15 de abril de 2009

GRITOS DAS TREVAS (Parte 9)




(Parte Dois) – (02/06/2003)

Continuamos no capítulo da luta contra Judas. Mas, como no texto anterior, também aqui é Belzebu quem fala. O motivo principal de Nossa Senhora haver forçado este demônio, de tão elevado poder, a revelar certos fatos, foi não só por causa da importância dele, mas porque, sendo ele mais iluminado, mais inteligente que Judas – que era apenas um homem – pode revelar mais profundamente aquilo que o Céu quer, porque sabe melhor. Ademais, pelo fato de ser mais inteligente, ele tem, também, um melhor sentido de colocação das coisas, de modo que as pessoas entendam mais facilmente.


As revelações aqui contidas, falam do começo da Igreja Católica, da importância de Maria naquele contexto e também da importância de dois livros, que revelam a Vida de Jesus e Maria, e que quase foram sufocados pela má Igreja. Trata-se dos livros de Madre Maria D´Agreda – Mística cidade de Deus, sobre Nossa Senhora – e Cordeiro de Deus, de Ana Catarina Emmerich – sobre Jesus. Em cada parte falaremos deles. Na verdade, os demônios temem aquelas revelações e, de fato, se todos os católicos lessem estes dois livros, mas em especial todo clero – sacerdotes e bispos – certamente o mundo seria diferente. Mas como duvidam, sempre duvidam de tudo, porque pela falta de oração já muitos deles não têm mais a presença do Espírito Santo, eis o mundo se perdendo por falta de conhecimento. Muito do que aprendi na vida sobre as coisas de Deus, estão nestes dois livros maravilhosos. Vamos aos textos!

A REDAÇÃO DOS EVANGELHOS

Fala Belzebu.
B - Um dia chegou o Apóstolo Barnabé acompanhado de um outro, inclinaram-se diante d’Ela e chamaram-lhe a atenção para a necessidade de escreverem os Evangelhos. Invocaram longamente o Espírito Santo e perseveraram dias inteiros em oração. Rezar assim, já não é vulgar nos dias de hoje, a não ser em circunstâncias e lugares extremamente raros. Sim, rezaram dias inteiros, assaltaram o Céu com orações, para saber quem seria escolhido para escrever os Evangelhos. E então a Santíssima Virgem designou Lucas, João, Marcos e sei lá quem mais para escrever essa “porcaria”.
Como isso nos contrariou. Podereis imaginar tudo o que sentimos, quando saíram esses textos de Mateus, Marcos, Lucas e João? (rosna furioso). Pensai apenas que estes quatro foram escolhidos pela Santíssima Trindade e pela Santíssima Virgem na sua terrível majestade.
Nem mesmo Pedro foi encarregado de o fazer. Nem ele. Ele era a pedra, tinha a missão geral de tudo, e a Igreja fora fundada sobre Ele. Contudo, a redação dos Evangelhos foi confiada aos quatro Apóstolos, já mencionados. Então o Espírito Santo desceu sobre eles, sob a forma de uma pomba, e foi assim que os quatro tinham sido escolhidos. Todos viram. Mas agora não quero continuar a falar.
Quando Barnabé e ainda um outro foram visitar a Santíssima Virgem, Ela disse-lhes: “Deveis contar em especial a vida de Cristo, compreendeis? É Ele que deve ser glorificado, é Ele que deve estar sempre no primeiro plano. Deixai que eu me apague. Quanto a mim, relatareis apenas a Encarnação e o Nascimento de Cristo, o que é indispensável. Deixareis de lado o resto.”
Embora eles estivessem ao corrente e tivessem visto coisas extraordinárias e elevadas (sobre Ela) não puderam escrevê-las. Isso foi para eles um sacrifício. Mas Ela queria apagar-se por humildade, para que o Filho de Deus, o seu Jesus Cristo, sobre o qual a Igreja fora fundada, ficasse no primeiro plano.
Mas Ela, a Mãe de Deus, é o grande sinal de Deus e, em certa medida, simboliza também a Igreja. Ele, Jesus, ama a Igreja como uma Esposa. Então, para os dois Apóstolos não ficarem tristes, disse-lhes que Cristo mais tarde haveria ainda de falar d’Ela, através da humanidade ou através não sei de quem (lança gritos horríveis).
E – Maria de Agreda.
B – (Virando-se para o Sacerdote): Adivinhas-te: Maria de Jesus, de Agreda. Disso não sabemos mais do que vós. Sim, nós amaldiçoamos esses livros, nós tememo-los. E ser ainda obrigado a confessá-lo.... (1) (rosna e grita ansioso).

(1) O livro de Agreda, A Mística Cidade de Deus, foi escrito em 1665.

(1) Este livro maravilhoso, conta a história de Nossa Senhora, desde o seu início na mente do Pai, até a sua morte, aos setenta anos, menos 26 dias, em 13/08/0055. Quem não o leu, não imagina o tesouro que perde. Embora difícil de ser achado, e caríssimo em vista do grande volume, vale à pena tentar conseguir para ler. Assim, o leitor poderá entender melhor o grande mistério da Mãe de Deus. E certamente que passará a ser seu soldado. Até mesmo aos evangélicos faço este desafio: Não leiam “A Mística Cidade de Deus”, ou se converterão!

O COMEÇO DA IGREJA

B – No maldito começo da Igreja fui deixado de lado (1). A Santíssima Virgem e os Apóstolos foram os instrumentos. O papel desempenhado por Ela (aponta para cima) foi decisivo; foi-o dum modo extraordinário. Nós nada pudemos fazer.
Muitas vezes Ela mergulhava na oração, dia e noite, pelos Apóstolos, para que eles fizessem as coisas como deviam ser feitas. Para que nós não os vencêssemos, Ela rezou muitas vezes dia e noite. E freqüentemente ficava dia e noite de joelhos, sem comer (resmunga desesperado).
É por isso que Ela agora goza de um poder tão grande. Isto são verdades sublimes que nós somos obrigados a revelar-vos. Nós bem gostaríamos que este livro saísse sem esta parte (gane como um cão). Nós não queremos dizer estas coisas, não queremos... e também não queremos continuar a falar. Eu, belzebu, não quero continuar a falar.
Então Ela disse que queria ficar em segundo plano (2). Queria-o unicamente por humildade. Em parte alguma queria aparecer em lugar de destaque, embora fosse uma criatura poderosa. Nós próprios o temos de reconhecer. Ela estava e está a uma enorme distância, acima de nós, a uma grande distância dos vossos Anjos.
E quando eu digo, distância, não me refiro a uma distância em léguas, mas a uma que se perde no infinito. Isto significa “tão longe”, que há uma distância gigantesca entre os Anjos e Ela (geme).
É uma criatura terrivelmente majestosa, mas quis permanecer escondida. Procedeu assim para mostrar aos homens que também eles deviam permanecer ignorados, como também deviam ser humildes. Mas os homens não procedem assim. Nada fazem em relação ao que Ela realizou e ao que foi realizado graças à Ela...
Embora os homens não possam nada, não sejam nada, gostam que falem deles, enquanto esta criatura, infinitamente predestinada, não queria que falassem dela. Portanto, apagou-se. E isso foi para nós muitíssimo vantajoso. Pois começaram a aparecer seitas (ri maldoso) que não reconheceram esta criatura. Se ela tivesse dito abertamente quem era, se os Apóstolos tivessem relatado os milagres extraordinários obtidos por sua intercessão e se tudo isso figurasse nos Evangelhos, essas seitas não teriam crescido como a erva (solta gemidos).
Apareceram então milhares de seitas, seitas que combatem ferozmente a Santíssima Virgem, seitas que combatem os católicos, unicamente porque estes reconhecem esta criatura predestinada. Elas combatem esta mulher porque crêem que esta maneira de proceder (dos católicos) põe Cristo em segundo plano.
No entanto, ela só serviu a Cristo. Só O quis glorificar. Tudo o que fez, foi por Ele e pela Sua Igreja. Ela manteve-se sempre no escondimento e isso foi para nós uma grande vitória. No entanto, procedendo assim, ensinou a humildade, e isso constituiu para nós uma grande derrota. Mas isto só é conhecido dos católicos. Por amor de seu Filho, Ela quis ficar esquecida para que Ele reinasse e tivesse um papel primordial.
Mesmo no que respeita aos seus sofrimentos, só aceitou um papel de segundo plano, o que era indispensável. Os Apóstolos, no entanto, estavam constantemente a ver como Ela se humilhava, como tudo previa extraordinariamente, quanto sofria, o que era obrigada a suportar e a padecer. Ela é muito pouco engrandecida nos Evangelhos. Se ao menos, não tivesse sido tão humilde! Mas coube-nos ainda esta vantagem, que deu origem às seitas. Mas também isso foi permitido por Deus.
A partir desse momento apareceram as seitas. Os seus adeptos pensavam que Maria desempenhara apenas um papel marginal, que fora escolhida apenas para receptáculo, d’Esse que está lá em cima (aponta para cima), e que poderia agora desaparecer como uma velha...; não me deixaram utilizar a expressão.
Nós somos delicados. Nós não usamos palavras “muito grosseiras”. Apenas os condenados humanos as dizem. Nós somos mais delicados que esses.
Devo acrescentar outra coisa que me ocorreu agora.
Quando Judas foi obrigado a falar, no dia 31 de Outubro, não foi Judas que riu pela boca desta mulher (a possessa). É que Judas nunca ri. Como nós já uma vez dissemos, Judas está no canto mais sombrio. Ele é o desespero personificado. Quando Judas foi obrigado a falar, não foi ele que riu, pela boca dessa mulher, foram os condenados humanos que riram da malvadez (grita). É preciso que nunca esqueçais isto: Judas nunca ri. Nós tínhamos que dizer isto. Esta observação refere-se às revelações de Judas, em 31 de Outubro.
Sim, esta charlatã...(a possessa)(3) E agora chego ao ponto chave da questão, mas não quero dizer, não quero dizê-lo.
E – Fala Belzebu, em nome da Santíssima Trindade!

(1) Quanto a Belzebu ser deixado de lado, fica um pouco difícil de entender. Mas o fato é que os demônios especialmente Lúcifer, imaginava ser ele o redentor da humanidade. Mas além de não aceitar a posição de subalterno, jamais eles aceitaram serem comandados por uma Mulher, Maria. É por isso que ele expressa seu desejo inarredável de estar à frente das obras, de ser grande e maior, porque nenhum demônio é humilde.

(2) Alguém me observou, que poderia ter sido um erro deixar de lado na Bíblia, a revelação da importância do papel de Maria Santíssima no início da Igreja. De fato, isso até poderia evitar a perseguição que os Evangélicos lhe movem, por acha-la insignificante. Entretanto, o avesso seria pior, pois se Maria fosse elevada demais, isso levaria imensas levas de povo a diviniza-la – já houve movimentos tentando isso – a maximizar os seus méritos, em detrimento de Jesus, Ele o único Redentor e o único que salva. É, pois, para Ele que se deve voltar as atenções maiores. Maria é apenas o melhor meio de chegar a Jesus!

(3) Óbvio que esta pobre possessa não é nenhuma charlatã, como vimos. Trata-se de uma pessoa de bem, de muito sofrimento, mas odiada pelos demônios que assim a ela se referem.

