscimo das quotizações obrigatórios e uma intervenção do Estado. Nos Estados Unidos, são anúncios múltiplos de aumento das contribuições e de diminuição dos pagamentos que são emitidos a um ritmo crescente [7] . E é só nas próximas semanas que numerosos fundos vão poder fazer realmente o cálculo do que perderam [8] . Muitos iludem-se ainda sobre a sua capacidade de reconstituir o seu capital no momento de uma próxima saída da crise. Em Março de 2009, quando gestores de fundos de pensão reformados e governos vão simultaneamente tomar consciência de que a crise vai durar, que ela vai coincidir com a chegada maciça dos "babyboomers" à aposentadoria e que as bolsas têm pouca probabilidade de recuperar antes de longos anos os seus níveis de 2007 [9] , o caos vai instalar-se neste setor e os governos vão se aproximar cada vez mais da obrigação de intervir para nacionalizar todos estes fundos. A Argentina, que tomou esta decisão há alguns meses, surgirá então como um precursor. Todas estas tendências já estão em curso. A sua conjunção e a tomada de consciência pelas opiniões públicas das consequências que elas implicam constituirá o grande choque psicológico mundial da Primavera de 2009, a saber, que estamos todos mergulhados numa crise pior que aquela de 1929; e que não há saída possível da crise a curto prazo. Esta evolução terá um impacto decisivo sobre a mentalidade coletiva mundial dos povos e dos decisores e modificará pois consideravelmente o processo do desenrolar da crise no período que se seguirá. Com mais de ilusões e menos de certezas, a instabilidade sócio-política global vai aumentar consideravelmente. Finalmente, este GEAB Nº 30 apresenta igualmente uma série de 13 perguntas/respostas a fim de ajudar de maneira quase interativa os poupadores/investidores/decisores a melhor compreender e antecipar os desenvolvimentos a acontecer da crise sistêmica global: 1- Esta crise será diferente das crise que anteriormente afetaram o capitalismo? 2- Esta crise será diferente da crise dos anos 1930? 3- A crise será tão grave na Europa e na Ásia quanto nos Estados Unidos? 4- As medidas empreendidas atualmente pelos Estados do mundo inteiro serão suficiente para jugular a crise? 5- Quais os principais riscos que pesam sobre o sistema financeiro internacional? E todas as poupanças são iguais face à crise? 6- A zona Euro constituirá uma verdadeira proteção contra os piores aspectos da crise? E o que poderia ela fazer para melhorar este estatuto? 7- O sistema de Bretton Woods (sob a sua última versão dos anos 1970) está em vias de afundar? O euro deve substituir o dólar? 8- O que se pode esperar do próximo G20 em Londres? 9- Pensar que a deflação seja atualmente a maior ameaça que paira sobre as economias mundiais? 10- Pensar que o governo Obama estará em condições de impedir os Estados Unidos de soçobrar na "Muito grande depressão americana"? 11- Em termos de moedas, para além da vossa antecipação referente à retomada da queda do dólar dos EUA ao longo de todos os próximos meses, pensar que a libra esterlina e o franco suíço sejam sempre moedas de estatuto internacional? 12- Pensar que o mercado dos CDS esteja a ponto de implodir? E quais seriam as consequências de um tal fenômeno? 13- A "bolha dos Títulos do Tesouro dos EUA" estará a ponto de explodir? 16/Dezembro/2008 Notas: (1) Acerca desta crise é útil ler uma contribuição muito interessante de Robert Guttmann publicada no 2º semestre de 2008 no sítio web Revues.org , apoiado pela Maison des Sciences de l'Homme Paris-Nord.. (2) São as matérias-primas que começam a relançar o mercado do transporte marítimo internacional. Fonte: Financial Times, 14/12/2008 (3) Um vez que são os países que mais desenvolveram os sistemas de reforma por capitalização. Ver GEAB Nº 23 . Mas também é o caso da Irlanda. Fonte: Independent, 30/11/2008 (4) Fonte: OCDE , 12/11/2008 (5) Fonte: NU.NL , 15/12/2008 (6) Fonte: BBC , 09/12/2008 (7) Fontes: WallStreetJournal, 17/11/2008 ; Phillyburbs , 25/11/2008 ; RockyMountainNews , 19/11/2008 (8) Fonte: CNBC , 05/12/2008 (9) E não mencionamos sequer a influência da explosão da bolha dos Títulos do Tesouro dos EUA que também afetará brutalmente os fundos de pensão. Ver Q&A, GEAB N°30. [*] Global Europe Anticipation Bulletin. O original encontra-se em www.leap2020.eu Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/


20 de março de 2009

ESCRAVOS DA BESTA: ESTAMOS SENDO MONITORADO



As liberdades individuais se reduzem: Podemos escapar à vigilância?