ANA CATARINA EMMERICH E MADRE AGREDA

B – A propósito do começo da Igreja devo acrescentar que embora os Evangelhos pouco contenham sobre a Santíssima Virgem, mais tarde, inspirados pelo Céu, em visões e revelações, grandes Santos lançaram muita luz, sobre a vida e obra d’Essa que está lá em cima (aponta para cima).
Um dos maiores é a Catarina Emmerich, que nem sequer ainda foi canonizada (ri maldoso). Ela não foi só uma das almas mais sofredoras, mais humildes, mais missionárias, como é também uma das maiores Santas do Céu. A outra é Maria de Jesus Agreda. Viveu em Agreda. Era Abadessa. Já os seus pais se tinham retirado para um convento (rosna)... tinham prometido consagrar-se à vida religiosa. Eles é que obtiveram à sua filha, a sua predileta, a graça de ter essas malditas visões.
E – Fala agora, em nome (...), fala agora sobre o ponto essencial a que te referiste!
B – Como os Evangelhos contém muito pouco sobre a Santíssima Virgem, é seu desejo que nos confusos tempos que correm, que do alto dos púlpitos se recomende a leitura dos livros de Maria de Jesus Agreda. Eles não deviam faltar em nenhuma família católica. Todos deviam possuir esses volumes (grita desesperado).
Ela quer que os Sacerdotes digam que estes livros não devem faltar em nenhuma família católica, que deveriam mesmo recomendá-los aos protestantes. Quando os leitores verificarem toda a riqueza destes livros, não tardarão a compreender que ela...
Ela é uma criatura eleita e predestinada, uma criatura duma grandeza imensa jamais atingida por qualquer mortal. Os Sacerdotes devem fazer compreender aos fiéis que é necessário divulgar estes livros, tão instrutivos, pelo mundo inteiro e, sobretudo, lê-los. Aí podereis compreender a nossa derrota em toda a sua extensão e amplitude, tal como a grandeza e dignidade desta criatura, que nos esmaga a cabeça (range os dentes).
Ela quer (lança gritos horríveis)... não quero falar, não quero falar (chora)... É que não posso auxiliar Aquela que está lá em cima (aponta para cima), mas sim quem o “velho”, (Lúcifer) quer. Não quero falar.
E – Mas tu tens de falar em nome (...) tens de falar!
B – Isto está fora do nosso campo de ação, não é nada conosco! Nós temos a missão de seduzir os homens. Não queremos conduzi-los ao bom caminho. Por estes livros os homens seriam levados a trilhar caminhos melhores (grita).
Nestes livros aprendereis como a Santíssima Virgem viveu e morreu. Para conhecer os planos eternos de Deus, tanto quanto esses planos podem ser conhecidos pelos homens, é lá que se encontram as fontes seguras e dignas de fé. Aí, os fiéis verão o fundamento de todas as coisas (1).
Reconheceriam n’Ela (aponta para cima) uma criatura universal, acabariam por render-se perante tanta humildade e dignidade. Até nós A tememos, nós próprios temos que capitular perante tais atributos.
Quanto mais vós, criaturas humanas, que não passais todos de poços de imundice! Não valeis um pataco! Nós somos muito superiores... quando mais Ela (aponta para cima).
Se vós pudésseis contemplar ao menos um décimo da sua dignidade, precipitar-vos-íeis imediatamente no pó – e é bem contra a minha vontade que eu digo isto! Nós vimos, fomos obrigados a vê-la, fomos obrigados. Não desejamos que A venhais a ver, pois nós queremos que vos precipiteis bem cá para baixo e não para cima. Também as pessoas instruídas, os acadêmicos, deveriam ser informados sobre esta Maria de Jesus Agreda, antes de se juntarem aos Sacerdotes para combater os “tradicionalistas.”
Mesmo os “tradicionalistas” estão muito longe, imensamente longe de conceber uma tal dignidade, a não ser dum modo aproximado, mesmo que leiam estes livros. Mas devem ser lidos por vós, em nome de Deus. Vós não podeis passar sem o fazer, nem mesmo os leigos. E vós padres, deveis anunciá-lo à todas as criaturas. Tenho que repeti-lo. É preciso proclamá-lo do alto dos púlpitos. Essa, que está lá em cima, quer que estes livros sejam conhecidos nos quatro cantos do mundo.
Falarei em seguida da Segunda. Catarina Emmerich, alma expiadora. Tinha de estar sempre deitada de costas, tais eram as suas dores e sofrimentos. Não teve nada a dizer durante a sua vida, mas, quando morreu todo o Dulmen estava em chamas. Quando de todos os lados acarretam como os carros dos bombeiros deveriam ter visto naquilo um sinal do Céu... mas os homens são estúpidos. Que sabem os homens? Nada compreendem... são estúpidos como cepos.
Um cepo é ainda mais inteligente. Aqui e acolá, pode apresentar ainda uma folhinha verde, mas os homens, esses, só têm lixo e palha.
Esta Catarina Emmerich teve de falar para a Igreja, fez vaticínios sobre a Igreja e sofreu e rezou muito por ela. Já em pequenina, a sua capacidade de sofrimento era enorme. Nós tínhamos-lhe um ódio terrível. Tão pequenina e já fazia Via Sacra, e imitava à letra da humildade d’Aquela que está lá em cima... Ah!... e a cruz, cruz também, tal como Aquela, que está lá em cima.
Foi uma grande Santa. Nós receávamo-la muito e, por isso mesmo, queríamos destruí-la, mas não o conseguimos. Ela safava-se sempre, embora tivesse sofrido doenças mortais, que oferecia sempre pelos outros, para que eles pudessem obter ainda a graça de se converterem.
Só morreu quando Aqueles lá em cima (aponta para cima) verdadeiramente o quiseram, pois foram Eles que acolheram a sua alma venerável, a sua alma santa... porque ela era uma Santa... no Céu.
Há no Céu muitos santos, quero dizer muitos Santos canonizados por Roma, que são menos santos e menores que ela. Ah! Como é horrível ser obrigado a confessá-lo!
Se ela for canonizada, pensamos nós, então os seus livros serão conhecidos. Enquanto não o for, os seus livros não serão tão bem aceitos. É por isso que os Bispos não querem ouvir falar deles (2). Talvez um ou outro já os tenha lido, mas isso são fatos isolados, sem conseqüências.
Devo ainda acrescentar que ela é uma Santa poderosa no Céu (chora). Há muito que os seus livros deviam ter sido difundidos pelo mundo inteiro. É preciso que vós também o proclameis do alto dos púlpitos. E agora não digo mais nada, mais nada (gane como um cão).
Dos seus livros, é sobretudo o volume Vida Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus, da Venerável Catarina Emmerich (3) que deve ser difundido. Deveríamos atar esses livros às costas das crianças para que aprendessem a caminhar com a cruz que o Senhor pôs no seu caminho.
Esta pequenina Santa já ia, aos quatro anos, fazer a Via Sacra, mesmo à noite, ficando com os pés feridos, ensangüentados, tudo para a glória do Seu Rei Crucificado. De manhã a mãe lhe tinha de lhos ligar, e nem sequer sabia de onde ela vinha, pois a pequena nada dizia (uiva).
Catarina foi uma grande alma sofredora. No seu quarto, o frio era glacial. É que ela era muito pobre e mesmo quando os seus lençóis estavam lisos com o frio e, no meio deles, ardia com febre, nunca pedira para lhos mudarem. Ela queria viver a sua Paixão e oferecê-la humildemente. Onde é que se vêem, hoje em dia, almas assim? Religiosas compadecidas substituíam-lhe os lençóis. Catarina não o teria exigido e acabaria por morrer de frio ou ficaria entorpecida. Ela tudo suportava pelo seu Senhor crucificado. É inimaginável o que ela fazia por Ele.
Ela é uma poderosa Santa que nós sempre tememos. Sentimos repugnância por estas pessoas, que renunciam a si mesmas, seguem voluntariamente o caminho da cruz e tudo oferecem pelos outros. Há grandes santos que fazem muitos milagres, que são considerados grandes aos olhos do Senhor, que tem o dom de ler nas consciências, como ela, aliás, também tinha, mas como ia dizendo, embora esses possam ser mais conhecidos, embora a eles acorram milhares de pessoas, embora sejam grandes santos, não se lhe podem comparar e não se lhe comparam. Era uma alma sofredora, humilde, apaixonada por Deus. Deus amou-a e glorificou-a dum modo muito especial e é por isso que Ele quer que seja canonizada.
Já há muito e não só agora, que ela o deveria ter sido. Deve-se falar às pessoas dos seus livros e das suas numerosas visões e revelações. É preciso que o façais por amor à dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela desejava-o e o próprio Jesus a deseja também. Dos seus textos, devereis citar em primeiro lugar A Dolorosa Paixão de Jesus Nosso Senhor. Este livro também não devia faltar em nenhuma família, sobretudo numa família que se preze de ser católica (geme). Mas chega de conversa por agora!
Jesus Cristo e a Santíssima Virgem concederam à estas duas grandes Santas, visões e revelações para que chegassem ao conhecimento dos fiéis. Estes devem recebê-las nos seus corações, seguirem-nas e transmitirem-nas aos outros.
Não se trata de uma anedota, mas de algo muito sério, muito grande, que já foi profetizado pela Santíssima Virgem, quando disse outrora aos Apóstolos: “Deus proverá, o Céu proverá, para que o meu nome, no devido tempo... (gane como um cão)...venha a ser glorificado e conhecido e que tudo o que deve ser revelado a meu respeito, o seja na devida altura.”
Agora já é a altura. Estamos agora em pleno Apocalipse. E Ela é o Grande Sinal. É por isso que as pessoas devem ler estes livros, porque em Emmerich, mas mais especialmente em Maria de Jesus, se fala do Apocalipse, do Grande Sinal, da Santíssima Virgem.
Se as pessoas lessem estes livros (solta sons como gemidos) compreenderiam facilmente que a hora chegou. Compreenderiam melhor o Apocalipse e o que está escrito na Bíblia. Vós não passais de grandes burros! Os homens são imensamente estúpidos, deixam que tesouros tão valiosos se percam, lhes escapem, se enferrugem (ri maldoso).
Permitem que estes preciosos tesouros de valor infinito apodreçam e fiquem escondidos. E o que devia ficar escondido é difundido (ri torcista). Como, por exemplo, Bíblias que de Bíblias nada tem, vidas de Santos que de religioso nada tem também. Esse gênero de livros é mais dirigido de baixo do que do alto (arreganha os dentes, malicioso). Não passam de palavreado oco. Até um burro ou um cavalo é mais inteligente; duma maneira ou de outra, eles sentem o que o seu dono quer. Mas aqui (no mundo) não é assim. Só quando já é demasiado tarde é que se apercebem que deveriam ter procedido dum modo diferente.
Ah! Para nós, estes escritos de Ana Catarina Emmerich e Maria Agreda, são livros malditos, que desde há muito tememos e sempre temeremos. Nós, lá em baixo, há muito tempo, nem sei bem há quanto, deliberamos para ver o que poderíamos fazer contra eles... e os homens nem sequer os lêem (ri sarcástico). Mesmo aqueles que se dizem bons católicos, não os tem em casa! (as suas gargalhadas transformam-se em gemidos).
B – Deveis informar às pessoas. Todos os Padres, os “tradicionalistas” e mesmo os modernistas deviam proclamar do altar que é necessário difundir estes livros por toda a parte e o mais rapidamente possível, para que sejam lidos. Se isso acontecesse e se o seu conteúdo fosso posto em prática, ainda que aproximadamente, muitas almas se haveriam de salvar (geme horrivelmente).
Catarina Emmerich teve visões sobre a Dolorosa Paixão de Jesus para que ela fosse conhecida dum modo mais direto e mais profundo, pois os Evangelhos não relatam senão fragmentos. Embora os Apóstolos tivessem conhecido mais pormenores, resumiram-na muito. Nas visões desta grande Santa há partes sintetizadas e resumidas que são horrivelmente extensas para nós. Aprende-se, por exemplo, a maneira de conseguir um arrependimento perfeito, que desempenha um papel primordial na confissão. Aprende-se a não ofender tanto o Senhor, que tanto sofreu. Os seus padecimentos são descritos duma maneira mais profunda do que em qualquer outro livro (rosna). Estes livros deveriam figurar em todas as livrarias, sobretudo nas católicas, que os deveriam possuir em quantidade, e não apenas um exemplar.

(1) Claro, a Bíblia está na frente de todos os livros do mundo. O que ele quer dizer aqui, é que, se todos lessem estes dois livros citados, todos entenderiam melhor a Bíblia.
(2) É realmente angustioso saber que estes livros, ainda hoje sofrem uma perseguição tão nefanda e tão odiosa. Eu, com minha inteira consciência, com pleno risco de minha alma, declaro que: Qualquer Bispo, ou Cardeal, ou padre, que tenha lido estes livros, e que não tenha mudado de vida, já pode encomendar sua alma: É cabrito! E todo aquele que, tendo conhecimento deles, continua sendo adversário de Deus, pode ser anotado na ficha de cobranças de Lúcifer. E justo por temer que a canonização dela abra espaço para a difusão do livro, que seu processo encalhou no Vaticano. Lamentavelmente ainda há isso!
(3) Pode ser encontrado pelo telefone: 021-11-3865-4340 com Fernando.

PAIXÃO DE CRISTO

E – Belzebu, diz qualquer coisa sobre os sofrimentos secretos de Cristo na Quinta-feira Santa, em nome (...)!
B – Não nos agrada falar desse assunto, mas porque se está na Quaresma, Ela deseja que ao menos algumas frases...
E – Então fala dos sofrimentos secretos de Cristo, como tu os viste, em nome (...)!
B – Nós nos olhamos muito, não queríamos ver nada daquilo. Rodopiávamos à sua volta como setas e ferimo-nos uns aos outros, cheios de cólera e raiva (grita). Naturalmente, sabíamos o que se passava. É claro que sabemos mais do que se poderá pensar. Mas à essa, à esta Emmerich, foi tudo mostrado dum modo positivo. Ela viu, por exemplo, que no Jardim das Oliveiras, Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu muito mais horrivelmente do que se poderia imaginar.
Mesmo durante a sua vida, várias vezes Ele suou sangue de angústia. Nós, demônios, perseguimo-lo horrivelmente no Jardim das Oliveiras. Ele viu como nós, numa multidão medonha, nos precipitávamos sobre Ele. Tínhamos as formas dos pecados, que os homens deveriam cometer mais tarde. Era nosso intento conseguir que, pela visão desse horror, o Filho de Deus perdesse a coragem de suportar esta Paixão.
Ele viu um horror imundo que lhe fez sair pelos poros um suor de sangue. Nestes momentos de obscuridade e horror abomináveis, Ele pensava que a sua Paixão, que era apenas dum homem – ele era Deus, mas nessa altura não se sentia mais que um homem – não chegaria para pagar e expiar um pecado tão grande. Quis-se retirar, tremia sob a violência do sofrimento. Foi então que apareceu um Anjo com o Cálice para o fortificar.
Na realidade, esse Cálice não era senão a aceitação daquele sofrimento. Ao beber o Cálice, Ele confirmava apenas que aceitava a Paixão (geme) e que estava disposto a beber todo o cálice até o fim (geme). Graças a isso, vós, poços de imundície, vereis um dia o Céu, (1) a que nós jamais teremos acesso (furioso).
Mais tarde, Cristo foi ainda flagelado. Durante a flagelação o seu corpo foi ferido e lacerado até os ossos. Quando foi crucificado já não tinha sequer metade dos seus cabelos. Tinham-lhos arrancado quase todos, o que, aliás, foi muito bem feito. Tinha uma figura elegante e pés de viajante. A força de tanto andar a pé, tinha a pele dura e calosa.
Ao contrário, as mãos eram muito finas, demasiado finas para carregarem uma cruz tão pesada. Se nós tivéssemos podido provar só um pouco do seu Sangue derramado, só uma gota, então também nós o haveríamos de adorar por toda a eternidade. Porém, Ele não no-lo permitiu. Para nós, já era demasiado tarde (rosna).
Depois, na cruz, quando foi suspenso, tudo ofereceu por vós. Fazer tudo aquilo pelos homens, atiçou ainda mais o furor do inferno. Quando estava suspenso na cruz, era como um verme, como já disse Akabor: já não era homem... por vós. Porque é que Ele fez aquilo por vós? Por nós não o teria feito (solta gemidos que comovem). Um verme e não um homem, esmagado por todos (chora)!
Era como se Ele tivesse tomado sobre si o peso dos pecados de toda a humanidade; parecera-lhe ser o maior dos criminosos. Parecia-lhe que fora abandonado e repudiado por Deus Pai, de tal modo os seus verdugos o tinham golpeado, picado, flagelado e por fim deixado a esvair-se em sangue (resmunga) E tudo isto Ele fez por vós! Porque é que nós não o conseguimos evitar (chora)?
Se o próprio Senhor tanto fez por vós, quanto não deveríeis reparar uns pelos outros para evitar que tantas almas fossem para o inferno? Ele, que era Deus e não tinha pecados, realizou algo extraordinário, algo que jamais será realizado por qualquer mortal: e se Ele sofreu torturas tão atrozes, então vós deveríeis passar por toda a vida sob o machado do carrasco. E isso não seria muito, não seria nada que não tivésseis merecido.
Mas os homens não compreendem isto. Só pensam em levar uma vida de gozo, apesar do seu Mestre ter marchado à sua frente, com a Cruz e o bom exemplo, e ter suportado tormentos infernais. Sim, Ele suportou tormentos infernais.
Mas durante pouco tempo. Nós próprios, no nosso ódio, admiramo-LO por ter feito tudo isto por vós! Jamais nos passara pela mente que Ele pudesse fazer uma tal coisa por um lixo imundo. Já o tínhamos previsto, mas nunca imaginávamos que fosse uma dádiva tão imensa.
Com tudo isto eu quero ainda dizer que é preciso insistir na necessidade, durante a Quaresma, de fazer penitência em união com Cristo Jesus. Durante quarenta dias Ele jejuou como nenhum homem mais jejuou ou jejuará... e também Ele sentiu a dureza da fome...

(1) Grande verdade esta: poços de imundície! É isso o que de fato nós somos! Jamais mereceremos os frutos da Paixão de Cristo, porque jamais nos dedicamos a compreender a integridade deste mistério. Por isso, na próxima seqüência de artigos em profecias, iremos trazer partes do Livro de Ana Catarina Emmerich. Acho que gostarão de saber!

A CRUZ E O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA ABREM O CÉU

B – Durante quarenta dias preparou-se para a Sua Vida pública e também para o Seu grande Sacrifício. Ele sabia que se tratava dum sacrifício tão vasto como o mundo, duma eficácia universal, que Ele, Deus, devia oferecer ao Todo Poderoso, em reparação da culpa do pecado, a fim de que vós pudésseis chegar à visão eterna de Deus.
Sem isto, na melhor das hipóteses, veríeis apenas o Paraíso, caso o conseguísseis. Iriam assim muito mais homens para o inferno, porque não teriam acesso às graças que obtém o Santo Sacrifício da Missa. São incalculáveis as graças decorrentes do Sacrifício incruento da Cruz, por cuja oferta, o Sangue de Cristo corre de novo.
Nós, lá em baixo (aponta para baixo), odiamos este Sacrifício da Missa, que é celebrado todos os dias em muitas Igrejas. Em muitas casas de Deus, nem sempre é convenientemente celebrado. Antigamente, era horrível para nós, quando se celebrava o tradicional Sacrifício da Missa.
Efetivamente, é a renovação do Sacrifício de Cristo na Cruz que apaga os pecados e que obtém graças extraordinárias para a salvação das almas, que, sem isso, se perderiam aos milhares e viriam para o inferno.
Devo ainda acrescentar isto (solta gemidos): não digo mais nada, não quero dizer mais nada. Eu não quero dizer mais nada, não posso continuar a falar. Se quiserdes que fale, é preciso que reciteis ainda um pequeno exorcismo. Lúcifer está furioso. Desejaria estrangular-me. Eu não devia ter dito estas coisas. Se continuo a falar, quando eu chegar lá abaixo, castiga-me.
E – (Recitação do exorcismo). Por ordem da Mãe de Deus, Lúcifer não poderá fazer-te mal, pois tu falaste para a Igreja! Ele não poderá fazer-te mal!
B – Eu era um grande Anjo, era o segundo em grandeza. É por esse motivo que Lúcifer se enfurece e diz: “Já que és tão grande, devias saber que não deves dizer tantos disparates. Devias ter mais cautela!” É isto que ele vai dizer (range os dentes com violência). Ela (aponta para cima) ordenou-me que falasse, porque eu estava presente na queda dos Anjos. Eu era o segundo em dignidade e é por isso que Ela me força a falar desta “porcaria.” Ela continua a ter poder sobre nós, os lá de baixo (resmunga).