Espacojames: O cerco está se fechando, olhem a foto abaixo, e veja a quantidade de satélites, cada bolinha branca representa um satélite e milhares deles já estão nos espionando.
O artigo-entrevista abaixo traz algumas revelações que a muitos não assustam, mas que deveriam chamar a atenção de nós todos. O fato é que estamos sendo cada vez mais vigiados e monitorados, e percebo isso agora enquanto faço as declarações de Imposto de Renda.O cruzamento de dados é imediato e fulminante, de modo que aos poucos ficaremos completamente imobilizados nas mãos do governo, que saberá o que compramos e quanto, na tentativa feroz de sempra mais arrecadar. Para sempre mais poder nos roubar e dividir com alguns poucos.Não somente isso, sabemos que nossos dados pessoais, que deveriam ser invioláveis por lei, estão sendo remetidos para o computador da besta internacional, que vai montando assim o perfil de cada cidadão do planeta, sua residência, seus gostos e tendências, especialmente sua religião.Desta forma, quando explodir o reino do anticristo, quando vier a falsa igreja do antipapa, eles não precisarão nem pestanejar, pois já sabem onde ir buscar, e a quem eles precisam calar ou matar. Tudo isso eles vão descobrindo a cada ficha que você preencha, cada cadastro com seus números de identificação, e isso vai desde sua identidade, seu CPF, seu título de eleitor e carteira de motorista.Hoje se comenta, inclusive, que os novos televisores vêm munidos com dispositivos internos de gravação, que captam as conversas dentro das lares, e fazem isso através do cabo neutro da energia elétrica. Sabendo disso, instalei uma chave geral, que desliga os dois cabos do aparelho de TV, entretanto, parece que ela fica furiosa, pois mesmo desligada, de quando em vez ela emite um barulho interno, como um pulso elétrico, o que é muito estranho.Alguns dizem que isso é loucura, mas tudo aquilo que hoje se diz loucura, amanhã pode ser estonteante dealidade. Tudo aquilo que um cérebro louco prenuncia hoje, amanhã tem o inventor, que torne aquilo realidade. De fato, estamos cada vez mais enredados, e o texto irá mostrar que não tem como escapar: quem pensa sair do laço, cairá na cova. Mesmo que fuja para o mato, ainda assim não estará livre dos satélites que olham tudo do espaço, e monitoram objetos de até 20 cm de diametro. Podem então lhe dar um tiro na boca, onde você estiver.Estes são sinais que cumprem sem dúvida o Apocalipse 13, e sinais também de que Deus está perto de intervir no mundo. Afinal, o Apocalipse são revelações do próprio Jesus. As liberdades individuais se reduzem: Podemos escapar à vigilância?
13.04.2008 - As liberdades individuais se reduzem no mesmo ritmo em que as novas tecnologias se desenvolvem. No entanto, sem nos preocupar, ajudamos essa vigilância ao revelar nossas vidas na Internet ou utilizar senhas eletrônicas. Assim sacrificamos a liberdade pelo conforto, a diversão ou a segurançaSatélites de observação, câmeras de vigilância, passaportes biométricos, cadastros administrativos, policiais ou comerciais, chips de radiofreqüência, GPS, telefones celulares, Internet: o cidadão moderno está no centro de uma rede de tecnologias cada vez mais aperfeiçoadas e cada vez mais indiscretas. Cada um desses instrumentos, que deveriam nos dar conforto e segurança, pergunta diariamente um pouco mais sobre nós mesmos, nos classifica, nos observa. Ao mesmo tempo cúmplices e inconscientes, caímos na sociedade da vigilância.Ainda é possível escapar desses inúmeros dispositivos que nos cercam? Perguntamos a Thierry Rousselin, consultor em observação espacial, ex-diretor de programa de armamentos na Delegação Geral para o Armamento, que publica com Françoise de Blomac, especialista em novas tecnologias da informação, "Sous Surveillance" (ed. Les Carnets de l'Info), um apanhado muito útil dessas tecnologias, que tenta distinguir entre as fantasias e os verdadeiros riscos de desvios.Le Monde - Quais são hoje os grandes campos da vigilância tecnológica?Thierry Rousselin - Poderíamos traçar círculos concêntricos. O primeiro são os "pedaços" de nós mesmos, tudo o que se refere à biometria. Progressivamente, damos um certo número de elementos que nos pertencem, que nos identificam. Isso começou com nossas impressões digitais. Hoje é a vez do DNA, da íris, da palma da mão, e em breve nossa maneira de andar ou nossos tiques. Nossa identidade está se confundido com a biologia e nossos comportamentos físicos. O segundo círculo são todos os sensores que nos cercam: os que nos olham com a videovigilância, as webcams, os teleguiados, os aviões, os helicópteros, os satélites.Também há a escuta, em todos os sentidos da palavra. Não devemos nunca esquecer que o principal meio de escuta é uma pessoa ao nosso lado. Podemos também utilizar nossas próprias ferramentas, sobretudo o telefone. Fui visto, fui escutado, também sabem onde estou ou quem sou através de meus próprios objetos? Eu comprei um GPS ou um celular. Será que podem me seguir através desses aparelhos? Os diversos cartões -de pagamento, de fidelidade, de crédito- que tenho em minha carteira contam coisas sobre mim em tempo real cada vez que os utilizo. Os formulários que preenchi há 30 anos desenham uma imagem de mim mais precisa que minhas próprias lembranças.O último ponto se refere ao computador. Será que ao utilizá-lo eu transmito informações além do que estou percebendo? Há um certo número de anos, vemos que em cada inquérito judicial os policiais usam o computador. Ele pode contar coisas sobre nossas atividades. Depois há a Internet. Nela nos preocupamos que as pessoas sejam capazes de entrar na rede para extrair nossas informações. Minha sede de fazer amigos, de me fazer conhecer, não me leva a contar coisas demais que um dia poderão ser usadas contra mim? Portanto, os domínios da vigilância afetam hoje quase todas as nossas interações com o mundo exterior, quase todos os nossos sentidos.As preocupações são ainda mais vivas porque percebemos que teríamos muita dificuldade para dispensar várias dessas tecnologias. Sim, somos em grande parte cúmplices do avanço da vigilância. Primeiro, ela simplifica nossa vida. Preferimos ter um cartão a um tíquete para pegar um ônibus, assim não precisamos perfurar a passagem. O passe Navigo, que os transportes públicos franceses (RATP) estão substituindo pelo cartão Laranja, contém um chip de radiofreqüência no qual são incluídos dados pessoais que permitem reconstituir todos os seus deslocamentos durante dois dias. Ao utilizá-lo, você não se desloca mais anonimamente. Mas o cartão permitiu ganhar tempo nos guichês e nos portões, e fluidificar o fluxo de passageiros. A maioria dos usuários o considera principalmente um aperfeiçoamento do serviço.Nos EUA, uma empresa comercializa um cartão especial para evitar as filas de espera nos controles dos aeroportos. Para obtê-lo, é preciso responder a um questionário detalhado na Internet e fornecer elementos de identificação biométricos. Recentemente, um dos primeiros assinantes comentou o serviço nestes termos: "Ao me inscrever, comecei a pensar: espero que eles tenham um bom sistema de segurança, diante da quantidade de informações que forneci... Mas não pensarei mais nisso quando passar assobiando pela via expressa, olhando para a enorme fila dos coitados que esperam". É totalmente típico de nossa ambivalência sobre essas questões. Sentimos que confiamos elementos íntimos, às vezes para empresas que nem sequer existiam há um ano.Mas elas fornecem serviços tão práticos que preferimos esquecer os riscos que isso representa. Também é o caso das soluções RFID [identificação por radiofreqüência] e GPS [sistema de posicionamento global] destinadas a crianças ou aos doentes de Alzheimer. Aceitamos a vigilância porque ela envolve nossos próximos mais frágeis. Mas para os industriais essas técnicas também representam as condições do mercado. Começamos a aceitá-las para as pessoas que mais queremos, e isso abre caminho para a utilização em massa.LM - O interesse financeiro também pode influir?Rousselin - É claro! Se eu aceito um cartão fidelidade, vou receber presentes em troca de alguns dados pessoais. Na Grã-Bretanha, várias companhias propõem seguros mais baratos para motoristas que se comprometem a não rodar em certas horas de dias "de risco". Para verificar, as empresas têm o direito de obter todas as informações sobre os deslocamentos contidas no computador eletrônico do veículo. Os clientes trocaram uma economia substancial contra a perda da confidencialidade de suas idas e vindas. Ao contrário, proteger seu anonimato pode custar mais caro. A CNIL [Comissão Nacional da Informática e das Liberdades] pediu que a RATP proponha um cartão sem informações pessoais. É o passe Navigo Découverte: ele existe, mas