Termina aqui o penúltimo ato deste trabalho


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GRITOS DAS TREVAS (Parte 8)





(Parte um) - (02/06/2003)

Neste capítulo, no que tange aos exorcismos em si, compreenderemos melhor o imenso poder que Deus deu à Nossa Senhora. O fato de Deus permitir – e obrigar – que estes fatos sejam revelados pelos demônios, não nos deveria espantar. Na verdade mesmo, os homens não querem crer, e por isso Deus Se obriga, por todos os meios, a nos alertar, para nos abrir os olhos. Outra coisa, o leitor deve ter percebido, durante as sessões anteriores, a pressão que Lúcifer e sua camarilha exercem contra o demônio que está sendo expulso, para que ele não fale, para que não denuncie ao mundo os artifícios do inferno. Eis que agora, a um dado momento, Nossa Senhora obriga a outro demônio maior, chamado Belzebu, muitíssimo mais poderoso qualquer alma caída, para que tom o lugar de Judas, e responda as perguntas que os exorcistas fazem, ou para que diga ao mundo, aquilo que o Céu o obriga a dizer.

Ora, este Belzebu é na verdade o segundo na hierarquia do inferno. Ele vem logo após Lúcifer, e por outras revelações se sabe que, já muitas vezes, nestes milênios desde a queda dos anjos, os dois se engalfinharam em lutas monumentais, pela disputa da supremacia do comando infernal. Porém Lúcifer é mais forte, ou seja, ele é ainda mais mau que este outro, e isso nunca mudará. Deste modo, como se trata de um dos mais poderosos demônios do inferno, a revelação também passa a ter também, um cunho ainda mais forte, mais profundo e mais revelador que os outros, porque ele conhece melhor a Deus e às suas coisas. Porém, foi sem espernear muito que Belzebu falou. E por ser um texto que passaria de vinte páginas, preferimos separá-lo em três textos distintos, porque assim se torna mais fácil de assimilação, uma vez que os leitores podem meditar melhor em cada um.

EXORCISMO DE 30 DE MARÇO DE 1976

Contra Judas Iscariotes (J) e
Belzebu, demônio do coro dos Arcanjos (B)

A VIRGEM SANTÍSSIMA COMANDA

E – Em nome de Jesus, diz-nos, quem tem de falar?
J – Judas tem de falar.... Por agora, isso é uma questão supérflua. Primeiramente é preciso por os vossos assuntos em ordem (rosna).
E – Em nome de Jesus, por em ordem, o que?
J – O assunto que se refere à publicação deste livro (rosna de novo). E isso ainda não é tudo.
E – Que significa “não é tudo?” Diz a verdade, tens de falar. Diz a verdade, em nome (...)!
J – Nós não queremos falar. Já não queremos dizer mais nada.
E – Em nome do Santíssimo Sacramento do Altar, que tu traíste, depois da Última Ceia, tens de falar agora!
J – Se eu tivesse sabido, nunca o teria traído!
E – Nessa santa tarde traíste Jesus e agora, em seu Nome, e em nome de todos os Santos Apóstolos e Papas, que não atraiçoaram Cristo tens de falar. Diz agora a verdade e só a verdade. Tens de falar, Judas Iscariotes!
J – O que está impresso, está em ordem, mas isso não é ainda tudo.
E – Então que é que falta? Diz a verdade em nome (...)!
J – É precisamente isso que nós queremos dizer. Ide para casa, ide-vos embora.
E – Não, agora não vamos para casa! Agora tem de falar Judas Iscariotes e belzebu. Nós vos ordenamos que digas só a verdade!
J – Como nós (aponta para cima) A odiamos! (geme) Não nos podeis exigir isso!
E – Podemos sim! Ela é vossa Rainha e Soberana. Todo o inferno lhe deve obedecer!
J – De acordo, Ela, (aponta para cima), de acordo, Ela deve... (geme como um miserável), Ela lá está com coroa e cetro e sobre a coroa tem essa cruz (os seus gritos comovem). Oh! Como A tememos!
Nós não queremos que uma mulher mande em nós, não queremos. Tenho de repetir coisas que já foram ditas e tenho de acrescentar coisas novas.
Sem entrar em pormenores, Véroba disse que as vossas orações eram um paradoxo, pois sem elas o Aviso já teria surgido. No entanto, o verdadeiro motivo deste retardamento é outro: é para que mais alguns homens ainda se salvem.
A Santíssima Virgem quer que este maldito livro seja largamente difundido (1). E isso era só o que nos faltava; que todo o mundo soubesse o que nós tramamos. As pessoas poderiam talvez mudar de vida, começariam certamente a mudar de vida, começariam certamente a duvidar de tudo o que nós propagamos através de Roma, e voltar-se-iam para a antiga tradição. Só nos faltava mais esta, só nos faltava mais esta.
É claro que Ela (aponta para cima) quer que digamos outras coisas.
E – Tens que dizer a verdade, em nome (...)! Tens de falar para a Igreja!
J – Já fiz demais pela Igreja, por esse maldito “caixote de lixo.”(2)
E – Fala agora para a Igreja, a Santa Igreja, que jamais perecerá, em nome (...)!
J – Bem! Não tenho outro remédio senão falar.
E – Sim, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Vós não tendes poder para destruir a Igreja.
J – Sobre a Igreja falaremos mais tarde. Primeiro eu quero continuar com o tema que estava a tratar. Da Igreja falaremos mais tarde!
Ela quer que eu ainda acrescente mais qualquer coisa ao assunto do sexo e aos problemas da juventude. Ela quer que todos saibam que é preciso falar do altar, sobre esses assuntos, que é preciso pregar sobre as virtudes (respira com dificuldade); que é preciso que todos saibam, como a culpa pesa... ouvis?... como pesa e aonde conduz.
E – Que culpa, fala em nome (...)!

(1) Embora ele seja autorizado a dizer a palavra “maldito”, referindo-se a este livro, o sentido é: maldito para o inferno, no sentido de ruim para o inferno, não para Deus.
(2) Devemos compreender aqui, que estas expressões de baixo calão contra a Igreja não procedem do Céu e sim dos próprios espíritos maus. Mas como viram, quando a expressão tenta ser dirigida contra Deus, ou contra a Igreja, até ela é indicada, mas jamais blasfêmia alguma do inferno será pronunciada contra Maria Santíssima. Quando ele cita, então, a Igreja como um caixote de lixo, de certa forma é porque ela está sendo feita assim.

OS PECADOS DOS HOMENS

J – A culpa dos pecados em geral e de cada pecado em particular. Poder-se-á falar de cada um destes pecados separadamente, em sermões diferentes, ou agrupá-los num mesmo sermão, como for mais útil a cada um, mas antes deve invocar-se sempre o Espírito Santo.
É preciso que a juventude, que os crentes, tomem consciência da gravidade do pecado, de como ele é imensamente grave e funesto, de onde vem e aonde conduz, como vem, como poderia evitar-se, o que é preciso fazer para o atenuar, para o eliminar completamente. (geme).
Em primeiro lugar é preciso dizer que a oração é um dos pilares mais sólidos, em que assenta a vida cristã. É preciso proclamá-lo dos púlpitos e não ao microfone. Mil microfones não substituem o púlpito. Quando um Padre fala do púlpito, os fiéis ficam diretamente suspensos da Palavra de Deus. Não olham para frente, para trás, para os lados, numa palavra, evitam qualquer possibilidade de distração e podem concentra-se muito melhor. Sim, já foi dito, mas é preciso que eu volte a repeti-lo, é preciso que seja referido mais uma vez.
E – Quando é que tu falaste disto, Judas Iscariotes? Ainda te lembras? Fala em nome (...)!
J – Sim, em 31 de Outubro.
E – Continua, continua em nome (...)!
J – A culpa é muito maior do que qualquer um de vós o poderá imaginar. Nós, os demônios somos horríveis. Temos medo uns dos outros. Temos um aspecto horrível. É-nos insuportável estar próximo uns dos outros. Se ao menos não tivéssemos que nos encarar! Mas temos, a isso somos obrigados! Temos que viver neste charco diabólico por toda a eternidade, e temos que nos encarar.
Quando somos obrigados a olhar o pecado ou a culpa nos homens, apodera-se de nós um grande terror. Podereis, assim, imaginar a gravidade da culpa, que consegue aterrorizar–nos, a nós demônios, habituados à tantas coisas, que permanecemos dia e noite neste horrível tormento, que somos obrigados a contemplar hora à hora, minuto a minuto, este espetáculo, terrível entre os terríveis. O pecado aterroriza-nos. Assim, podereis imaginar a gravidade da culpa, sobretudo diante d’Aquele que está lá em cima (aponta para cima) e cuja majestade ultrapassa. Tinha de dizer isto (geme dum modo lastimoso)!

A MAJESTADE DE DEUS

Se conhecêsseis a Sua Majestade (aponta para o alto)!
(neste momento Belzebu é obrigado a falar ao invés de Judas)
Não é Judas que o diz, é belzebu. Sou eu, belzebu, quem a partir deste momento vai falar.
E – Bom, tu conheceste melhor do que Judas a majestade de Deus. Fala, em nome (...)!
B – É que Judas não contemplou a majestade de Deus. Isto é, ele viu a humanidade de Deus e a partir dela conseguiu deduzir algo da sua majestade. Mas Judas não viu Deus na sua grande majestade, como eu o vi (suspira). Sabeis como é?
Eu vi-o, isto é, não como vocês o hão de ver um dia. Mas pude compreender a sua grandeza e uma grande parte foi-me dada a sentir e a conhecer. Nós não possuíamos ainda a beatitude total perfeita, mas já tínhamos atingido um grau elevado (1). Mas tínhamos inveja d’Ela (aponta para o alto), nós não queríamos dar-lhe o prazer de nos governar ou dominar. Daí deriva o que irá seguir-se. De fato, Ela é-nos superior, é-nos terrivelmente superior.

(1) Já explicamos parte desta questão da formação dos anjos no início do artigo anterior. Eles não foram criados, completos, plenos, já prontos e dotados de todos os seus dons. Ao tempo da revolta deles, sob o comando de Lúcifer, os anjos ainda estavam em formação. E sem eles o saberem, Deus os preparava para darem a Ele uma demonstração de que mereceriam, o Seu imenso Amor. Ou seja, eles teriam que provar para Deus – pois como nós eram livres para dizer sim e não – que eram dignos de viver eternamente na Santa presença do Criador para todo o sempre. E aqui fica muito claro que o motivo principal, a centelha maior, que incendiou aqueles espíritos caídos, foi o fato de não se sujeitarem a obedecer a Maria, que por ser Mulher, era considerada um ser inferior por eles. Este o motivo pelo qual se revoltaram e foram expulsos do Céu. Inveja, orgulho, desobediência, ódio! E foi ali que o pecado começou a existir.

MARIA, MÃE DA IGREJA.