é mais caro que o passe clássico.LM - Muitos prefeitos franceses aderiram à videovigilância, no modelo da Grã-Bretanha, onde já são utilizadas ao todo 25 milhões de câmeras. A que se deve esse entusiasmo?Rousselin - É muito irracional! Em novembro, a ministra do Interior, Michèle Alliot-Marie, afirmou que "a eficácia da videovigilância para melhorar de modo significativo a segurança cotidiana está comprovada". No entanto, não existe um trabalho de pesquisa que confirme a eficácia das câmeras. Com freqüência, por trás dos sistemas tecnológicos de vigilância há a incapacidade do poder público de dar respostas reais aos problemas. Instalam-se câmeras porque são muito visíveis e custam menos que contratar pessoas e realizar um verdadeiro trabalho em campo.Portanto, todo mundo adere, enquanto no Reino Unido os balanços são muito moderados. O efeito é muito fraco em termos de prevenção, de dissuasão, sobretudo quanto aos ataques a pessoas (brigas, violações...), muitas vezes devidos a pessoas de comportamento impulsivo que não se importam de estar sendo filmadas. O mesmo vale para o terrorismo: os "loucos por Deus" ou por uma causa qualquer ficariam até contentes de passar assim à posteridade.Quanto aos pequenos delitos praticados por batedores de carteira no metrô, são rápidos demais para ser notados e seus autores agem em lugares muitas vezes de múltiplos usos. A videovigilância é uma ajuda preciosa principalmente na solução de investigações a posteriori.LM - Diante dessa generalização dos meios de vigilância, ainda é possível "desaparecer" em nossas sociedades, escapar ao controle da tecnologia?Rousselin - Desaparecer ainda é possível: vários milhares de pessoas o fazem voluntariamente todo ano na França sem que o fisco ou a seguridade social consigam encontrá-las. Mas é preciso saber o que isso representa como esforço, sobretudo se você fica na ilegalidade, sem uma falsa identidade ou cirurgia plástica. A opção "ilha deserta" é aparentemente a mais simples de realizar.Você se retira para uma zona rural na qual poderá praticar um modo de vida que reduza ao máximo os intercâmbios comerciais, sem computador nem celular; eles ainda existem na França. Você fecha sua conta no banco e paga tudo em espécie. Será preciso se abster de viajar ao estrangeiro, principalmente aos EUA, para não ter de preencher papéis que apelam para a biometria. Será preciso manter sua antiga carteira de identidade, que na França é válida enquanto você estiver reconhecível na foto.É claro que não poderá mandar seus filhos à escola no sistema oficial. E o verdadeiro limite será a saúde, pois a partir do momento em que você precisar do sistema de saúde entrará obrigatoriamente nos arquivos. O problema é que essa retirada da sociedade vai parecer uma viagem ao passado, um retorno a formas antigas de controle social.Em seu vilarejo perdido não haverá quase ninguém, mas todo mundo num raio de 10 quilômetros conhecerá seus hábitos de vida, suas particularidades. Os séculos anteriores à tecnologia moderna estavam longe de ser épocas sem vigilância. Para evitar isso, você talvez prefira se fundir à selva urbana. A multidão das cidades também pode garantir o anonimato. Mas nesse caso a margem entre saída do sistema e exclusão é perigosamente estreita. Você passará despercebido, mas com um modo de vida cada vez mais parecido com o de um sem-teto.LM - Sem ir tão longe, ainda podemos pelo menos controlar as informações que deixamos sobre nós?Rousselin - Se você decide continuar na sociedade, necessariamente circulam informações sobre você. Você paga impostos ao fisco, que por conseguinte sabe coisas sobre você, assim como seu empregador, etc. Por outro lado, pode evitar dar informações sobre si mesmo que ninguém o obriga a revelar. Pode evitar preencher todos os questionários a que nem presta atenção, geralmente sob o pretexto de ganhar brindes. Podemos muito bem sobreviver sem cartões fidelidade e sem dar nossa ficha completa para comprar uma torradeira de pão. É verdade que ganhamos com isso, mas principalmente damos o direito de que o conjunto de nossas compras seja analisado e identificado. Os cartões fidelidade alimentam constantemente bancos de dados que memorizam todas as transações.Progressivamente, deixamos que se forme uma mina de informações sobre nós mesmos. Alguns desses arquivos circulam livremente, se você esquecer de marcar o