E – Fala Belzebu em nome do Pai (...) e sob as ordens da Imaculada Conceição!
B – Foi precisamente a mim que Ela escolheu para dizer isto. Se Ela tivesse escolhido Allida, mas Ela quer que seja eu. Agora, escutai bem! Tenho de falar, Ela obriga-me.
Ela lá está, com a coroa e o cetro. Ela lá está, quase que me esmaga. Foi assim: a princípio, com os Apóstolos, quando Ela, a Mãe (aponta para cima), vivia ainda, foi Ela por assim dizer, a orientadora da Igreja, que começava a dar os seus primeiros passos. Ela tinha que rezar para que a Igreja se desenvolvesse convenientemente, para que se desenvolvesse como (rosna)... como devia desenvolver-se, segundo a vontade do Espírito Santo.
Ela ficava dia e noite de joelhos, rezava para que a Igreja crescesse e se libertasse do Antigo, isto é, da lei mosaica e que a circuncisão desaparecesse. Ela compreendia que a circuncisão fora conveniente numa determinada época e que, segundo a lei dessa época, tinha sido necessária. Mas depois da vinda de Cristo e da Sua obra, já não o era. Jesus Cristo ainda se submetera à circuncisão, mas Ele não queria que ela continuasse. A partir desse momento existia o Santo Sacrifício da Missa (rosna).
A Santíssima Virgem estava presente, quando os Apóstolos celebraram a primeira Missa. Depois da Ascensão de Cristo, a Santíssima Virgem participava sempre da Santa Missa celebrada pelos Apóstolos e recebia a Sagrada Comunhão. Preparavam-se durante horas para a Santa Missa. Quem é que procede assim, nos tempos de hoje? Poucos ou nenhum. Muitas vezes os Apóstolos preparavam-se dias inteiros só para a celebração de uma Missa.
Certa ocasião, a Santíssima Virgem retirou-se durante dez dias para rezar dia e noite. Então foi levada ao Céu e pode contemplar a majestade infinita de Deus. Deus, a Santíssima Trindade, ordenou-nos a nós, lá em baixo, que subíssemos do inferno (aponta primeiro para baixo e depois para cima). Ainda não era a esfera celestial perfeita, mas já era uma esfera superior. Fomos obrigados a subir e a contemplar essa criatura, quer o desejássemos, quer não. A Santíssima Trindade obrigou-nos a contemplá-La, na sua majestade, quase perfeita. A sua majestade e esplendor eram maiores do que quando a tínhamos visto anteriormente. A Santíssima Virgem vencera, tinha-nos vencido. Vimô-lA revestida de Sol. Seja como for, vimô-lA em grande majestade, com a lua a Seus pés, isto é, o mundo. O mundo inteiro é significado pela lua, que Ela tem aos pés, e como adversário a serpente, que representa a nós.
Como nós suplicamos a Deus! Como nós imploramos à Majestade Divina, que afastasse aquela visão! Até lhe suplicamos que nos precipitasse imediatamente ao inferno, a fim de que nos pudéssemos afundar nas esferas infernais, de tal modo nos era difícil suportar o seu olhar! Mas Ele não nos deixou partir. Tivemos ainda de suportar uns momentos aquele olhar terrível (solta gemidos cheios de desespero).
Não podeis imaginar o tempo que passamos em deliberações para descobrir a melhor forma de enfraquecer ou molestar, nem que fosse só um pouco, aquela criatura! (aponta para cima). Mas nada conseguimos. Ela vencia-nos em toda a parte. Era soberana em toda a parte. Durante anos, durante séculos, deliberamos, para vencer o que podíamos, o que poderíamos fazer, quando Ela lá estivesse. E quando isso aconteceu, nós nem sequer A reconhecemos imediatamente...
E – Não A reconheceram imediatamente?
B - ...Imediatamente, não. Sentimos que devia ser Ela. Sentimos que devia tratar-se duma criatura extraordinária, incrivelmente virtuosa, sobre quem não tínhamos qualquer poder. O porque não compreendemos logo (rosna e geme violentamente)... nem compreendemos quem se escondia lá atrás. Eu, Belzebu, e Lúcifer, nós convocamos todo o Conselho.(1) Quando tivemos a certeza absoluta de que era Ela, deliberamos longamente, dia e noite, a ver o que poderíamos fazer para a prejudicar. Até convocamos os melhores mágicos.
Ordenamos-lhe que a (aponta para cima) molestassem, no seu corpo e na sua alma, para que a sua força enfraquecesse, a sua oração não nos fosse tão desastrosa, e para que deixasse de exercer um poder tão grande. Nós já víamos que seria Ela quem teria, mais tarde, a Igreja nas mãos. O próprio Pedro caía a seus pés, quando era preciso (resmunga).
Ela tem um poder imenso, porque Ela é a criatura mais perfeita e a mais amada por Deus. Foi (é ainda) um ser duma perfeição incrível. Depois de Deus, está milhares e milhares de vezes acima das criaturas. Mesmo o seu esposo, S. José, que estava milhares e milhares de vezes acima dos outros homens, era-lhe ainda imensamente inferior.
Então prosseguimos nas nossas deliberações, e os feiticeiros concordaram fazer tudo, para a molestar. Tudo tentaram, mas Ela perseverava na oração e continuava imperturbável. Apercebia-se certamente do que fazíamos, mas nada conseguimos. Não conseguimos molestar esta terrível (2) criatura, pois Ela não estava submetida no pecado original como o resto da humanidade.
Nem mágicos, nem feiticeiros, nem ninguém lhe poderia fazer mal. Nós, demônios e os feiticeiros, só podemos molestar as criaturas humanas, e dum modo especial, os possessos. Mas sobre Ela, os mágicos infernais não tinham qualquer influência. Acometeu-nos então uma fúria infernal, um furor louco de que só o inferno é capaz, quando verificamos que todos eles nada podiam contra esta criatura incompreensível, predestinada por Deus. Então precipitamo-nos sobre mágicos e feiticeiros e neles descarregamos todo o nosso furor (3). Receberam o dobro do mal que lhe (aponta para cima) deviam ter feito (geme).
É para mim um tormento horrível que tenha de ser eu a falar destas coisas. Precisamente eu!... Deixa-me em paz. A mulher (refere-se a possessa) tem quase um ataque cardíaco; deixa-me em paz!
E – É a Santíssima Virgem que te ordena...
B – Nós não queremos falar mais, não!
E – Tens de falar! Fala!
Não se pode descrever a fúria do inferno quando se viu que todas as nossas tentativas tinham sido vãs. Como nada tínhamos conseguido, voltamos a refletir na maneira de a molestar, mas Ela destruiu os nossos intentos perversos e tudo o mais. Ela é mais poderosa do que nós. É que Ela era uma criatura escolhida por Deus, escolhida dum modo especial.
Enquanto a Terra subsistir até ao fim do mundo, nunca se encontrará ninguém que se assemelhe, e desde o começo do mundo até a eternidade jamais haverá alguém que se lhe possa igualar. E Ele, lá em cima (indica os Céus), não podia ter imaginado nada mais atroz, não podia lembrar-se de nada mais vergonhoso, do que obrigar-nos a subir a essa Esfera para nos apresentar esta criatura. Isso foi para nós uma terrível derrota (fala em tom lamuriento).
Teríamos preferido ficar no fundo do inferno, no meio do fogo mais cruel, a ser obrigados a contemplar essa... Nós não podemos dizer o que queremos, mas se isso fosse possível, gostaria de usar expressões bem mais injuriosas. Ela não o permite.
Sermos forçados a contemplar esta criatura, revestida da maior Santidade com coroa e cetro, eleita pelo Altíssimo (lança gritos medonhos), foi ultraje para nós. Tenho ainda essa visão diante dos olhos. E essa visão de então, enlouquece-nos ainda (grita).
É como se tudo tivesse sucedido hoje, e o mesmo se passa com os outros. Ainda agora isso nos faz saltar de raiva. Quando pudemos – foi mais uma autorização que uma ordem – voltar ao inferno, lançamo-nos em fúria uns contra os outros. Podeis imaginar como nos maltratamos... pois era-nos insuportável ter de nos ver uns aos outros. É horrível sentirmo-nos dominados por uma criatura assim, por uma mulher! É horrível! É uma loucura!
Relacionado com esta ocasião, devo acrescentar mais uma coisa... (uiva e grita dum modo horrível). Quando Ela foi chamada a colaborar na formação da Igreja, fundada por Seu Filho, mergulhava de tal modo na oração, que o Todo-Poderoso teria vontade de segurá-la nas Suas mãos, tal era o Seu deleite.

(1) Palavra que utiliza a grande vidente espanhola Madre Agreda. Foi durante um 2º Conselho diabólico, depois da morte de Jesus, que se estabeleceu o novo plano de domínio do mundo. O demônio fala aqui no primeiro Conselho, realizado depois de verificarem a identidade de Maria e de suspeitarem da Sua Missão.

(2) Aqui o termo “terrível” deve ser entendido como: Terrível para os demônios! Terrível para o inferno! De fato, Maria é o maior terror dos demônios! Pelo que se viu até aqui, até mesmo a majestade de Deus parece assustar menos ao inferno, que Maria. Quando é que todos os homens entenderão a missão desta Mulher?

(3) Aqui a prova do quanto os demônios mais poderosos – os mais maus – de uma certa forma, tiranizam, perseguem e causam mal aos demônios menores. E claro que esta tiranização e esta opressão lhes causa mais sofrimento. Tudo isso nos deve levar a uma meditação profunda, para que façamos tudo, o possível e o impossível, para que ninguém caia naquele antro de sofrimento eterno.

De fato, fica aqui, muito claro, o imenso poder que Deus deu à Nossa querida Mãe do Céu. Há se todos os irmãos separados compreendessem esta incrível verdade. Os demônios sabem, desde os primórdios do cristianismo, que serão derrotados por ela, aliás, já foram, porque isso está escrito em letras grandes no Céu. E isso, para os demônios, depois do sofrimento de se verem eternamente separados de Deus, é seguramente a sua segunda causa maior de tormento eterno. Justo aquilo que eles não queriam, serem, um dia, derrotados por uma Mulher, acontecerá. Justo Aquela Mulher que eles se negaram a obedecer, no início, porque se achavam orgulhosamente superiores a todas as criaturas. Sim, a sua fúria contra Ela se expandiu nestes séculos e embora seus bruxos infernais não tivessem achado fórmula de a derrotar, sequer descobriram um meio de chegar perto Dela, eles não desistem, porque, nesta luta encarniçada, acabam sempre levando alguns dos incautos filhos de Maria à perdição Eterna. Sim, estes filhos incautos são o calcanhar (Gn 3,15) de Maria Santíssima, ou seja, o seu ponto fraco, e somente neles os demônios impotentes se podem vingar.

E entre estes que se perdem, estão certamente aqueles que rejeitam também Maria, em especial os avisos que ela tem transmitido em suas aparições. Certo que a maioria dos homens não conhece nada sobre Maria, já porque os demônios lhes esconderam isso. Mas é certo, também, que os filhos que se entregam docilmente ao comando Dela, nem precisam ver com seus olhos a sua majestade: Basta sentirem em seus corações os influxos poderosos das graças que Dela partem. E é justo por causa destes, os que rezam, especialmente os que rezam o Rosário, que Deus ampliou o tempo da misericórdia, para que ainda algumas milhões de almas se salvem. Afinal, foi devido às súplicas de Maria – a nossa onipotência suplicante – que Deus mandará à terra um Aviso e um Milagre, que numa explosão suprema do Espírito de Deus, acabarão por converter a maioria absoluta dos homens de hoje. Eis porque o inferno tanto teme estes dois eventos.

Coloquemo-nos, cada vez mais nos braços de Maria!
Ela nos levará, cada vez mais para os braços de seu filho Jesus!
E com ela venceremos!

Aarão!


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GRITOS DAS TREVAS (Parte 8)



(Parte um) - (02/06/2003)

Neste capítulo, no que tange aos exorcismos em si, compreenderemos melhor o imenso poder que Deus deu à Nossa Senhora. O fato de Deus permitir – e obrigar – que estes fatos sejam revelados pelos demônios, não nos deveria espantar. Na verdade mesmo, os homens não querem crer, e por isso Deus Se obriga, por todos os meios, a nos alertar, para nos abrir os olhos. Outra coisa, o leitor deve ter percebido, durante as sessões anteriores, a pressão que Lúcifer e sua camarilha exercem contra o demônio que está sendo expulso, para que ele não fale, para que não denuncie ao mundo os artifícios do inferno. Eis que agora, a um dado momento, Nossa Senhora obriga a outro demônio maior, chamado Belzebu, muitíssimo mais poderoso qualquer alma caída, para que tom o lugar de Judas, e responda as perguntas que os exorcistas fazem, ou para que diga ao mundo, aquilo que o Céu o obriga a dizer.

Ora, este Belzebu é na verdade o segundo na hierarquia do inferno. Ele vem logo após Lúcifer, e por outras revelações se sabe que, já muitas vezes, nestes milênios desde a queda dos anjos, os dois se engalfinharam em lutas monumentais, pela disputa da supremacia do comando infernal. Porém Lúcifer é mais forte, ou seja, ele é ainda mais mau que este outro, e isso nunca mudará. Deste modo, como se trata de um dos mais poderosos demônios do inferno, a revelação também passa a ter também, um cunho ainda mais forte, mais profundo e mais revelador que os outros, porque ele conhece melhor a Deus e às suas coisas. Porém, foi sem espernear muito que Belzebu falou. E por ser um texto que passaria de vinte páginas, preferimos separá-lo em três textos distintos, porque assim se torna mais fácil de assimilação, uma vez que os leitores podem meditar melhor em cada um.

EXORCISMO DE 30 DE MARÇO DE 1976

Contra Judas Iscariotes (J) e
Belzebu, demônio do coro dos Arcanjos (B)

A VIRGEM SANTÍSSIMA COMANDA

E – Em nome de Jesus, diz-nos, quem tem de falar?
J – Judas tem de falar.... Por agora, isso é uma questão supérflua. Primeiramente é preciso por os vossos assuntos em ordem (rosna).
E – Em nome de Jesus, por em ordem, o que?
J – O assunto que se refere à publicação deste livro (rosna de novo). E isso ainda não é tudo.
E – Que significa “não é tudo?” Diz a verdade, tens de falar. Diz a verdade, em nome (...)!
J – Nós não queremos falar. Já não queremos dizer mais nada.
E – Em nome do Santíssimo Sacramento do Altar, que tu traíste, depois da Última Ceia, tens de falar agora!
J – Se eu tivesse sabido, nunca o teria traído!
E – Nessa santa tarde traíste Jesus e agora, em seu Nome, e em nome de todos os Santos Apóstolos e Papas, que não atraiçoaram Cristo tens de falar. Diz agora a verdade e só a verdade. Tens de falar, Judas Iscariotes!
J – O que está impresso, está em ordem, mas isso não é ainda tudo.
E – Então que é que falta? Diz a verdade em nome (...)!
J – É precisamente isso que nós queremos dizer. Ide para casa, ide-vos embora.
E – Não, agora não vamos para casa! Agora tem de falar Judas Iscariotes e belzebu. Nós vos ordenamos que digas só a verdade!
J – Como nós (aponta para cima) A odiamos! (geme) Não nos podeis exigir isso!
E – Podemos sim! Ela é vossa Rainha e Soberana. Todo o inferno lhe deve obedecer!
J – De acordo, Ela, (aponta para cima), de acordo, Ela deve... (geme como um miserável), Ela lá está com coroa e cetro e sobre a coroa tem essa cruz (os seus gritos comovem). Oh! Como A tememos!
Nós não queremos que uma mulher mande em nós, não queremos. Tenho de repetir coisas que já foram ditas e tenho de acrescentar coisas novas.
Sem entrar em pormenores, Véroba disse que as vossas orações eram um paradoxo, pois sem elas o Aviso já teria surgido. No entanto, o verdadeiro motivo deste retardamento é outro: é para que mais alguns homens ainda se salvem.
A Santíssima Virgem quer que este maldito livro seja largamente difundido (1). E isso era só o que nos faltava; que todo o mundo soubesse o que nós tramamos. As pessoas poderiam talvez mudar de vida, começariam certamente a mudar de vida, começariam certamente a duvidar de tudo o que nós propagamos através de Roma, e voltar-se-iam para a antiga tradição. Só nos faltava mais esta, só nos faltava mais esta.
É claro que Ela (aponta para cima) quer que digamos outras coisas.
E – Tens que dizer a verdade, em nome (...)! Tens de falar para a Igreja!
J – Já fiz demais pela Igreja, por esse maldito “caixote de lixo.”(2)
E – Fala agora para a Igreja, a Santa Igreja, que jamais perecerá, em nome (...)!
J – Bem! Não tenho outro remédio senão falar.
E – Sim, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Vós não tendes poder para destruir a Igreja.
J – Sobre a Igreja falaremos mais tarde. Primeiro eu quero continuar com o tema que estava a tratar. Da Igreja falaremos mais tarde!
Ela quer que eu ainda acrescente mais qualquer coisa ao assunto do sexo e aos problemas da juventude. Ela quer que todos saibam que é preciso falar do altar, sobre esses assuntos, que é preciso pregar sobre as virtudes (respira com dificuldade); que é preciso que todos saibam, como a culpa pesa... ouvis?... como pesa e aonde conduz.
E – Que culpa, fala em nome (...)!

(1) Embora ele seja autorizado a dizer a palavra “maldito”, referindo-se a este livro, o sentido é: maldito para o inferno, no sentido de ruim para o inferno, não para Deus.
(2) Devemos compreender aqui, que estas expressões de baixo calão contra a Igreja não procedem do Céu e sim dos próprios espíritos maus. Mas como viram, quando a expressão tenta ser dirigida contra Deus, ou contra a Igreja, até ela é indicada, mas jamais blasfêmia alguma do inferno será pronunciada contra Maria Santíssima. Quando ele cita, então, a Igreja como um caixote de lixo, de certa forma é porque ela está sendo feita assim.