quadradinho embaixo à direita que proíbe que seu interlocutor ceda seus dados para "parceiros". Portanto, quando você preenche questionários não-obrigatórios, não é absolutamente obrigado a dar informações reais. Nada o impede de errar seu endereço ou o número de telefone.LM - Os telefones celulares são cada vez mais considerados potenciais espiões. Podemos limitar esse risco?Rousselin - A partir do momento em que seu aparelho está ligado ou à espera (em stand-by), sua operadora, a pedido de um vigilante, pode efetivamente acionar uma série de mecanismos de espionagem. Para a localização existem vários procedimentos que permitem situá-lo com precisão de cerca de 50 metros, utilizando, por triangulação, as três antenas retransmissoras mais próximas de seu aparelho. É o que foi utilizado para localizar o comando que assassinou o delegado Erignac.Os telefones de última geração, que hoje constituem o topo de linha, contêm um chip GPS e serão localizáveis com muito mais facilidade e precisão. Para a escuta, isso não se limita à possibilidade de interceptar uma conversa, o que se tornou muito simples. Uma operadora também tem a capacidade de usar um celular como microfone de ambiente.Juridicamente, os serviços policiais podem, sob certas condições, pedir à operadora que transforme o telefone em microfone e escutar tudo o que se diz ao redor da pessoa que o utiliza. Mas em todo caso, tanto para localização como para escuta, é preciso que o celular não esteja desligado. Se estiver, nada mais é possível, ao contrário do que afirmaram vários artigos que confundiram desligado com o modo em espera.Portanto, se você quiser evitar ser constantemente localizável, faça como os policiais ou os bandidos: desligue seu celular assim que não o estiver mais usando. Evidentemente, você perderá um dos grandes interesses do aparelho, o de poder ser localizado a qualquer momento.LM - A maior brecha em nossa vida privada continua sendo o computador conectado à Internet?Rousselin - É verdade. A maioria dos computadores é fornecida com sistemas operacionais que dão direito juridicamente à Microsoft ou à Apple de colocar espiões em sua casa, supostamente por bons motivos. Desde a conexão à rede, e sem qualquer decisão autônoma de nossa parte, haverá todo um pequeno tráfego para propor atualizações, verificar se não estamos utilizando programas piratas e coletar informações sobre nosso local de trabalho.Recentemente, o estado da Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha, votou um projeto de lei autorizando a polícia a colocar vírus de escuta no computador de suspeitos. Isso serviu como alerta. As pessoas perceberam que tecnicamente era infantil e que muitas empresas sabiam fazer isso. Assim que a pessoa entra na rede a coisa se agrava.Cada vez que vemos um site, ele registra o número de páginas vistas, seu tempo de consulta, os links seguidos, a integralidade do percurso do cliente antes da transação, assim como os sites visitados antes e depois. Imagine os mesmos métodos aplicados à revista que seus leitores têm nas mãos: eles concordariam que você conhecesse sistematicamente o tipo de poltrona em que estão sentados, o grau de seus óculos, suas horas de leitura, o jornal que leram antes deste? Certamente não, no entanto é o que acontece, sem nossa interferência, cada vez que navegamos.O "New York Times" publicou uma pesquisa em dezembro passado que explica que quando entramos no Yahoo damos 811 informações pessoais simultâneas. O computador é uma verdadeira janela para o mundo, mas não tem cortinas. Assim, se quero ter certeza de passar despercebido, não entro na Internet. Mas isso equivale cada vez mais a dizer "saí do jogo social".LM - Isso será possível daqui a 15 ou 20 anos, quando tudo estiver desmaterializado, principalmente as formalidades administrativas? Nesse novo "jogo social", por que o senhor é tão crítico com as redes sociais ou a prática dos blogs?Rousselin - Porque, para mim, o maior risco se situa aí, principalmente no que se refere aos adolescentes. Milhões deles abriram blogs ou participam de fóruns onde vão deixar um volume enorme de informações sem perceber as conseqüências. Já vimos diversos casos. Jovens que massacram em seus blogs as empresas onde fizeram estágios e que dois anos depois se surpreendem ao saber que os recrutadores lêem esse tipo de coisa. Fazer besteiras e querer se mostrar é próprio da adolescência. O problema é que as divulgamos em sistemas tecnológicos privados que as guardarão na memória. Noventa por cento das pessoas que se inscrevem em redes sociais as abandonam dois meses depois. Elas fizeram todo o processo de admissão e depois acabam se cansando, e deixam para trás montes de dados pessoais.Eu acabo de fazer uma experiência edificante nesse sentido, no âmbito profissional. Estava em um centro de informação militar para uma auditoria e visitei as unidades de produção. Ao voltar, quando redigi meu relatório, percebi que não havia anotado o nome do responsável. Então fui procurar em uma ferramenta que permite buscar quem está em qual rede social, o equivalente a um metamotor de busca para as redes sociais. Coloquei as informações de que dispunha (o primeiro nome dele, sua nacionalidade e seu empregador). Encontrei o sujeito no LinkedIn. Nesse site havia sua biografia, que ele mesmo havia digitado, assim como todas as suas missões militares até seu posto atual. Fiquei atônito.Google e Yahoo tornaram-se assim os principais detentores de informações sobre nossos comportamentos, nossos hábitos de consumo. São empresas que não existiam há dez ou 15 anos. Quem pode dizer o que elas serão daqui a 20?LM - Acabamos de ver que restam algumas margens de manobra se quisermos escapar da vigilância tecnológica. Mas o que vai acontecer no dia em que todos esses sistemas estiverem interconectados, quando for instaurada a "convergência" dos arquivos, dos computadores, dos meios de observação que alguns autores anunciam como inevitável até 2050?Rousselin - Não tenho certeza se podemos ser tão categóricos sobre a chegada desse metassistema. Há vários fatores difíceis de medir, que podem retardar essa evolução ou mesmo impedi-la, emperrando o sistema. Primeiro a incompetência, que não se deve subestimar jamais. O vigilante é, por definição, paranóico. Em conseqüência, hoje ele tem muitos inimigos entre os que supostamente estariam do seu lado. Antes de chegar a um sistema que poderá dispensar os humanos, ainda haverá pessoas que brigam, serviços que não se comunicam, responsáveis que dissimulam as informações. O bê-á-bá da administração pública há 5 mil anos consiste, entre os serviços públicos, em ocultar mutuamente as informações. Em todos os casos ligados ao terrorismo, percebemos que a lógica básica é o FBI que vigia a CIA, que vigia a ASN, etc. É por isso que o mulá Omar e Bin Laden ainda estão por aí.É o que às vezes eu acho excessivo nos panfletos sobre vigilância: sempre há um exagero, essa tendência a pensar que o vigilante não comete erros, que ele não levanta no meio do vídeo para tomar um café, etc. Ele se torna desumano. Mas várias imperfeições prejudicam a potencial eficácia da vigilância.Outro parâmetro a se levar em conta é que cada uma das tecnologias cria seus próprios contrapoderes. Para a observação (videovigilância ou satélites), vemos que a maior dificuldade está na enorme quantidade de imagens em relação ao número de analistas existentes e às capacidades técnicas de análise disponíveis. Dezenas de milhares de amadores que decifram as imagens também se tornam tão poderosos quanto os poderes que dispõem de meios limitados. Constatamos isso no momento do furacão Katrina, quando, ao ver as imagens à sua disposição, os internautas revelaram a impotência das autoridades americanas.Os cidadãos também podem inverter certos meios contra seus criadores e vigiar os vigilantes. Um dos aspectos da nossa pesquisa que nos deixou otimistas é a efervescência criativa que está crescendo ao redor desse assunto. Diversas formas de resistências artísticas ou associativas estão surgindo. Elas podem retardar ou impedir o pior, ao sensibilizar o grande público.LM - Mais que buscar passar despercebido, a solução seria tornar-se ativo para subverter o sistema?Rousselin - Sim, ainda há muitos campos em nossa vida pessoal onde nem tudo está decidido. E por isso cabe a cada um de nós agir para que a vigilância não se amplifique. Assistimos ao surgimento de ativistas, vemos artistas, pessoas que têm comportamentos saudáveis. Mas caímos sob nossas próprias facilidades, nossos pequenos interesses momentâneos. Talvez seja contra isso que devemos lutar. Contra nós mesmos? Sim! Porque gostamos muito do que é moderno e simples. A força do Google ou da Apple são as interfaces incrivelmente fáceis e intuitivas que nos seduzem.Todos temos amigos que fazem demonstração de seu novo objeto super high-tech, que elogiam as virtudes de seu novo telefone, de seu novo assistente pessoal. Eles estão simplesmente promovendo o novo instrumento que os vigia. E se orgulham muito disso. Somos todos um pouco parecidos. Isso mostra que somos modernos. Em certos momentos é preciso saber se mostrar um pouco antiquado e aceitar que nossa vida seja um pouco menos simplificada.Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