OS PECADOS DOS HOMENS

J – A culpa dos pecados em geral e de cada pecado em particular. Poder-se-á falar de cada um destes pecados separadamente, em sermões diferentes, ou agrupá-los num mesmo sermão, como for mais útil a cada um, mas antes deve invocar-se sempre o Espírito Santo.
É preciso que a juventude, que os crentes, tomem consciência da gravidade do pecado, de como ele é imensamente grave e funesto, de onde vem e aonde conduz, como vem, como poderia evitar-se, o que é preciso fazer para o atenuar, para o eliminar completamente. (geme).
Em primeiro lugar é preciso dizer que a oração é um dos pilares mais sólidos, em que assenta a vida cristã. É preciso proclamá-lo dos púlpitos e não ao microfone. Mil microfones não substituem o púlpito. Quando um Padre fala do púlpito, os fiéis ficam diretamente suspensos da Palavra de Deus. Não olham para frente, para trás, para os lados, numa palavra, evitam qualquer possibilidade de distração e podem concentra-se muito melhor. Sim, já foi dito, mas é preciso que eu volte a repeti-lo, é preciso que seja referido mais uma vez.
E – Quando é que tu falaste disto, Judas Iscariotes? Ainda te lembras? Fala em nome (...)!
J – Sim, em 31 de Outubro.
E – Continua, continua em nome (...)!
J – A culpa é muito maior do que qualquer um de vós o poderá imaginar. Nós, os demônios somos horríveis. Temos medo uns dos outros. Temos um aspecto horrível. É-nos insuportável estar próximo uns dos outros. Se ao menos não tivéssemos que nos encarar! Mas temos, a isso somos obrigados! Temos que viver neste charco diabólico por toda a eternidade, e temos que nos encarar.
Quando somos obrigados a olhar o pecado ou a culpa nos homens, apodera-se de nós um grande terror. Podereis, assim, imaginar a gravidade da culpa, que consegue aterrorizar–nos, a nós demônios, habituados à tantas coisas, que permanecemos dia e noite neste horrível tormento, que somos obrigados a contemplar hora à hora, minuto a minuto, este espetáculo, terrível entre os terríveis. O pecado aterroriza-nos. Assim, podereis imaginar a gravidade da culpa, sobretudo diante d’Aquele que está lá em cima (aponta para cima) e cuja majestade ultrapassa. Tinha de dizer isto (geme dum modo lastimoso)!

A MAJESTADE DE DEUS

Se conhecêsseis a Sua Majestade (aponta para o alto)!
(neste momento Belzebu é obrigado a falar ao invés de Judas)
Não é Judas que o diz, é belzebu. Sou eu, belzebu, quem a partir deste momento vai falar.
E – Bom, tu conheceste melhor do que Judas a majestade de Deus. Fala, em nome (...)!
B – É que Judas não contemplou a majestade de Deus. Isto é, ele viu a humanidade de Deus e a partir dela conseguiu deduzir algo da sua majestade. Mas Judas não viu Deus na sua grande majestade, como eu o vi (suspira). Sabeis como é?
Eu vi-o, isto é, não como vocês o hão de ver um dia. Mas pude compreender a sua grandeza e uma grande parte foi-me dada a sentir e a conhecer. Nós não possuíamos ainda a beatitude total perfeita, mas já tínhamos atingido um grau elevado (1). Mas tínhamos inveja d’Ela (aponta para o alto), nós não queríamos dar-lhe o prazer de nos governar ou dominar. Daí deriva o que irá seguir-se. De fato, Ela é-nos superior, é-nos terrivelmente superior.

(1) Já explicamos parte desta questão da formação dos anjos no início do artigo anterior. Eles não foram criados, completos, plenos, já prontos e dotados de todos os seus dons. Ao tempo da revolta deles, sob o comando de Lúcifer, os anjos ainda estavam em formação. E sem eles o saberem, Deus os preparava para darem a Ele uma demonstração de que mereceriam, o Seu imenso Amor. Ou seja, eles teriam que provar para Deus – pois como nós eram livres para dizer sim e não – que eram dignos de viver eternamente na Santa presença do Criador para todo o sempre. E aqui fica muito claro que o motivo principal, a centelha maior, que incendiou aqueles espíritos caídos, foi o fato de não se sujeitarem a obedecer a Maria, que por ser Mulher, era considerada um ser inferior por eles. Este o motivo pelo qual se revoltaram e foram expulsos do Céu. Inveja, orgulho, desobediência, ódio! E foi ali que o pecado começou a existir.

MARIA, MÃE DA IGREJA.

E – Fala Belzebu em nome do Pai (...) e sob as ordens da Imaculada Conceição!
B – Foi precisamente a mim que Ela escolheu para dizer isto. Se Ela tivesse escolhido Allida, mas Ela quer que seja eu. Agora, escutai bem! Tenho de falar, Ela obriga-me.
Ela lá está, com a coroa e o cetro. Ela lá está, quase que me esmaga. Foi assim: a princípio, com os Apóstolos, quando Ela, a Mãe (aponta para cima), vivia ainda, foi Ela por assim dizer, a orientadora da Igreja, que começava a dar os seus primeiros passos. Ela tinha que rezar para que a Igreja se desenvolvesse convenientemente, para que se desenvolvesse como (rosna)... como devia desenvolver-se, segundo a vontade do Espírito Santo.
Ela ficava dia e noite de joelhos, rezava para que a Igreja crescesse e se libertasse do Antigo, isto é, da lei mosaica e que a circuncisão desaparecesse. Ela compreendia que a circuncisão fora conveniente numa determinada época e que, segundo a lei dessa época, tinha sido necessária. Mas depois da vinda de Cristo e da Sua obra, já não o era. Jesus Cristo ainda se submetera à circuncisão, mas Ele não queria que ela continuasse. A partir desse momento existia o Santo Sacrifício da Missa (rosna).
A Santíssima Virgem estava presente, quando os Apóstolos celebraram a primeira Missa. Depois da Ascensão de Cristo, a Santíssima Virgem participava sempre da Santa Missa celebrada pelos Apóstolos e recebia a Sagrada Comunhão. Preparavam-se durante horas para a Santa Missa. Quem é que procede assim, nos tempos de hoje? Poucos ou nenhum. Muitas vezes os Apóstolos preparavam-se dias inteiros só para a celebração de uma Missa.
Certa ocasião, a Santíssima Virgem retirou-se durante dez dias para rezar dia e noite. Então foi levada ao Céu e pode contemplar a majestade infinita de Deus. Deus, a Santíssima Trindade, ordenou-nos a nós, lá em baixo, que subíssemos do inferno (aponta primeiro para baixo e depois para cima). Ainda não era a esfera celestial perfeita, mas já era uma esfera superior. Fomos obrigados a subir e a contemplar essa criatura, quer o desejássemos, quer não. A Santíssima Trindade obrigou-nos a contemplá-La, na sua majestade, quase perfeita. A sua majestade e esplendor eram maiores do que quando a tínhamos visto anteriormente. A Santíssima Virgem vencera, tinha-nos vencido. Vimô-lA revestida de Sol. Seja como for, vimô-lA em grande majestade, com a lua a Seus pés, isto é, o mundo. O mundo inteiro é significado pela lua, que Ela tem aos pés, e como adversário a serpente, que representa a nós.
Como nós suplicamos a Deus! Como nós imploramos à Majestade Divina, que afastasse aquela visão! Até lhe suplicamos que nos precipitasse imediatamente ao inferno, a fim de que nos pudéssemos afundar nas esferas infernais, de tal modo nos era difícil suportar o seu olhar! Mas Ele não nos deixou partir. Tivemos ainda de suportar uns momentos aquele olhar terrível (solta gemidos cheios de desespero).
Não podeis imaginar o tempo que passamos em deliberações para descobrir a melhor forma de enfraquecer ou molestar, nem que fosse só um pouco, aquela criatura! (aponta para cima). Mas nada conseguimos. Ela vencia-nos em toda a parte. Era soberana em toda a parte. Durante anos, durante séculos, deliberamos, para vencer o que podíamos, o que poderíamos fazer, quando Ela lá estivesse. E quando isso aconteceu, nós nem sequer A reconhecemos imediatamente...
E – Não A reconheceram imediatamente?
B - ...Imediatamente, não. Sentimos que devia ser Ela. Sentimos que devia tratar-se duma criatura extraordinária, incrivelmente virtuosa, sobre quem não tínhamos qualquer poder. O porque não compreendemos logo (rosna e geme violentamente)... nem compreendemos quem se escondia lá atrás. Eu, Belzebu, e Lúcifer, nós convocamos todo o Conselho.(1) Quando tivemos a certeza absoluta de que era Ela, deliberamos longamente, dia e noite, a ver o que poderíamos fazer para a prejudicar. Até convocamos os melhores mágicos.
Ordenamos-lhe que a (aponta para cima) molestassem, no seu corpo e na sua alma, para que a sua força enfraquecesse, a sua oração não nos fosse tão desastrosa, e para que deixasse de exercer um poder tão grande. Nós já víamos que seria Ela quem teria, mais tarde, a Igreja nas mãos. O próprio Pedro caía a seus pés, quando era preciso (resmunga).
Ela tem um poder imenso, porque Ela é a criatura mais perfeita e a mais amada por Deus. Foi (é ainda) um ser duma perfeição incrível. Depois de Deus, está milhares e milhares de vezes acima das criaturas. Mesmo o seu esposo, S. José, que estava milhares e milhares de vezes acima dos outros homens, era-lhe ainda imensamente inferior.
Então prosseguimos nas nossas deliberações, e os feiticeiros concordaram fazer tudo, para a molestar. Tudo tentaram, mas Ela perseverava na oração e continuava imperturbável. Apercebia-se certamente do que fazíamos, mas nada conseguimos. Não conseguimos molestar esta terrível (2) criatura, pois Ela não estava submetida no pecado original como o resto da humanidade.
Nem mágicos, nem feiticeiros, nem ninguém lhe poderia fazer mal. Nós, demônios e os feiticeiros, só podemos molestar as criaturas humanas, e dum modo especial, os possessos. Mas sobre Ela, os mágicos infernais não tinham qualquer influência. Acometeu-nos então uma fúria infernal, um furor louco de que só o inferno é capaz, quando verificamos que todos eles nada podiam contra esta criatura incompreensível, predestinada por Deus. Então precipitamo-nos sobre mágicos e feiticeiros e neles descarregamos todo o nosso furor (3). Receberam o dobro do mal que lhe (aponta para cima) deviam ter feito (geme).
É para mim um tormento horrível que tenha de ser eu a falar destas coisas. Precisamente eu!... Deixa-me em paz. A mulher (refere-se a possessa) tem quase um ataque cardíaco; deixa-me em paz!
E – É a Santíssima Virgem que te ordena...
B – Nós não queremos falar mais, não!
E – Tens de falar! Fala!
Não se pode descrever a fúria do inferno quando se viu que todas as nossas tentativas tinham sido vãs. Como nada tínhamos conseguido, voltamos a refletir na maneira de a molestar, mas Ela destruiu os nossos intentos perversos e tudo o mais. Ela é mais poderosa do que nós. É que Ela era uma criatura escolhida por Deus, escolhida dum modo especial.
Enquanto a Terra subsistir até ao fim do mundo, nunca se encontrará ninguém que se assemelhe, e desde o começo do mundo até a eternidade jamais haverá alguém que se lhe possa igualar. E Ele, lá em cima (indica os Céus), não podia ter imaginado nada mais atroz, não podia lembrar-se de nada mais vergonhoso, do que obrigar-nos a subir a essa Esfera para nos apresentar esta criatura. Isso foi para nós uma terrível derrota (fala em tom lamuriento).
Teríamos preferido ficar no fundo do inferno, no meio do fogo mais cruel, a ser obrigados a contemplar essa... Nós não podemos dizer o que queremos, mas se isso fosse possível, gostaria de usar expressões bem mais injuriosas. Ela não o permite.
Sermos forçados a contemplar esta criatura, revestida da maior Santidade com coroa e cetro, eleita pelo Altíssimo (lança gritos medonhos), foi ultraje para nós. Tenho ainda essa visão diante dos olhos. E essa visão de então, enlouquece-nos ainda (grita).
É como se tudo tivesse sucedido hoje, e o mesmo se passa com os outros. Ainda agora isso nos faz saltar de raiva. Quando pudemos – foi mais uma autorização que uma ordem – voltar ao inferno, lançamo-nos em fúria uns contra os outros. Podeis imaginar como nos maltratamos... pois era-nos insuportável ter de nos ver uns aos outros. É horrível sentirmo-nos dominados por uma criatura assim, por uma mulher! É horrível! É uma loucura!
Relacionado com esta ocasião, devo acrescentar mais uma coisa... (uiva e grita dum modo horrível). Quando Ela foi chamada a colaborar na formação da Igreja, fundada por Seu Filho, mergulhava de tal modo na oração, que o Todo-Poderoso teria vontade de segurá-la nas Suas mãos, tal era o Seu deleite.

(1) Palavra que utiliza a grande vidente espanhola Madre Agreda. Foi durante um 2º Conselho diabólico, depois da morte de Jesus, que se estabeleceu o novo plano de domínio do mundo. O demônio fala aqui no primeiro Conselho, realizado depois de verificarem a identidade de Maria e de suspeitarem da Sua Missão.

(2) Aqui o termo “terrível” deve ser entendido como: Terrível para os demônios! Terrível para o inferno! De fato, Maria é o maior terror dos demônios! Pelo que se viu até aqui, até mesmo a majestade de Deus parece assustar menos ao inferno, que Maria. Quando é que todos os homens entenderão a missão desta Mulher?

(3) Aqui a prova do quanto os demônios mais poderosos – os mais maus – de uma certa forma, tiranizam, perseguem e causam mal aos demônios menores. E claro que esta tiranização e esta opressão lhes causa mais sofrimento. Tudo isso nos deve levar a uma meditação profunda, para que façamos tudo, o possível e o impossível, para que ninguém caia naquele antro de sofrimento eterno.

De fato, fica aqui, muito claro, o imenso poder que Deus deu à Nossa querida Mãe do Céu. Há se todos os irmãos separados compreendessem esta incrível verdade. Os demônios sabem, desde os primórdios do cristianismo, que serão derrotados por ela, aliás, já foram, porque isso está escrito em letras grandes no Céu. E isso, para os demônios, depois do sofrimento de se verem eternamente separados de Deus, é seguramente a sua segunda causa maior de tormento eterno. Justo aquilo que eles não queriam, serem, um dia, derrotados por uma Mulher, acontecerá. Justo Aquela Mulher que eles se negaram a obedecer, no início, porque se achavam orgulhosamente superiores a todas as criaturas. Sim, a sua fúria contra Ela se expandiu nestes séculos e embora seus bruxos infernais não tivessem achado fórmula de a derrotar, sequer descobriram um meio de chegar perto Dela, eles não desistem, porque, nesta luta encarniçada, acabam sempre levando alguns dos incautos filhos de Maria à perdição Eterna. Sim, estes filhos incautos são o calcanhar (Gn 3,15) de Maria Santíssima, ou seja, o seu ponto fraco, e somente neles os demônios impotentes se podem vingar.

E entre estes que se perdem, estão certamente aqueles que rejeitam também Maria, em especial os avisos que ela tem transmitido em suas aparições. Certo que a maioria dos homens não conhece nada sobre Maria, já porque os demônios lhes esconderam isso. Mas é certo, também, que os filhos que se entregam docilmente ao comando Dela, nem precisam ver com seus olhos a sua majestade: Basta sentirem em seus corações os influxos poderosos das graças que Dela partem. E é justo por causa destes, os que rezam, especialmente os que rezam o Rosário, que Deus ampliou o tempo da misericórdia, para que ainda algumas milhões de almas se salvem. Afinal, foi devido às súplicas de Maria – a nossa onipotência suplicante – que Deus mandará à terra um Aviso e um Milagre, que numa explosão suprema do Espírito de Deus, acabarão por converter a maioria absoluta dos homens de hoje. Eis porque o inferno tanto teme estes dois eventos.

Coloquemo-nos, cada vez mais nos braços de Maria!
Ela nos levará, cada vez mais para os braços de seu filho Jesus!
E com ela venceremos!

Aarão!


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A surpresa! - O CARTÃO DE VISITA





Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências.

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos .

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado ?

Respondeu o jovem :

- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a Historia Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.

Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

É mesmo? Disse o senhor.

E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.


Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.