21 de janeiro de 2009

A Provação Final da Santa Igreja





No Santo Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo anuncia a Sua Segunda Vinda e nos fala à respeito dos vários sinais que indicam a sua proximidade (Mt 24, 1-44; 13, 1-37; Lc 21, 5-36), a maioria deles se realizando em nossos dias: a multiplicação das guerras, a multiplicação das catástrofes naturais, e principalmente, a perda geral da fé. Entretanto, há dois sinais que ainda não se realizaram, que são: a conversão do povo judeu (Catecismo da Igreja Católica, 674) e aquilo que chamamos a provação final da Santa Igreja. (Catecismo da Igreja Católica, 675-677). Reconhecemos, sim, que nos últimos séculos, e de uma maneira especial nas cinco décadas, inegavelmente a Santa Igreja tem sido perseguida em nossa sociedade; pois o materialismo, o racionalismo, o relativismo, o hedonismo, o socialismo, o espiritismo, o esoterismo e tantas outras doutrinas falsas têm se contraposto à ela. A Santa Igreja é atacada de todos os lados por manter sua posição à respeito de questões morais como o aborto, a eutanásia, as relações pré-matrimoniais, a chamada “segunda união”, as práticas homossexuais, a contracepção artificial e as experiências com células tronco. À nível universal, não há perseguição de sangue à Igreja como havia no antigo Império Romano; mas pelo menos no campo ideológico, a perseguição já se encontra difundida por todos os meios. E à medida que se aproxima a Volta Gloriosa de Nosso Senhor e podemos ter certeza que as perseguições maiores virão, no momento da provação final da Santa Igreja.À respeito deste segundo sinal, diz o Catecismo da Igreja Católica (n. 675), publicado por ordem do saudoso Papa João Paulo II em 1992: “Antes do advento de Cristo a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o “mistério da iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, às custas da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, de um pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne.” Esta provação final, virá, portanto, através de uma falsa religiosidade que será imposta aos homens (”impostura religiosa”) que trará uma solução falsa (”solução aparente”) para os problemas - e nós temos vistos o quantos problemas a humanidade tem enfrentado! Esta falsa religiosidade levará muitos batizados à perda da fé, ou seja a apostasia; pois tal religiosidade, ao invés se glorificar à Deus, se glorifica o próprio homem (”o homem se glorifica a si mesmo”). Esta “auto-glorificação” do homem é sem dúvida alguma presente no panteísmo que vemos hoje no movimento New Age, amplamente difundido no mundo, onde nega-se a existência de um Deus Pessoal e acredita-se que a própria natureza e o próprio homem é Deus. O Catecismo complementa: “A Igreja só entrará na Glória do Reino através desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor na sua Morte e Ressurreição.” (n. 677)Já no Santo Evangelho, Nosso Senhor assim dizia, no momento em que falava sobre a Sua Segunda Vinda: “Cuidai de vós mesmos. Sereis arrastados diante dos tribunais e açoitados nas sinagogas, e comparecerei diante dos governadores e reis por minha causa, para dar testemunho de mim diante deles. (…) quando vos levarem para vos entregar, não premediteis no que haveis de dizer, mas dizei o que vos for inspirado naquela hora; porque não sois vós que falais, mas sim o Espírito Santo. O irmão entregará a morte o irmão, e o pai, o filho; os irmãos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte. E sereis odiados por todos por causa de Meu Nome. Mas o que perseverar até o fim será salvo. (…) Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria; mas Ele abreviou em atenção aos eleitos.” (Mc 13, 9-20) São Paulo confirma tudo isso na sua carta aos Tessalonissenses, dizendo: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar o lugar de Deus, apresentar-se como se fosse Deus. (…) Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopra de Sua Boca e o Esplendor de Sua Vinda. A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal.” (II Ts 2, 3-9). Observemos aqui que o Anticristo é identificado com um homem. Interessante observar também que os adeptos da New Age aguardam a manifestação pública de um “novo messias”, chamado “Maitreya”, que venha instaurar o que um novo tempo que eles chamam de “era de aquário”.No Apocalipse, São João fala da provação final da Igreja, dizendo que a Besta (ap 13, 1-18), identificada como o Anticristo (v.18), “fará guerra aos santos e irá vencê-los” (v.7), e “hão de adorá-la todos os habitantes da terra, cujo os nomes não estão inscritos no livro da vida.” (v.8); que só poderá comprar ou vender que se deixar marcar pelo sinal do Anticristo (v.17); que os mártires, que morrerem por Nosso Senhor nessa perseguição, pedirão justiça à Deus (Ap 6, 9-10), e Deus enxugará a lágrima de seus olhos (Ap 7, 13-16).O anúncio do reino do Anticristo também é retomado por diversos santos canonizados pela Santa Igreja ao longo dos séculos: “Em todos os sentidos esse impostor procurará assemelhar-se ao Filho de Deus. Cristo é um leão, o anticristo é um leão. Cristo é o rei de todas as coisas celestes e terrestres, o anticristo será o rei da terra.”(Santo Hipólito, 235) “O anticristo reinará de oceano a oceano. Será um filho ilegítimo sob o poder de satanás. Deus permitirá que o demônio tome posse completa dele, desde a sua pecaminosa concepção.” (São João Damasceno, 770) “Reinará por um breve tempo. Não será o próprio satanás, mas um ser humano parecido com um demônio por sua horripilante atrocidade. Apresentar-se-á como Messias enviado por Deus, e os judeus o aceitarão como tal. No entanto, tratará de transformar toda a ordem da terra. Desprezará as leis e os princípios religiosos, para atrair o mundo para si.” (Santa Hildegarda, 1179) “O tempo do anticristo chegará quando a iniqüidade e a impiedade abundarem, quando a injustiça tiver enchido a medida até fazê-la transbordar e quando a maldade tiver chegado à proporções desmedidas.” (Santa Brígida, 1373) São Luiz Maria Montfort anuncia, no século 18, que o demônio suscitaria em breve “perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e verdadeiros filho de Maria”, e que elas “se multiplicarão todos os dias até o reino do Anticristo.” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 50-51)Também em La Salette, na França, no ano de 1846, em aparição oficialmente reconhecida pela Santa Igreja, a própria Virgem Santíssima anuncia: “O Vigário do meu Filho terá muito que sofrer, porque por um tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições - será o tempo das trevas. A Igreja terá uma crise medonha. (…) Haverá guerras, até à última, que será feita, então, pelos dez reis aliados do Anticristo, que terão, todos, o mesmo desígnio, e serão os únicos a governar o mundo. (…) Nascerá o Anticristo, de uma religiosa hebraica, de uma falsa virgem, que terá comunicação com a antiga serpente, o mestre da impureza. O seu pai será bispo. Em seu nascimento, vomitará blasfêmias, terá dentes; numa palavra, será uma encarnação do diabo. Soltará gritos medonhos, fará prodígios e só se alimentará de impurezas. (…) Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo. Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares, e os homens se irão perverter cada vez mais. Deus cuidará dos Seus fiéis servidores e dos homens de boa vontade.”Não nos esqueçamos, porém, que o Senhor que nos anuncia a provação é o mesmo Senhor que nos anuncia a vitória. E Ele nos assegura: “Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque se aproxima a vossa libertação.” (Lc 21, 28 )

27 de maio de 2008

TEXTO PARA REFLETIR

O maior poder: Deus. O pior inimigo: o Egoísmo. O maior conhecimento: De si mesmo. O maior lema: Só por hoje. A maior luz: O amor. O pior fracasso: O desânimo . A maior pobreza: A preguiça. O melhor esporte: A pratica do bem. A maior serenidade: Humildade. O negócio mais vantajoso: O trabalho. O dia mais importante: Hoje. O maior mandanento: Amar. A maior falta: A mentira. O maior desafio: Vencer o orgulho. A maior coragem: Reconhecer os próprios defeitos. A maior mudança: Da personalidade. A maior vitória: Vencer os defeitos de caráter. A pior das trevas: O ódio. A pior miséria: Ignorâcia espiritual.