No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Cientificas da Universidade Nacional da França. Um pouco de ciências nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima “.

Fato verídico, ocorrido em 1892 integrante da biografia de Luiz Pasteur.

Que Deus abençoe imensamente
a sua vida, a sua família, o seu trabalho,
seus amigos, e todos aqueles que você
quer bem, afinal
Deus sabe de todas as coisas.

Música Diabólica na Novela Caminho das Índias



Rede Globo de Televisão tem colocado como tema principal em sua novela das 8h a música ‘Simpatia Com o Diabo’ (Sympathy for the Devil) .
Colocamos disponível aqui a tradução desta música para que sirva como um alerta para todos.
Desejamos que você tire suas próprias conclusões sobre este assunto, pois é por uma mensagem como esta, escondida atrás de uma melodia bonita, que muitos poderão ser atraídos.
Cuidado! O mundo espiritual é mais REAL do que podemos imaginar…


Sympathy for the Devil (Simpatia Com o Diabo)



Please allow me to introduce myself

I’m a man of wealth and taste

I’ve been around for a long, long year

Stole many a man’s soul and faith


Por gentileza me permita me apresentar

Sou um homem de fortuna e requinte

Estou por aí já faz alguns anos

Roubei as almas e a fé de muitos homens





And I was ’round when Jesus Christ

Had his moment of doubt and pain

Made damn sure that Pilate

Washed his hands and sealed his fate


E eu estava por perto quando Jesus Cristo

Teve seu momento de duvida e dor

Fiz muita questão que Pilatos

Lavasse suas mãos e selasse seu destino





Pleased to meet you

Hope you guess my name

But what’s puzzling you

Is the nature of my game


Um prazer em lhe conhecer

Espero que adivinhem o meu nome

Mas o que lhes intriga

É a natureza do meu jogo





I stuck around St. Petersberg

When I saw it was a time for a change

Killed the Czar and his ministers

Anastasia screamed in vain

Eu aguardei em São Petersburgo

Quando percebi que era hora para mudanças

Matei o Cézar e seus ministros

Anastácia gritou em vão






I rode a tank

Held a general’s rank

When the Blitzkrieg raged

And the bodies stank


Pilotei um tanque

Usei a patente de general

Quando as blitzkrieg urgiam

E os corpos fediam





Pleased to meet you

Hope you guess my name, oh yeah

What’s puzzling you

Is the nature of my game, oh yeah


Um prazer em lhe conhecer

Espero que adivinhem o meu nome

Mas o que lhes intrigam

É a natureza do meu jogo





I watched with glee

While your kings and queens

Fought for ten decades

For the Gods they made


Assisti com orgulho

Enquanto seus reis e rainhas

Lutaram por dez décadas

Pelos deuses que eles criaram





I shouted out

‘Who killed the Kennedys?’ When after all

It was you and me

Gritei bem alto

‘Quem matou os Kennedys?’

Quando afinal de contas

Foi apenas você e eu





Let me please introduce myself

I’m a man of wealth and taste

And I laid traps for troubadors

Who get killed before they reached Bombay

Permita-me por gentileza me apresentar

Sou um homem de fortuna e requinte

Deixei armadilhas para ministreis

Que morreram antes de chegarem a Bombaim





Pleased to meet you

Hope you guessed! my name, oh yeah

But what’s puzzling you

Is the nature of my game


Um prazer em lhe conhecer

Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah

Mas o que lhes intriga

É a natureza do meu jogo





Pleased to meet you

Hope you guessed my name, oh yeah

But what’s confusing you

Is just the nature of my game

Um prazer em lhe conhecer

Espero que adivinhem o meu nome

Mas o que lhes confunde

É a natureza do meu jogo





Just as every cop is a criminal

And all the sinners Saints

As heads is tails

Just call me Lucifer

‘Cause I’m in need of some restraint

Assim como todo cana é um criminoso

E todos os pecadores Santos

Como cara é coroa

Basta me chamar de Lúcifer

Pois estou precisando de alguma restrição





So if you meet me

Have some courtesy

Have some sympathy, and some taste

Use all your well-learned politesse

Or I’ll lay your soul to waste, um yeah


Então se me conhecer

Tenha alguma delicadeza

Tenha a simpatia, e algum requinte

Use toda sua polidez bem aprendida

Ou deitarei sua alma para apodrecer





Pleased to meet you

Hope you guessed my name, um yeah

But what’s puzzling you

Is the nature of my game, um! baby, get down

Prazer em lhe conhecer

Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah

Mas o que lhes intrigam

É a natureza do meu jogo







Woo, who

Oh yeah, get on down

Oh yeah

Oh yeah!

Tell me baby, what’s my name

Tell me honey, baby guess my name

Tell me baby, what’s my name

I tell you one time, you’re to blame


Diga-me baby, qual é o meu nome

Diga-me doçura, qual é o meu nome

Diga-me baby, qual é o meu nome

Lhe digo uma vez, é sua culpa





Ooo, who, who

Ooo, who, who

Oh, yeah

Diga-me baby, qual é o meu nome

Diga-me doçura, qual é o meu nome

Diga-me baby, qual é o meu nome

Lhe digo uma vez, é sua culpa





Ooo, who, who

Ooo, who, who

Oh, yeah


Enviado por Iremar/ Santarém Pará

10 de abril de 2009

Entre dores e tormentos


O que Jesus sentiu ao ser cravado na Cruz


A MÃO DIREITA. Por ordem dos carnífices, estendi os braços sobre a cruz. Primeiro cravaram-me a mão direita. Nisto houve um mistério, porque minha crucifixão foi-me infligida pelos inimigos, mas antes decretada pelo divino Pai. Recebi aquele tormento da destra do Pai, para satisfazer à justiça divina e salvar o gênero humano. Senti antes o espasmo na mão direita, porque devia ela abrir a tantos a porta do Reino eterno. De fato, a direita foi a primeira a experimentar a dor e a destra foi a primeira a doar o Paraíso ao ladrão. Quis também sofrer antes a dor na mão direita, e sentir quantos espasmos devia suportar para salvar as almas perdidas e para abrir-Ihes a senda e a entrada do Paraíso.

Após estender, pois, a mão sobre o buraco já feito na cruz, um desapiedado servo pregou o cravo, e a golpes de martelo prendeu-o à cruz. Por este tormento tão cruel, todos os meus membros sentiram a dor que chegou até ao Coração. Disse então ao amor que ali ardia: "Estarás, enfim, satisfeito, ó amor insaciável, quando os tormentos chegam a fazer os espasmos serem sentidos também no Coração!" Mas, o amor não satisfeito reclamava mais penas. E eu, voltado para o divino Pai, pedi-lhe se dignasse dar-me força e auxílio, porque já me sentia desfalecer. O Pai fez com que a divindade revigorasse a humanidade a fim de poder suportar os mais ásperos tormentos. Eu, inteiramente resignado à vontade do Pai, mostrava-me pronto a sofrer tudo com profundo amor. Não deixava de pedir a cada momento força e auxílio ao Pai, embora isto me servisse para experimentar ainda mais os padecimentos.

Estando a mão direita cravada na cruz, supliquei, voltado para o Pai, por causa desta dor, se dignasse servir-se de sua onipotente mão direita, em favor de todos os meus irmãos, não apenas perdoando-Ihes todas as culpas, mas dando-Ihes a graça de se emendarem e de mudarem de vida, dizendo-lhe: "Vós, Pai amantíssimo, fazei por meio de vossa destra que todos os meus irmãos errantes voltem à reta senda da virtude. Mudai-os, com o poder de vosso braço, e enchei as almas de todos eles com bênçãos. Estende-a sobre todos, e sejam todos protegidos por vossa destra. Fazei, enfim, que todos se encontrem à vossa destra, no dia do juízo universal, a fim de que todos possuam aquele Reino que agora mereço para eles, à custa de tantas penas." Ouviu o divino Pai a súplica, e atendeu os pedidos. E vi todas as graças, todas as bênçãos, toda a proteção e todas as mudanças nas almas que Ele operaria mediante sua destra onipotente. Por tudo lhe tributei afetuosas graças. Senti, porém, amargura ao ver que tantas almas abusariam das graças dispensadas pela destra do Pai. Convidei ainda todas as almas justas a entrarem nesta chaga para se conservarem e crescerem na virtude. Convidei também todos a virem a esta chaga, para pedirem a entrada no Paraíso e oferecê-Ia ao Pai, a fim de que, pelos méritos dela, Ihes fosse dado ingresso. E vi quantos acorreriam ao convite. Por eles pedi ao Pai muitas graças e em particular que os introduzisse no Reino eterno. Verifiquei, no entanto, com grande amargura, todos os que recusariam o convite e ficariam sempre surdos às minhas palavras amorosas. Experimentei, depois, mais cruel dor ao ver que a dileta Mãe sentia no seu coração as batidas do martelo e que o prego lhe penetrava no coração, com áspera dor. Falando-lhe ao coração, eu me compadecia dela e a convidava a oferecer também ela sua dor ao Pai, com todos os atos pelos quais eu lha oferecia e a pedir também todas as graças pedidas por mim em favor de meus irmãos. A Mãe amorosa acompanhava-me com grande coragem e fortaleza, proporcionando muito agrado ao divino Pai.



A MÃO ESQUERDA.



Entretanto, os servos, depois de atar o outro braço, estiravam-no com muita força, porque não chegava ao buraco já preparado na cruz. Neste esticar senti grande dor; as articulações dos ossos começavam a separar-se e a abrirem-se os ossos do peito. Por isso a dor foi grande! Mas muito maior foi a amargura e a pena sofrida, porque nesta ocasião via todas as almas infelizes que se deixariam levar à força por seus inimigos, isto é: o demônio, o mundo, e a carne, a cometerem pecados, e não Ihes ofereceriam a devida resistência. Via o poder destes inimigos e experimentava profunda amargura. Voltado para o Pai, supliquei-lhe, pelos espasmos então sentidos, debilitasse as forças hostis e desse fortaleza e graça a todos os meus irmãos para poderem resistir, ficando fortes diante da violência. Vi que o Pai o faria e por isto lhe agradeci. Verifiquei, porém, a grande multidão dos incautos, que se deixariam atrair pelas fraudes deles e não se prevaleceriam da graça. Oh! quão grande foi minha amargura! Convidei-os a resistirem e a serem fortes, dizendo-Ihes: "Eis meu braço que vos dará fortaleza! Não vos afastei de mim! Acorrei aos meus convites! Não sigais os vossos inimigos: porque vos precipitarão nos abismos infernais." Mas eles, surdos às minhas palavras, deixam-se atrair e não se acautelam dos ferimentos. Em vista de momentâneo prazer, afastam-se de mim e deixam-se arrastar por seus inimigos, querendo à força fugir da única pessoa que Ihes pode dar todo bem verdadeiro e toda verdadeira consolação.

Após terem esticado o braço com grande crueldade e chegado a mão ao buraco, esta foi cravada na cruz. Oh! quão grande foi minha dor e a da querida Mãe, que sentia tudo em seu coração! Ao ser cravada esta mão, foi tão grande o espasmo, que me sentia desfalecer inteiramente. Pedi nova ajuda ao divino Pai, para poder sofrer maiores penas. Nesta ocasião, vi todas as almas que seriam precipitadas nos tormentos eternos, por seguirem os atrativos do demônio, dos sentidos e do mundo, inimigos seus, e que sempre se afastariam de mim, desprezando meus convites amorosos. Experimentei, oh! quanta amargura e dor, vendo que todos, no dia do juízo final, estariam à esquerda e receberiam a sentença de pena eterna. Então, todos os meus ossos e todas as minhas junturas se convulsionaram pelo espasmo e no íntimo sofria indizível dor e amargura, de modo que estava privado de todo conforto. Minhas penas chegaram a mergulhar-me num mar de dor. Voltado para todos esses míseros, disse-Ihes: "Vinde, vinde a esta chaga amorosa, pedir a libertação dos tormentos eternos! Escondei-vos nela e ouvi seus doces convites! Esta chaga vos chamará enquanto tiverdes vida, e não cessará jamais de chamar-vos e convidar-vos a recorrer a ela, a reconhecer vossos erros e a fazer penitência deles." Vi que todos se faziam surdos a estas minhas palavras. E eu chamei-os e convidei­-os mais fortemente. Vi que alguns, por fim, acorreriam ao convite e tendo caído em si, conheceriam seus erros e fariam penitência; graças aos méri­tos desta chaga, escapariam dos suplícios eternos. Por eles rendi graças ao Pai. Convidei, depois, todos a entrarem na dita' chaga para serem sal­vos de seus cruéis inimigos. Experimentei profunda amargura, ao ver o número dos que desprezariam meus convites e pereceriam eternamente.



O PEITO DE JESUS.



Sentia dor assaz aguda no peito por estar ele aberto e inteiramente desconjuntado. Ofereci esta grande dor ao Pai, di­zendo-lhe: "Divino Pai, vedes meu peito inteiramente quebrado e aberto! Por isso, vos ofereço o espasmo sofrido agora. Visto se achar aberto, fa­zei com que, em virtude desta áspera dor, se transmita a fortaleza de meu peito ao de todos os meus irmãos! Vedes, Pai, que, apesar de ser meu peito a própria fortaleza, agora foi quebrado por meus inimigos. É justo que padeça a fortaleza de meu peito, se encontre em angústias e sinta a fraqueza, a fim de merecer fortaleza e constância para o peito de meus irmãos. Peço-vos, portanto, de novo, divino Pai, concedê-Ias a eles a fim de serem fortes e constantes no padecer". O Pai ouviu minhas súplicas e as atendeu. Vi que daria muita fortaleza a todos os confessores da fé, a todos os mártires e a todos os que se põem na minha seqüela. Por isso rendi-lhe afetuosas graças. Senti, porém, amargura ao ver que muitos servir-se-iam da fortaleza para ofender ainda mais ao divino Pai e ficarem firmes no erro e nos falsos dogmas.



POSiÇÃO PENOSíSSIMA.



Com as mãos já cravadas e tão estiradas que mal podia respirar, respirava com grande dificuldade. As costas uma só chaga, os ossos descobertos, apoiavam-se na cruz com dor agudíssima. A cabeça estava também apoiada na cruz e sentia nela indizível espasmo, porque os espinhos da coroa me atormentavam. Entre tantos martírios, não havia sequer uma pessoa que tivesse compaixão. Ao invés, todos estavam enfurecidos contra mim. Quem não podia atormentar-me com golpes, ator­mentava-me por injúrias. Grande era a amargura de meu Coração por causa de tanta crueldade. Voltado para o Pai, oferecia-lhe todos aqueles espas­mos e amiúde ia repetindo: "Meu Pai, recebeis grandes ofensas do gênero humano. Mas olhai como são grandes também minhas dores! Por isso vos peço, em virtude de todos esses espasmos, aplacar vosso justo furor e perdoar-lhe.

. "

CRUCIFIXÃO DOS PÉS.



Após cravarem-me as mãos, ligaram os pés com cordas e começaram a estirá-Ias desapiedadamente, porque não che­gavam ao buraco já preparado na cruz. Em conseqüência, experimentei agudíssimo tormento. Oh, esposa minha, quão grande era minha dor! Sen­tia que ia morrer por causa dos espasmos. Por isso suplicava a cada ins­tante ajuda ao Pai e a cada momento a divindade operava o milagre de conservar-me em vida.

Aqueles pérfidos haviam combinado e determinado o modo de crucifi­car-me, isto é, não como os outros crucificados, porém de maneira mais dolorosa, cravando-me os pés um sobre o outro. Foi devido a um grande mistério, embora eles o fizeram em vista de causar-me tormento maior.

Mas não o conseguiram, ao cravar-me. Pregaram, por isto, primeiro o pé direito. Uma parte deles segurava os braços da cruz, e outra parte puxava as cordas, com as quais meus pés estavam atados. Após cravar o pé di­reito, passaram a pregar o esquerdo. Estando assim um pouco esticado, colocaram o prego do pé esquerdo; e tirando depois à força de tenazes o cravo do pé direito, cravaram-no sobre o esquerdo. Senti grande espasmo. Assim fui crucificado com quatro pregos, como se costumava fazer; mas antes de alçar a cruz, estando o corpo já estirado, cravaram-me o pé direi­to sobre o esquerdo, mediante um só cravo, de grossura maior do que os das mãos.

Neste fato se encerra o mistério da justiça divina e o da misericórdia, porque, indo estas de par, a misericórdia, enfim, venceu e superabundou a justiça. A ira mitigou-se e a misericórdia superabundou. O rigor da jus­tiça cedeu ao amor do pai. Ambas uniram-se e se abraçaram, e a justiça cedeu o primado à misericórdia. Assim, tendo andado antes juntas, a jus­tiça, por causa de meus méritos, contentou-se de ceder o primado à mi­sericórdia. E eu rendi graças ao divino Pai por parte de todos os meus irmãos. Louvei a justiça divina e exaltei a misericórdia.

Ouando me cravaram o pé direito, ofereci a áspera dor ao Pai e su­pliquei-lhe se dignasse conceder luz a todos os que caminham pela senda reta da s'alvação, a fim de não errarem no caminho e continuarem a viagem, chegando ao, termo ansiado. Senti, depois, profunda dor, quando vi todas as angústias e tribulações que sofreriam os que querem andar pelo cami­nho reto. Pedi ao divino Pai assisti-I os com a graça e convidei-os todos a virem habitar nesta chaga, para ali se confortarem, animarem e ilumina­rem. Vi todos os assaltos que Ihes dariam os seus inimigos. Por isso con­videi-os ainda a recorrerem a esta chaga, para encontrarem ali refúgio se­guro. Vi também todas as culpas que cometeriam aqueles que caminham pela estrada reta da salvação; embora não fossem graves, todavia experi­mentei dor, porque as ofensas ao divino Pai, embora leves, causavam-me grande tormento, por causa do imenso amor que lhe dedicava e por co­nhecer-lhe o merecimento infinito. Por isso ofereci ao Pai as dores sen­tidas, em desconto de todas as faltas deles. O Pai mostrou-se disposto ao perdão e também a conceder-Ihes a graça de se arrependerem de repente e se emendarem.

Ao cravarem o pé esquerdo, senti a aspérrima dor pela chaga e muito mais por ver todos os que caminham para a perdição. Ao ver a gravi­dade de suas culpas, fiquei muito amargurado. Voltado para o Pai, ofereci lhe minhas dores, em desconto de todas as suas iniqüidades, e supliquei lhe os iluminasse e Ihes desse a conhecer seu grave erro e como estão avançando pelo caminho da perdição. Pedi-lhe misericórdia infinita para com eles. Como visse a justiça divina sempre prestes a castigá-I os, pedi-lhe que, tendo cedido o primado à misericórdia, detivesse os castigos e desse lugar à misericórdia, de modo que os esperasse fazer penitência. Vi que a justiça deteria os castigos, e a misericórdia aguardaria benignamen­te que fizessem penitência. Verifiquei que muitos aproveitariam de tão grande benefício, voltando, enfim, à penitência. Por eles tributei graças ao Pai. Senti, no entanto, amargura, e oh, quanta! ao ver o grande número daqueles que abusariam da misericórdia e da bondade divinas, tão pacien­te em esperar a penitência, e que, em conseqüência. perder-se-iam miseravelmente, experimentando por fim os rigores da justiça divina, a qual, durante tanto tempo retivera os castigos.

Enquanto me cravaram os pés um sobre o outro, senti maior dor. Vi, então, todas as almas, para as quais havia superabundado a divina mise­ricórdia e que, finalmente, embora devido a suas culpas devessem expe­rimentar os rigores da justiça divina, chegariam a desfrutar da divina mi­sericórdia e a exaltá-Ia eternamente, porque se arrependeriam e corres­ponderiam aos benefícios divinos. Por eles rendi graças ao divino Pai. Experimentei, porém, áspera dor e profunda amargura ao ver a multidão dos que abusariam de tudo, até mesmo de tão misericordiosa bondade usada para com eles, e que, míseros, perder-se-iam no fim, fazendo assim prevalecer para eles a justiça divina, por terem em vida desprezado a misericórdia.

Terminada a crucifixão e estando a cruz por terra, sofri incomparável tormento. O espasmo era grande. A cada momento sofria desfalecimento mortal, fugindo a luz de meus olhos por causa da aspereza da dor. Su­plicava continuamente ao Pai ajuda e a divindade não deixava de dar-me força para resistir e sofrer os crudelíssimos tormentos.

EXORTAÇÃO À ESPOSA.

Ouviste, esposa minha, quão cruéis foram as dores de minha crucifixão e quão profundas foram as interiores. Quan­ta amargura de meu Coração, quão grande o sofrimento! Por isso, procu­ra imitar-me, sofrendo todos os males corporais com resignação, sem la­mentar-te, porque teus males jamais chegarão a assemelhar-se aos meus. Ouviste qual foi o conforto recebido após tantos padecimentos: uma be­bida muito amarga e tão má que bastava para levar-me à morte. Não an­des em busca de consolações em tuas angústias, se queres assemelhar-­te a mim. Mortifica também teu gosto. Não te queixes das coisas de gosto ruim, porque não serão como a bebida amarga provada por mim. Não procures sabor na comida e lembra-te sempre do fel que me deram a beber. Assim te será fácil mortificar-te. Sê bem atenta em pre­valecer-te da divina misericórdia e em não abusar das numerosas graças recebidas. Teme sempre a justiça divina, porque apesar de demorar a castigar, virá O tempo em que experimentarão seus rigores, todos os que abusam da misericórdia. Em todas as angústias e tribulações, em todas as tentações e assaltos da parte de teus inimigos, recorre às minhas cha­gas, porque nelas encontrarás refúgio seguro. Sejam tua morada, porque ali encontrarás todo conforto e consolação. Oferece continuamente cada pena ao divino Pai, a fim de que te conceda todas as graças necessárias à tua salvação eterna e à de teu próximo. Ouviste quão grande foi minha confusão ao ser despido pelos pérfidos algozes e ao ser tocado por suas sacrílegas mãos. Por isso te admoesto a estares atenta em manter a alma afastada de toda mancha de impureza, embora mínima. Em conseqüência, guarda zelosamente a pureza, consagrada a mim por voto. Foge de todas as ocasiões capazes de causar qualquer detrimento a tão nobre flor. Sê atenta porque muito pouco basta para ir fenecendo. Saiba que eu, em mi­nhas esposas, procuro grande cautela e diligência em guardá-Ias. Muito me desgostam os descuidos no campo delicado desta virtude. Guarda, enfim, tua alma e sê diligente em mantê-Ia isenta de toda culpa, para que, ao receber-me sacramentalmente, eu tenha gosto e prazer no contato e não desgosto e amargura.



Jesus relata sua vida íntima à Serva Maria Cecília Baij

Livro: A Vida Íntima de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A FUMAÇA







Voltamos e colocar mais visões e revelações sobre a atividade infernal, nestes tempos em que um espírito de indecisão, de grande incerteza permeia a comunidade católica. É que alguns ficam preocupados com o novo Papa, achando que pode não ser bom, ou que ele pode ceder aos avanços dos inimigos da Igreja. Mas temos dizer que, por tudo o que se viu dele nos últimos tempos, teremos a continuidade da sã doutrina, como por João Paulo II, embora não saibamos dizer por quanto tempo assim será. Mas com certeza, pelos menos no lado espiritual, haverá uma grande batalha dentro de seu mandato.


É que, pelas novas coisas que diremos aqui, se percebe que a pressão sobre ele poderá chegar à explosão, pois com certeza tudo o que pudemos ver naquelas faces tão dóceis na aparência – falo dos cardeais que elegeram Bento XVI – é que não se pode ver seus corações. Se pudéssemos ver isto, com certeza assistiríamos a um filme de horrores. Não me sai de diante dos olhos a cara de funeral, que fez o cardeal que anunciou o novo eleito, como se estivesse anunciando a morte da Igreja, ou o advento de uma porcaria qualquer. Ele estava completamente infeliz com o resultado. A eleição desta forma e tão rápida nos deu uma prova clara de que o poder de Deus pegou o inferno de surpresa. Mas mesmo assim não se poderá dizer que a eleição foi conduzida pelo Espírito Santo, porque existem alguns daqueles que já se fecharam totalmente à ação Dele. Deus não entra mais ali!

Por isso, nem tudo são flores! Pelas visões que apresentarei a seguir se verá isto.

Visão 1: Desde o ano passado, pude observar por muito tempo uma nuvem negra que ia sempre mais baixando para a terra. Vou relatar tudo a você a pedido de Nossa Senhora. Esta nuvem baixava sobre o Vaticano. Nesta nuvem estavam incontáveis demônios negros, com rabo em forma de flecha, com chifres etc... Davam gargalhadas infernais e se movimentavam rapidamente em círculo, com as garras firmes uns nos outros. Às vezes giravam com tanta violência (1) que se soltavam nas garras, jogando o corpo para trás entre gargalhadas aterrorizantes. Logo se recompunham naquela louca ciranda e continuavam a dar giros olhando sempre para baixo. E esta nuvem negra, na qual eles se encontravam, estava no inicio a apenas alguns metros da cúpula de São Pedro.

Mas isso foi por poucos dias. Depois, lentamente, mas diariamente esta nuvem negra e cheia de demônios começou a descer, chegando então à cúpula e permaneceram assim por alguns dias como querendo invadi-la. Porém, por algum motivo, eles tinham grande dificuldade em faze-lo. Uma força ainda os impedia de realizar esta maléfica ação (2). Até que num certo dia começaram a adentra-la e aos poucos, cada dia mais esta nuvem cheia de espíritos infernais girando sempre conseguiu entrar. Sempre girando em círculos, iam já cobrindo as paredes de negror, para minha aflição.

E dentro de poucos dias, tanto desceram que começaram a chegar à altura das cabeças das pessoas que se encontravam ali, e o avanço diário da nuvem era visível. Depois que os demônios adentraram e venceram a força que estava na cúpula maior, se espalharam por dentro do recinto e iam cobrindo todas as coisas. Vi que eles começavam a cobrir de trevas, também a cadeira do Santo Padre, o trono de Pedro. Também já o pescoço das pessoas, depois o peito, a cintura, as pernas... E só sobraram os pés das pessoas fora desta escuridão. E no fim, poucos pés daqueles que ali estavam, ainda se podiam ver (3).

Após alguns dias, também a cadeira de Pedro estava coberta com aquela nuvem, densa e negra, e já se podia ver somente um pedacinho dos pés desta cadeira fora da escuridão. E tal foi que, já alguns dias antes da morte de João Paulo II, tudo estava tomado de uma completa escuridão. Ela cobriu por inteiro a cadeira de Pedro, nenhuma luz mais, só trevas... Escuridão terrível, nada se podia ver, nada! Sequer uma pequenina luz! E logo também fora, na praça, tudo começou a se cobrir de escuridão!

E Nosso Senhor me explicou que, primeiro a escuridão se faz sentir na Igreja, depois no mundo. Por isso a fumaça negra, que já invadiu no todo a Santa Igreja, começou a sair já pelas frestas e pelos batentes (4), saindo por baixo das portas do Vaticano. E se dentro da Igreja brilha ainda uma pequena luz é uma falsa luz (5). Mas como já falei em outra visão, ainda permanecem na Igreja algumas pessoas a rezar, de joelhos, e está é ainda uma luz verdadeira que ilumina seus caminhos e que sustêm ainda os Sacrários da terra (6). Isso apesar de satanás estar ali, ao lado deles, tentando desde já destruí-los e aniquila-los!

Em tudo vemos que na verdade, segundo palavras de Nosso Senhor “as trevas já se fazem presentes no mundo”. A purificação por hora se faz apenas em nível espiritual – o que já vem acontecendo desde algum tempo – assim como primeiro veio o exército dos demônios e depois virá o exército físico, dos homens. Hoje o que acontece nos quatro elementos da natureza, terra, ar, água e fogo, não é nada ainda, é sim um simples “tira gosto” diante daquilo que acontecerá, quando estes mesmos elementos forem entregues nas mãos dos anjos caídos. Muitas vezes o bom Deus tem me permitido ver algumas destas ações. Mas porque Ele nos ama demais, sempre espera que os Seus filhos acordem e voltem para Ele.

E tudo o que vemos, na maioria dos casos, segundo o próprio Jesus diz, são homens “blasfemando contra Deus, como se Ele fosse o culpado por tudo isto”. Ao mesmo tempo são poucos os que dobram os joelhos em casa, escondidos, e que agradecem a Deus profundamente em suas orações, e que oferecem também seus sofrimentos e sacrifícios.

(1) Quem leu já o livro “Os demônios no Caminho dos Filhos de Deus”, já sabe explicação desta atitude dos demônios de girar em círculos sobre os lugares santos. Isso faz com que se contamine o espaço abaixo e as pessoas sejam como tomadas por influxos maléficos. Os maus não sentem nada disso, mas os bons sim e sentem até náuseas. Na verdade é preciso que estejam ali pessoas que atraiam estes influxos e pelo que vimos lá existem destes de sobra.

(2) Esta força que impedia o avanço dos demônios e da nuvem negra para dentro da Cúpula do Vaticano era sem dúvida a presença do Papa João Paulo II, e certamente foi a partir daquela malsinada operação, quando se tornou irreversível a morte dele, que se deu o avanço das hostes infernais. Isso, quem sabe, somente na eternidade o saberemos.

(3) O fato de apenas alguns pés estarem ainda visíveis deve significar que muitos de lá estão completamente cobertos pelas trevas, sem mais volta. Estes poucos são ainda alguns bons que lá se encontram, mas completamente dominados e manietados pelas forças infernais que lá adentraram. O Santo Padre sofrerá muito com isto.

(4) Refere-se aquela já citada frase do Papa Paulo VI, já dita já por um Papa anterior. Somente que no sentimento dele, a fumaça no Vaticano havia entrado de fora para dentro e aqui se mostra que de fato é de dentro para fora, porque é de lá que parte a negridão da doutrina que se quer implantar. E tudo entra no mundo pela Igreja – que liga e desliga – mas somente entrará, quando já não houver mais um Pedro ali. Já dissemos que João Paulo II era aquele que detinha a rebelião, e embora ainda este Papa siga orientações dele, tudo leva a crer que durante o mandato de Bento XVI, as trevas tomarão já conta do mundo. Não, óbvio, por determinação dele, mas força da pressão hedionda dos maus.

(5) Na mensagem 306 ao Cláudio Jesus falou: E só estes – não todos – mas só dentre estes (filhos de Deus) existirão os que verão a diferença entre a luz que vem do interior e a luz forjada por holofotes! E ainda: E do interior, do fundo de muitas almas, brilhará mais fortemente a Luz do Céu! Vem do interior das famílias, não das milícias da Igreja! Ou seja: os escultores da falsa igreja, não são percebidos pelos que não rezam, eis porque a salvação da Igreja virá das famílias que rezam, não pela força do clero.

(6) Já em livros e artigos lembramos que a maior força de expiação que temos brota dos sacrários. O demônio sabe disso e quer por toda força apagar aquelas luzes que são a causa de seu desespero. Eles nunca apagarão as luzes de todos os tabernáculos da terra, porque em algumas famílias ela continuará brilhando e dali virá a força que o destruirá.

Para os que duvidam que esta nuvem negra esteja de fato cobrindo a igreja, anoto a seguir as revelações de Nossa Senhora, já em 1634, à Madre Mariana de Jesus Torres e que se referem ao fim dos tempos: “Neste tempo, os ares se encherão do espírito de impureza que, a semelhança de um dilúvio de imundícia inundará as ruas, praças e lugares públicos. Tamanha será a libertinagem que não haverá mais almas virginais no mundo”. E ainda: “Ao controlar todas as classes sociais, as seitas penetrarão habilmente nas famílias, e os demônios se gloriarão de alimentar perfidamente os corações das crianças. Perder-se-ão assim as vocações sacerdotais, e será um verdadeiro desastre. Satanás controlará a terra, por meio de infiéis que, quais nuvens negras escurecerão os céus, bloqueando a alvorada radiante da Igreja. Tão terrível será esta noite, que dará a impressão de o mal haver triunfado”.

Penso que não precisa dizer mais nada. Nuvens negras, espíritos imundos, dilúvios de imundícias, seitas perniciosas, contaminação de crianças, declínio das vocações, bandos e mesmo exércitos de infiéis, nuvens negras de demônios escurecendo os céus e como bloqueando a alvorada da Igreja. Tudo bate com as visões atuais e a situação do mundo de hoje. Sim, a gente sabe que esta alvorada da Igreja virá, e que no fim Nossa Senhora esmagará a cabeça da serpente, mas até lá...

Visão 2: Nos meses que passaram, eu vi mais uma vez aquele exército de carvão, com suas armas sempre em posição, todos eles nos arredores do Vaticano. Eles estavam ali espionando, como faziam nas casas e já mostrei, e passei a sentir-me mal, porque me lembrei da outra visão que tive e relatarei a seguir. Foi apenas neste ano de 2005 que os vi chegar em Roma, mas rapidamente tomaram o Vaticano. “A hora se aproxima, e o tempo é curto”, me disse Nossa Senhora. “Deves escrever estas visões e envia-las para publicação”.

Esperei alguns dias ainda, para ter certeza, porque sempre deixo nas mãos dela e de Nosso Senhor, antes de enviar. Pode parecer a muitos que isso tudo é invenção minha, mas nunca inventaria uma coisa destas, porque jamais quero viver eternamente numa pocilga como é o inferno, sendo atormentada dia e noite, pelo fato de enganar as pessoas. E assim eu relato estas visões a pedido de Nosso Senhor, que não quer perder nenhuma alma, o que poderia me acontecer se eu mentisse para vocês nestas revelações. O desejo de Deus é que elas despertem as pessoas para a realidade, enquanto é tempo, devido ao perigo que nos ronda, e que assim muitos voltem, a tempo, aos braços e Jesus e Maria.

No início deste ano Nosso Senhor me mostrou aquele exército formado pelos homens com “chip” invadindo Roma. Estavam divididos em pequenos grupos e pouco antes de isso acontecer, alguns aviões sobrevoaram os céus de Roma, como para desviar a atenção dos habitantes da cidade. Repentinamente o pânico se instalou. As pessoas corriam, mas eram agarradas à força, na maior violência, e eu podia ouvir gritos de desespero por toda parte. Tudo começou a acontecer de repente, mas já há algum tempo eles se achavam escondidos e espalhados pela cidade em pequenos grupos. A invasão foi violenta e repentina, com o objetivo de desviar a atenção do alvo principal deles, que era o Vaticano!

Vi este exército cor de carvão invadindo o Vaticano, e junto deles o exército de homens – um pequeno número deles, que agiam com grande violência. Matavam cardeais, vários outros prelados e vi sangue por toda parte junto a vários corpos caídos (1). Eles invadiam cada canto e andavam loucamente atrás da pessoa que era seu alvo principal: O santo Padre, mas não o encontraram. No meio destes altos prelados e Cardeais, Nosso Senhor disse que muitos dos que haviam facilitado estas coisas em vida morreram também (2). Foi terrível observar estas cenas, mas Nosso Senhor me amparou, senão eu cairia.

Hoje pela manhã percebi que o maldito proferia algumas palavras ao meu pequeno filho (3). Eu estava rezando o terceiro mistério gozoso, estava com o Terço na mão, mas mesmo assim ele veio com maledicências. Era um daqueles malditos, do mais profundo dos abismos infernais, igual nunca havia visto outro antes. Ele veio para meu lado esquerdo, me cravou as garras no meu ombro e no braço e disse que “ia me levar para um lugar merecido”. Queria me amedrontar para que parasse de escrever. Então, em alta voz eu gritei: me larga mentiroso maldito! Mas ele continuou ali cravado! Então peguei o Óleo de São Rafael (4) que estava bem em minhas mãos e tracei três sinais da Cruz em cima dele, dizendo: O Senhor seja luz para teu corpo e tua alma, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém! Então ele me largou atirando-se para trás, e olhando assustado para Lúcifer ficou com uma cara de bobo, sem saber o que lhe havia acontecido. Então este desapareceu, mas Lúcifer continuou ali me importunando (5).

Enfim, a lição que Nosso Senhor ensinou-me com tudo o que aconteceu hoje pela manhã foi esta: “Tristemente muitos filhos de Deus, com medo das ameaças de satanás ou de seus sequazes desistem de levar adiante aquilo que Jesus pediu e pede, ou aquilo que Deus espera de cada filho”.

Conheço muita gente que serve a satanás sem perceber, quando, por exemplo, incute nos outros o medo de rezar nos cemitérios, de rezar pelas almas, de rezar o Terço, ou deixa de acolher as pessoas ensinando e corrigindo (6). Também quando deixam de defender a própria fé, a Igreja, e dão ouvidos a seduções maliciosas. Outros têm medo de rezar pela conversão dos pecadores, e já ouvi pessoas dizerem assim: “Ah! Não faço isso porque depois o demônio vem para cima de mim!” Ou: eu não rezo por pecador nenhum, porque depois a desgraça que está em cima dele vem para mim. Quanta besteira!

Ora: Satanás, se chegar um dia a tocar em algum de vós é somente porque Deus o permitiu. Ele não pode causar mal algum aos que se ligam em Deus e O servem. E se Deus permitir a alguém sofrer um pouco nas mãos do maligno é sempre para o bem daqueles que se encontram nas garras infernais. Então basta oferecer este sofrimento pelas almas do purgatório, que imediatamente ele larga (7). Assim nós devemos ir sempre tirando lições de bem, de todo mal que o Bom Deus permite que nos aconteça.

(1) Esta visão parece nos remeter às visões da Irmã Elena Aielo que já colocamos num texto anterior, e que falam de pessoas batendo no Santo Padre. Também parecem bater com o 3º Segredo de Fátima, conforme a parte que já foi revelada. De um Papa que cai junto com outros mártires. Agora, ainda, não podemos entender bem estas coisas.

(2) No texto das revelações de Lúcifer, ele avisa que virá buscar os que lhe servem, nem que seja este o último sangue que virá buscar na terra. E certamente todos aqueles que em vida trabalharam para o maligno, terão isso por prêmio: serão levados para o inferno, em corpo e alma, depois que não servirem mais para os planos do maldito aqui na terra. E não divide o leitor que existam purpurados nesta lista. E não são poucos!

(3) Esta família tem uma criança sensitiva, que pelo que já confirmamos vê também as mesmas realidades, tanto as visões do bem, quanto as do mal, e deve ser assim segundo Nossa Mãe, porque o demônio não pode tocar na inocência da criança, sendo anteparo e proteção para esta pessoa das visões. Mas um dia a criança estará bem!

(4) Voltamos a lembrar da necessidade de se ter em casa este Óleo Santo. Nestes dias, em viagem, soube de um grupo onde se faz a consagração do óleo com a maior profundidade, que na casa onde se ia fazer o Óleo, explodiam garrafas de bebidas, e se partiu um armário de vidro onde elas estavam, porque pessoas dali se haviam convertido, mas antes estavam metidas em “mesa branca” e coisas de espiritismo. Posso lhes garantir que se este óleo for bem feito, com amor, e nele Nossa Senhora puser seu selo, ele não deixará que nenhum demônio chegue perto das famílias que fazem uso dele. Sim, além de poder curar todas as doenças, sejam elas de origem física sejam espirituais. Já mostramos no livro desta mesma pessoa, que ela foi curada de uma picada de jararaca, dentro de casa, sem tomar soro antiofídico, só usando o óleo e rezando.

(5) Estas realidades somente são permitidas por Deus e para o bem de muitos. Não creiam que o maldito terá permissão para fazer isso – se mostrar – para todos. Lembro ainda que ele não poderá tocar nos homens fisicamente – embora, se pudesse, nos ele matava a nós todos num instante – somente homens ao seu comando podem fazer isto. Não se deve temer o demônio, mas jamais lutar com ele “em campo aberto”: deve-se sim fugir para os braços de Deus!

(6) Já colocamos no artigo sobre “Mitos”, estas realidades. Muitas pessoas acreditam nos embustes e seduções do maligno e deixam de rezar pelas almas e pela conversão dos pecadores, porque acham que serão perseguidas pelo demônio se assim fizerem. Mas é justo isso que o alegra sobremaneira: que as pessoas não rezem! Ele não quer que as almas subam aos céus, porque quanto mais santos estiverem nos céus, menos força o inferno terá na terra. São grandes forças espirituais em luta. É preciso rezar pelas sim, em todos os lugares, seja no cemitério, seja em casa, seja na igreja, seja na rua, sem se importar jamais com estas importunações nem com os importunos. As almas precisam de nós para sair de lá, e é imensa caridade dar-lhes este benefício.

(7) Já avisei acima, não tenham medo que isso vá acontecer com qualquer um de nós. O Bom Deus, quando tem uma tarefa igual para um filho seu, Ele jamais deixa de prepara-lo por um longo tempo, a fim de que ele suporte as revelações e visões que o Céu lhe dá. E nem mesmo as visões do inferno são dadas às pessoas, por um desejo do maligno, mas tudo obedece aos caminhos e planos de Deus. Tudo somente acontece para o bem dos que querem ser filhos e dos que humildemente amam a Deus. Mesmo pessoas a quem Deus permite ver tão terríveis realidades, não são prejudicadas por isto, e sim recebem imensas graças devido ao fato de se colocarem nas mãos do Todo Poderoso.

Temos assim mais um capítulo destas revelações espantosas. Eu pessoalmente jamais quereria ver tais realidades, porque decididamente não me encanta nada lidar com as trevas. Nos meus sonhos de infância e meus grandes pesadelos, pude sentir o quanto pavor a visão dos espíritos infernais nos causa. Se eu pudesse traduzir em palavras o que isso significa, a repugnância terrível que ele nos causa, seria ótimo, entretanto, por mais que tente descrever o sentimento, havido num simples sonho, ainda assim a descrição fica aquém da realidade. Imaginem, então, vendo de olhos abertos e sentindo a presença dos monstros!

Vamos alertar então para esta realidade assutadora. Mas não adianta apenas levar estas visões ao conhecimento de muitos. O que é preciso sim, é rezar e muito, porque somente as orações podem trazer equilíbrio de forças e sustar o avanço das trevas. Nós já vimos o quanto estes espíritos nebulosos são aguerridos e dia e noite vigiam e se preparam a fim do ataque final. Sim, nós sabemos que também os anjos de Deus – cuja realidade ela não vê, mas existe – também são presença constante a até em maior quantidade. Eles lutam e nos defendem também, dia e noite.

Há, porém, que se observar uma coisa: Os anjos de Deus dependem da nossa vontade para agirem, porque Deus não afronta a liberdade de ninguém. Deus não força a barra de pessoa alguma e espera sempre o ímpeto decisivo da vontade humana, o desejo dela de se ligar no Pai Santo, pois somente assim os anjos podem catapultar o desejo humano rumo ao bem. Já com os demônios é diferente: eles exigem a obediência formal do homem, e não aceitam indecisões! Eis porque, pressionados, os filhos das trevas estão sempre mais alerta que os filhos da luz, que muitas vezes ficam dormindo, esperando que Deus faça tudo sozinho e por eles.

Sintetizando: os filhos de Deus são livres e abusam desta sua liberdade se mantendo em inércia. Os filhos das trevas são escravos de satanás, e sob seu látego constante agem mais depressa, e com maior denodo. Eis porque Jesus falou que “os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da Luz”. Se eu pudesse acrescentar algo nestas palavras, diria que os filhos das trevas são mais despertos que os da luz, porque estes dormem e dormem na esperança de que o Bom Deus faça tudo por eles, sem esforço algum. De fato, se os filhos da luz estivessem realmente despertos, perceberiam as torrentes de mal que o circundam e agiriam depressa para evitar a hecatombe.

Ou seja: somos nós os culpados de que a situação tenha chegado a este ponto. Nós fomos, através das décadas, assistindo calados e inertes o avanço progressivo do pecado, sem agirmos. Benevolentes, não querendo “briga”, fomos aceitando, por exemplo, que as saias subissem, que os decotes aumentassem, e tal foi que hoje chegamos a explosão contínua e degradante desta sexualidade exacerbada. Também contemporizamos com o pecado em geral, com a TV, cedendo um pouco a cada dia, quando em todas as situações, nós deveríamos ter agido com firmeza, freando o ímpeto dos adversários de Deus e da Igreja, portanto, nossos também. E enquanto dormimos, o demônio deitou e rolou. Interessante é que, neste sentido, os filhos das trevas, que andam na escuridão viram estas coisas, enquanto filhos da luz, estes que deveriam enxergar bem, não viram nada.

Enfim, preciso lembrar que algumas destas visões são ainda futuras, porque, com certeza enquanto nós tivermos lá no Vaticano um Pedro verdadeiro, sempre haverá uma luz a alumiar os caminhos da Igreja. Muitas destas visões poderão – porque tudo pode ser mudado pela oração – acontecer no futuro, e até deverão acontecer mesmo, porque estas situações batem com os Evangelhos e outras passagens proféticas da Bíblia, e, portanto se cumprirão. O certo é que muito disso está acontecendo agora, e é preciso que todos nos imbuamos do desejo ardente de levar a muitos esta situação, para que se acordem os filhos de Deus e finalmente decidam se agarrar em seus Rosários.

Há milênios que a fumaça de satã tenta entrar na Igreja, agora está conseguindo enfim. O tempo de satanás está se esgotando e será breve, porque o Triunfo de Deus está próximo. Mas a batalha que se desenrolará diante de nossos olhos até este dia – falo diante dos olhos dos verdadeiros filhos da luz, os que rezam – será assombrosa. Quando ela terminar serão pouquíssimos os que restaram para povoar a Nova Terra que virá a seguir.

E haverá finalmente a paz tão sonhada para as gentes. Porque “o Demônio, sedutor delas, foi lançado num lago ardente de fogo e de enxofre, onde já estavam a Fera e o falso profeta, e onde serão atormentados dia e noite, pelos séculos dos séculos”. (Ap 20, 10). E o Rosário será a corrente que prenderá o demônio para sempre.

Rezemos o Rosário em família!
Então, nada a temer!

Arnaldo


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